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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Batman sobe, Snowden cai e a Águia quer o seu fígado..

Tributo literário a Edward Snowden, filho contemporâneo de Prometeu.

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Siga-o, com a raiva em seus ossos.

Você não está vivendo, apenas está esperando as coisas ficarem ruins de novo.

Muito garotos vão para os túneis quando passam da idade.

Considerando que teu corpo não tem cicatrizes, eu não recomendo.

O mal ressurge do lugar onde tentamos enterrá-lo. Segredos não são mais possíveis.

Você não está presumindo muita coisa?

Não se preocupe, leva um pouco de tempo para se pegar o novo ritmo.

Ela precisava apenas de teu conhecimento. Por que entregaste também a vida?

Amor!? ... Ah, então essa é a sensação...

O que serve a uma pessoa é senhor da outra.

Quando digo que este dia é apenas mais um dia, estou preparando o meu arrependimento.

Você sabe o que está fazendo? Eu sei o que isso significa. Significa que você vai me odiar e que eu vou perder alguém cuja falta não posso suportar.

- Você é a maldade em pessoa.
- Não, eu sou um mal necessário.

- Eu sinto pelo que vai lhe acontecer.
- Não, você não sente.

Agora você é um dos nossos, não tem mais permissão para acreditar em coincidências.

O sofrimento fortalece o caráter.

Alguém vai e leva tudo, outro alguém vem e traz em troca um beijo e a traição.

A paz custou as suas forças. A VITÓRIA DERROTOU VOCÊ.

Você adotou a escuridão. Eu nasci na luz.

Sim, eu queria saber o que iria ser destruído antes. Seu corpo ou seu espírito?

Um homem precisa comer carne humana às vezes, Mas que apetite você tem!

Vc é um torturador? Sim, mas não do teu corpo. Da tua alma.

Eu aprendi que o desespero mais real mora no logo abaixo da esperança. Eles são um casal, com muita diferença de idade.

- Eu vim apenas para devolver o controle ao povo.

- Mas os ricos serão arrancados de seus ninhos aconchegantes.

A inocência não pode florescer aqui, ela tem de ser erradicada.

Uma criança nascida no inferno, forjada no sofrimento, endurecida pela dor, cuja beleza fora violada. uma criança extraordinária, não uma de privilégios. Ela destrói o mundo ou o reconstrói?

O salto para a liberdade não é uma questão de força. A sobrevivência é do espírito, da alma.

Você não teme a morte e acha que isso o deixa forte, isso o deixa fraco. A força mais poderosa do universo é o medo da morte. O jovem que alcançou a liberdade sem a corda e saiu do poço de onde jamais ninguém conseguiu escapar.

Ressurja, nascido no céu, para que possa salvar aos demais. Renasçam também os fígados, vitimizados por águias ou pelo álcool.

Como um nascido no inferno numa prisão sem grades, você está nela porque quer, merece ou não se esforçou o suficiente. Você é o culpado e vencer essa culpa não é uma questão de força.

A máscara não é para te proteger, e sim às pessoas que você mais ama. De que? De você mesmo.

Venha comigo, fica comigo, se salve, você não deve mais nada a essas pessoas, você deu tudo a elas.

Ouço o som do confronto, o som do recomeço, onde está o medo da morte agora? Mais próximo do que se possa imaginar.

Uma boa notícia eu te respondo em silêncio e olhando em teus olhos.

- Não faça isso conosco, somos inocentes.

- Inocente é uma palavra forte para se usar aqui.

É a faca lenta, que espera anos sem esquecer, nunca esquecida, que foge silenciosamente por dentre os ossos, é a faca que corta mais fundo.

Sinta o calor da fogueira em que queimam todas as almas que você decepcionou.

Cumpro as ordens do Pai, e concluo a obra que Ele começou, e meu pai tudo vê e tudo sabe.

Seria bom imaginar que o Bem vence e que o mocinho volta para casa para encontrar a mocinha, mas pode ser que ela não esteja lá quando ele voltar, pode ser que ela tenha problemas em ser mocinha, ou pode ser que o mocinho não volte.

Há um preço a ser pago pelas coisas, certas ou erradas, cedo ou tarde, eu ou você.

