Um País como o Brasil, que sofre tão gravemente com a corrupção e outros crimes e que tem uma atuação policial tão pouco eficiente não merece uma iniciativa do governo e dos políticos para impedir o Ministério Público de investigar crimes. Se você concorda, compartilhe essa ideia.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
- Você olhou? - Eu olhei.
1o Ato: Alvorada.
Olhei sem pretensão,
Olhei com curiosidade,
Olhei com cobiça,
Olhei com paixão,
Olhei com receio,
Olhei com surpresa: por que natimorto?
2o Ato: Penumbra.
Olhei para longe,
Olhei novamente,
Olhei com desejo,
Olhei com distância,
Olhei com dúvida,
Olhei crédulo da ressurreição.
3o Ato: Aurora.
Olhei os desacertos,
Olhei o acolhimento,
Olhei o lar, e,
Olhei em paz,
Olhei o futuro,
Olhei sem ver.
4o Ato: Crepúsculo.
Olhei com tristeza,
Olhei a procura de explicações,
Olhei por culpados,
Olhei com saudade,
Olhei com gratidão,
Depois não olhei mais.
Olhei sem pretensão,
Olhei com curiosidade,
Olhei com cobiça,
Olhei com paixão,
Olhei com receio,
Olhei com surpresa: por que natimorto?
2o Ato: Penumbra.
Olhei para longe,
Olhei novamente,
Olhei com desejo,
Olhei com distância,
Olhei com dúvida,
Olhei crédulo da ressurreição.
3o Ato: Aurora.
Olhei os desacertos,
Olhei o acolhimento,
Olhei o lar, e,
Olhei em paz,
Olhei o futuro,
Olhei sem ver.
4o Ato: Crepúsculo.
Olhei com tristeza,
Olhei a procura de explicações,
Olhei por culpados,
Olhei com saudade,
Olhei com gratidão,
Depois não olhei mais.
Marcadores:
amor,
beleza,
dor,
equilíbrio,
paradoxo,
realidade,
relacionamento,
sensibilidade,
sexo,
solidão,
submissão,
trágico,
vida
quarta-feira, 15 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
A Beleza Precisa de um Salão?
E recomendo, enfáticamente, que vejam uma rápida entrevista do Dustin Hoffman em http://www.grunz.com.br/dustin-hoffman-cai-no-choro-ao-explicar-o-que-aprendeu-se-vestindo-como-mulher-para-filme/?fb_ref=recommendations-bar
terça-feira, 23 de abril de 2013
Textículos no túnel do tempo.
Primeira interjeição da história da humanidade?
- Ih, lascou-se (da época da pedra lascada).
-------------
Desvendado o mistérios dos adivinhos que usavam bolas de cristal:
Eram pessoas vindas do futuro que usavam um tablet redondo e consultavam o google...
- Ih, lascou-se (da época da pedra lascada).
-------------
Desvendado o mistérios dos adivinhos que usavam bolas de cristal:
Eram pessoas vindas do futuro que usavam um tablet redondo e consultavam o google...
segunda-feira, 22 de abril de 2013
O ciclo.
Pauline é jovem.
Em seus ouvidos, promessas.
Em sua mente, poder.
Em seus olhos, sonhos.
Seu corpo é belo e forte.
E seus pensamentos são ágeis.
Mas Pauline também é Pedro. É Pauline-Pedro.
Eles moram e dançam juntos todo dia.
Há todavia um conflito.
Pedro quer viver acima. Ele é firme, claro em seus propósitos, usa a razão e almeja a transcendência.
Pauline quer viver abaixo. Ela emociona-se, flui, é obscura e lhe apetecem as necessidades. Acredita que daqui a 20 anos estará só, fazendo seus próprios movimentos. A sua outra metade terá sumido.
- Dancemos por amor e misturemos tudo, Pedro. Amor e dor, beleza, sofrimento e solidão.
- Dancemos até que o amor acabe. Acho que vou contar até 5.
5
4
3
2
1
Pedro-Pauline imergem.
.................................................................................................................................
Era uma vez, num reino muito, muito distante...
Quando Pedro ainda não era Pedro-Pauline e não era nem mesmo Pedro, apenas fluía no mar.
Veio então esta forma que chamamos de corpo e o diferenciou.
E passou a existir Pedro, que corria como o cão e usava uma coleira que era só sua. Não se perguntava por que a usava, nem se podia parti-la. Cria que seu destino o esperava, mas rodeava resoluto sem ir aos confins onde ficava aquilo sei lá o que que desejava.
O tempo passou e o discurso do "nunca irei lá" passou a ser intercalado com o ato mais belo de ficar amarrado a beira de uma corda, com o corpo alongado como uma espada que todavia não desfere no mundo o golpe fatal de que é capaz. Ocupava um ângulo ruim de visão e não via quem havia partido e agora passeava lá fora com flores. Até a noite em que teve um sonho.
Tentavam enterrar viva sua irmã, mas ela continuava a dançar e não parava nem quando lhe entrava terra pela boca. Ela dançava por amor, e deixava um rastro, fazia um eco, pintava um retrato único e o assinava E dizia: Dance voce também!
No dia seguinte, Pauline aconteceu a Pedro.
Mas muito antes disso, num outro reino distante, Pauline não era ainda Pauline...