Almas úteis, prósperas e felizes é o meu legado.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A unha não perdoa os equilibristas.


Cuidado com a unha encarnada em meu fura-bolo,
Ela comanda um sobe e desce para que venhas ao mundo meu.
E o largo gesto de meu braço para que te vás, de vez, ao mundo teu?
Ela o comanda.

Esta terrível unha encravada, endiabrou-se de vez e agora,
Risca o ar ensandecida, maldizendo ao equilibrista de vocação:
Idiota, puta que pariu, saia da porra de cima deste muro,
Antes que em ti eu me crave - generosa em veneno,

Laboriosa e criadora de purulenta ferida,
A causar pútrida chaga em tua leitosa consciência hipócrita e presunçosa,
E antes que o dia se acabe,
Trace no céu uma vertiginosa Linha Final ao destino enfadado,

Da tua alma e coração, depostos e encarcerados,
Neste jardim mal-cuidado de lembranças,
No qual prezas protegê-los para que ninguém os tome,
Como se alguém pudesse querer relíquias tão sem graça,

Bêbado equilibrista condenado como Sísifo a repetir-se eternamente,
Vagando por sobre o muro que separa teu jardim e teu deserto,
Sepulcral deserto onde florescem, frutificam e desabrocham,
Tuas mirabolantes espécies proprietárias de princípios morais, de honra e de pureza,

Lugar triste e nublado, onde vagam almas e fantasmas,
Assombrando uns aos outros num jogo pueril,
Onde não se concebem lágrimas ou gargalhadas,
Que rompam o solo seco do teu coração,

Subsolo de águas-mortas-vivas que se recusam a correr,
Que lentamente apodrecem a vida,
Deste cadáver que é preciso disfarçar o cheiro,
Desta promessa aos pais que é preciso abandonar.

....................

Não importa.

Mesmo nos cadáveres, as flores crescem,
E a cada dia, uma nova escolha:
Se você tomar a pílula vermelha, a história continua.
Se você tomar a pílula azul, o muro desaparece.


(Este texto é a nova versão do texto "Ei tu aí, senhor(a) de si!")

domingo, 28 de outubro de 2012

Fogo precisa de ar.

Texto de NATHALIA ZIEMKIEWICZ em Sexpedia:  http://colunas.revistaepoca.globo.com/sexpedia/2012/09/06/fogo-precisa-de-ar-ou-por-que-voces-nao-transam-mais/

Abaixo, trecho selecionado:

“Fogo precisa de ar”. Ouvi essa frase em 2009, durante uma entrevista com a terapeuta sexual Esther Perel. Nunca mais esqueci. Ela afirma que intimidade não garante sexo de qualidade. E que desejo precisa de espaço, um certo distanciamento. Algo difícil de praticar na vida doméstica, com o excesso de convivência entre marido e mulher. No livro “Sexo no Cativeiro” (Editora Objetiva), leitura muito útil para quem quer entender como a relação esfriou, Esther compara casamento a confinamento. Mostra como a proximidade aumenta a parceria do casal, mas pode apagar o tesão. Por um lado, queremos a segurança e a estabilidade. Por outro, queremos mistério e imprevisibilidade."

O que dá sentido a sua vida?

Texto interessante sobre a vida em http://amnerisamaroni.wordpress.com/2012/10/27/o-homem-que-nao-estava-la-uma-das-subjetividades-contemporaneas/

Abaixo, um trecho:

"Merseault – o personagem do romance – leva uma vida banal. Sabemos a sucessão de atos descontínuos que marcam o romance: seu superior lhe indica que poderá ser promovido, Merseault  responde que ¨tanto faz¨. Aliás, para ele quase tudo ¨tanto faz¨. Tanto faz ser ou não amigo de Raymond, o ¨comerciante¨; tanto faz também ser testemunha do mesmo Raymond contra a mulher que espancara violentamente;  tanto faz casar ou não com Marie – mas se ela quiser se casar porque não? Já que para ele ¨tanto faz¨! Todas as suas ações respondem a demandas do outro, não são genuínas, não partem dele."

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Não é a proximidade do Outro que me incomoda,
E sim a estranheza que sinto ao encontrar meu eu nele exilado

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Alguns recusam o empréstimo da vida para evitar o débito da morte

"Alguns recusam o empréstimo da vida para evitar o débito da morte
...
... as pessoas que morrem mais felizes são as que melhor viveram suas vidas. E acredito que isso se deve ao fato de que elas não têm grandes arrependimentos por não ter vivido suas vidas. Afinal não precisam se arrepender de ainda não ter dito as pessoas ao seu redor como as ama, pois já disseram. Não se arrependem de não ter contemplado a beleza da natureza e da vida, pois já a fizeram. Não se arrependem de não ter rido e ter se divertido mais, pois fizeram de suas vidas uma grande alegria. Ou seja, não temem tanto a morte, pois já foram se despedindo de suas vidas aproveitando todas as oportunidades que ela lhe ofereceu. ..."

Texto de Claudia Goellner Signoretti veja em 

http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_33962/artigo_sobre_alguns_recusam_o_emprestimo_da_vida_para_evitar_o_debito_da_morte

domingo, 6 de março de 2011

insights da constelação familiar

A supremacia do perdão, te libertando do julgamento que fazemos de nossos pais: "Do jeito que você pode ser (seja pai, mãe, irmão, amigo, filho,...), você é! (não há o que reparar; e o 'ser' supera o 'dever-ser').

(N.E.M)
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Para valer a pena, tudo o que você passou (coisas ruins), você tem que transformar, transmutar as coisas recebidas e fazer diferente, e bem, com elas.

(N.E.M)
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No filme de músicas 'The Wall', o protagonista luta e sofre com um enorme muro que o isola do resto das pessoas, e que foi construído durante a sua história infantil. Há uma solidão desesperadora.

E isso traz o papel do alcool à discussão. Dentre os vários motivos para usá-lo em demasia, um é o sentimento de solidão eterna e absoluta que se tem por estar cercado de uma muralha que não nos permite viver em companhia dos outros.

Nesta desesperadora situação (ainda que disfarçadamente ausente em uma pessoa cotidianamete gentil e agradável), o alcool aplaca a dor da solidão e constrói ligações com outras pessoas, quando não nos permitimos o amor e o perdão.

(este textículo é meu)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Fala a um antigo amigo

Meu Amigo Pedro (letra do mestre Raul), ouça em http://www.youtube.com/watch?v=oU2aGLfmZvg


Muitas vezes Pedro você fala

Sempre a se queixar da solidão

quem te fez com ferro fez com fogo, Pedro

É pena que você não sabe não

Vai pro seu trabalho todo dia

Sem saber se é bom ou se é ruim

quando quer chorar vai ao banheiro

Pedro, as coisas não são bem assim

Toda vez que eu sinto o paraíso

Ou me queimo torto no inferno

Eu penso em você meu pobre amigo

Que só usa sempre o mesmo terno

Pedro onde você vai eu também vou

Pedro onde você vai eu também vou


Mas tudo acaba onde co..me..çou

Tente me ensinar das tuas coisas

Que a vida é séria e a guerra é dura

Mas, se não puder cale essa boca, Pedro

E deixa eu viver minha loucura

Lembro Pedro aqueles velhos dias

Quando os dois pensavam sobre o mundo

Hoje eu te chamo de careta

E você me chama de vagabundo

Pedro onde você vai eu também vou

Pedro onde você vai eu também vou

Mas, tudo acaba onde co..me..çou

Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou a


perdição

Há tantos caminhos, tantas portas

Mas, somente um tem coração

E eu não tenho nada a te dizer

Mas, não me critique como eu sou

Cada um de nós é um universo, Pedro

Onde você vai eu também vou

Pedro onde você vai eu também vou

Pedro onde você vai eu também vou

Mas tudo acaba onde co..me..çou

É que tudo acaba onde co..me..çou

sábado, 9 de outubro de 2010

A substância ou forma SUPER-PROTETORA, protege de tudo, inclusive de pancada, mas não permite o protegido respirar e por isso produz água por baixo... e apodrece.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

- Ei, tu aí, senhor(a) de si!