Havia recebido um belo corpo e com ele flutuava em águas profundas e turvas, e para amar, tentava fazer curvas. Todo dia ela fazia tudo igual, e variava entre a inconsciência e um tédio mortal. Não havia beleza, e para piorar, ela tinha finalmente cansado dos mimos - jóias, roupas, viagens - que caíam a seus pés.
À noite, quando fechava os olhos, sonhava o doce canto de Sua confortável vida e renegava essa amante espúria, gasta e inconstante que é a Vida.
Numa segunda-feira, passeando por um sinuoso e pouco frequentado caminho do parque, Pauline tropeçou em Pedro. E não levantou mais.
...............................
Emerge Pedro.
Emerge Pauline.
Projetam-se no ar.
Artérias límpidas de uma natureza forte.
O ar pouco lhes resiste.
Assim, pois, avançam.
Mas logo à frente uma rocha fria e insuperável os espera.
Que importa, se agora todos são, cantam, dançam e estão livres?
Será uma linda explosão.
E Pauline espalhará seus corpúsculos aquáticos por sobre todos a quem tocou.
Pedro também fará do mesmo modo.
E muito outros, milhares e milhões.
Milhares de almas se esfacelando em seu gozo final, a cada expiração.
Guiadas pelas mesmas forças que as criaram.
Fazem radiante e sublime espetáculo.
Inspira, e a água aglutina-se, escorre e retorna à fonte.
Expira, e a água desintegra-se, borrifa e retorna da Fonte.
Em seus ouvidos, promessas.
Em sua mente, poder.
Em seus olhos, sonhos.
Seu corpo é belo e forte.
E seus pensamentos são ágeis.
Mas Pauline também é Pedro. É Pauline-Pedro.
Eles moram e dançam juntos todo dia.
Há todavia um conflito.
Pedro quer viver acima. Ele é firme, claro em seus propósitos, usa a razão e almeja a transcendência.
Pauline quer viver abaixo. Ela emociona-se, flui, é obscura e lhe apetecem as necessidades. Acredita que daqui a 20 anos estará só, fazendo seus próprios movimentos. A sua outra metade terá sumido.
- Dancemos por amor e misturemos tudo, Pedro. Amor e dor, beleza, sofrimento e solidão.
- Dancemos até que o amor acabe. Acho que vou contar até 5.
5
4
3
2
1
Pedro-Pauline imergem.
.................................................................................................................................
Era uma vez, num reino muito, muito distante...
Quando Pedro ainda não era Pedro-Pauline e não era nem mesmo Pedro, apenas fluía no mar.
Veio então esta forma que chamamos de corpo e o diferenciou.
E passou a existir Pedro, que corria como o cão e usava uma coleira que era só sua. Não se perguntava por que a usava, nem se podia parti-la. Cria que seu destino o esperava, mas rodeava resoluto sem ir aos confins onde ficava aquilo sei lá o que que desejava.
O tempo passou e o discurso do "nunca irei lá" passou a ser intercalado com o ato mais belo de ficar amarrado a beira de uma corda, com o corpo alongado como uma espada que todavia não desfere no mundo o golpe fatal de que é capaz. Ocupava um ângulo ruim de visão e não via quem havia partido e agora passeava lá fora com flores. Até a noite em que teve um sonho.
Tentavam enterrar viva sua irmã, mas ela continuava a dançar e não parava nem quando lhe entrava terra pela boca. Ela dançava por amor, e deixava um rastro, fazia um eco, pintava um retrato único e o assinava E dizia: Dance voce também!
No dia seguinte, Pauline aconteceu a Pedro.
Havia recebido um belo corpo e com ele flutuava em águas profundas e turvas, e para amar, tentava fazer curvas. Todo dia ela fazia tudo igual, e variava entre a inconsciência e um tédio mortal. Não havia beleza, e para piorar, ela tinha finalmente cansado dos mimos - jóias, roupas, viagens - que caíam a seus pés.
À noite, quando fechava os olhos, sonhava o doce canto de Sua confortável vida e renegava essa amante espúria, gasta e inconstante que é a Vida.
Numa segunda-feira, passeando por um sinuoso e pouco frequentado caminho do parque, Pauline tropeçou em Pedro. E não levantou mais.
...............................
Emerge Pedro.
Emerge Pauline.
Projetam-se no ar.
Artérias límpidas de uma natureza forte.
O ar pouco lhes resiste.
Assim, pois, avançam.
Mas logo à frente uma rocha fria e insuperável os espera.
Que importa, se agora todos são, cantam, dançam e estão livres?
Será uma linda explosão.
E Pauline espalhará seus corpúsculos aquáticos por sobre todos a quem tocou.
Pedro também fará do mesmo modo.
E muito outros, milhares e milhões.
Milhares de almas se esfacelando em seu gozo final, a cada expiração.
Guiadas pelas mesmas forças que as criaram.
Fazem radiante e sublime espetáculo.
Inspira, e a água aglutina-se, escorre e retorna à fonte.
Expira, e a água desintegra-se, borrifa e retorna da Fonte.
Marcadores:
amor,
Aureo-escritor,
cinema,
corpo,
equilíbrio,
liberdade,
paixão,
relacionamento,
ser,
sonho,
trágico,
vida
Assinar:
Postagens (Atom)