Veja a unha:
ela sobe e desde,
sobe e desce,
e no movimentar-se do dedo

ela sinaliza chamando para vires ao mundo meu,
ou ir-te ao mundo teu, mas - idiota,
- puta que pariu! - sai da porra de cima deste muro,
antes que minha unha insana em ti se crave

laboriosa e criadora de purulenta ferida
a causar pútrida chaga em tua leitosa consciência hipócrita e presunçosa;
antes que o dia se acabe
com minha unha traçando no céu linhas vertiginosas do teu destino alado,

deposto e encarcerado,
na caixinha de lembranças na qual pensas escondê-lo,
para que ninguém o leve,
como se alguém pudesse querer algo nessas condições tão desgraçadas;

ó bardo beduíno de alma exilada no monumental, ainda não sepulcral,
deserto onde florescem, frutificam e desabrocham,
em mirabolante quantidade e qualidade,
todas as tuas espécies proprietárias de princípios morais e de honra,

mas é lugar triste, onde vagam almas e fantasmas,
assombrando uns aos outros,
onde não se concebem lágrimas ou gargalhadas,
para fender o solo seco do teu coração,
suportado pelo subsolo de água parada que se recusa a subir,
e que lentamente apodrece a tua vida.

se fosses apenas alguém superficial,
os cuidados obsequiosos com o corpo disfarçariam o cheiro!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

A muralha da beleza


Por que a beleza de Monica a incomoda tanto? Depois de ter feito dois filmes onde aborda a violência que a (sua) beleza provoca, tendo sido (sua personagem) humilhada em “Malena” e, outra, estuprada durante 15' em “Irreversível”, ela diz em entrevista, ter ficado tentada com uma proposta de filmar um pornô Cult (embora o diretor que propôs seja famoso e reconhecido, a reportagem grafava “Cult”, assim mesmo, com aspas, entenderam, né, o que eles quiseram dizer...).

A Bela agora provoca o malditoso e leproso (porque assim que a Sociedade que consome os filmes trata quem lida com eles) cinema pornô. Quer provocar porque diz que quer fazer o filme em vez de filmar e “ter a fita roubada” como fizeram várias personalidades femininas da atualidade para ficar (mais) famosas.

Monica enfim, parece que suplica, exige, desesperadamente, que a vejam como ela é, para além de sua cegante beleza. Busca o ódio porque lhe parece o sentimento mais humanizador que poderiam ter por ela. Mais do que a adoração e reverência que sua beleza lhe traz.

Eu adaptaria para ela o que o personagem de Robin Willians diz para o de Matt Damon em “Gênio Indomável”: Voce não tem culpa; VOCE não tem culpa, VOCE NÃO tem culpa, VOCE NÃO TEM culpa, VOCE NÃO TEM CULPA DA SUA BELEZA.

Enfim, hip hip hurra, a essa maravilhosa - em tantos sentidos: MULHER.

A beleza e a indiferença

Funciona assim, homens e mulheres belas, especialmente mulheres, despertam a cobiça e o desejo dos outros. quem não cai em suas graças e não pode ter aquilo para si, por vezes é levado, pela inveja, aos requintes da maldade, como no filme com Monica Belluci, na música Geni do Chico etc. antes disso, como aparece em 'Malena' a 'coitada' premiada com a beleza, sentia na carne a fúria das invejosas e era soterrada pela comunidade hipócrita e violenta.

Contra esses séculos de opressão, surgem as novas posturas das mulheres que 'não estão nem aí para o que os outros estão pensando' porque 'eles não pagam as suas contas' e a opinião deles vale literalmente nada. Assim, contra o monstro da inveja, surge, tão implacável quanto, o colosso da indiferença, que apóia, quando ninguém mais o faz, aquela bela mulher que sofre com a inveja, declarada ou não, de suas 'rivais', com o assédio 'consumista' dos homens e com o isolamento que todo o poder traz; pois, é óbvio que beleza é poder.

Por isso, quando virem uma mulher absolutamente indiferente à moral vigente da comunidade ( de que, por exemplo, ela - jovem - não deveria alimentar a lascívia de um velho rico) lembrem-se que isso é o contraponto da inveja carniceira e do desejo não correspondido.