Vivemos numa cultura na qual é difícil para a maioria dos homens expressar o que sente. Afinal, podemos sentir qualquer coisa como apego, dedicação, confiança, esperança, dúvida, medo, tristeza, amor etc.
Com o tempo, alguns com mais, outros com menos, vamos aprendendo a expressar nossos sentimentos, um pouco com nossos pais, mais espontaneamente com nossas mulheres, mais naturalmente com nossos filhos. Mas expressar em público, perante outros homens, continua sendo um tabu.
Sentimentos relativos à sensibilidade e à fragilidade parecem ter sido reservados apenas às mulheres, como se os homens não sentissem tal coisa. Daí vem toda aquela ladaínha de "viadinho", "mulherzinha" etc. com a qual brincamos ou xingamos outros homens ainda que não tenhamos colocado em xeque sua opção sexual. Com isso estamos sendo papagaios de uma cultura herdada sobre a qual talvez não tenhamos refletido sobre o quanto realmente ela é importante para nós ou não.
Mas os sentimentos não são uma dimensão pessoal que possa ser simplesmente ignorada e, nesse momento podemos dizer: Ainda bem que temos o futebol!
No futebol - e alguns homens talvez apenas no futebol - podemos ser livres. Podemos abandonar a racionalidade e sentir. Podemos abandonar o utilitarismo e termos orgulho de sermos leais a um time ainda que ele só nos traga tristezas, vivendo um nobre sentimento de fidelidade.
No futebol podemos acreditar em um time, confiar que ele vai vencer, ainda que contra as probabilidades. Somos, portanto, homens de esperança, aquela esperança que muitas vezes não nos permitimos num dia a dia duro e frustrante.
No futebol podemos abraçar nossos amigos e pular de alegria sem que sejamos chamados de "bichas". No futebol podemos chorar de tristeza, como crianças, sem ser xingados de "maricas".
Mas, acima de tudo, no futebol podemos amar. É nesse ambiente, é sobre esse fundamento e é nessas oportunidades que podemos nos permitir viver, publicamente, os sentimentos do amor.
O amor ao time. Ainda que um amor-guerreiro que muitas vezes depende da negação do time adversário para encontrar a própria identidade e o próprio valor. Mas é amor.
É amor porque no futebol, como torcedores, somos todos iguais e abandonamos a questão do poder. Ninguém é mais que ninguém e todos os torcedores são iguais e estão no mesmo barco, amarrados ao mesmo sentimento e destino.
É um amor indulgente, que nos liberta do fardo de lidar com a ambiguidade do amor-ódio que anda sempre presente. Amamos o nosso time, odiamos o adversário clássico, e isso basta.
É amor porque nos tira completamente da indiferença com que normalmente olhamos para tudo o que não nos atinge em nossos interesses individuais. Como torcedor, nada em meu time pode me prejudicar ou beneficiar diretamente: não me deixa mais rico ou mais pobre e não tem efeitos materiais sobre mim.
Mas que estrago faz em meu espírito e humor quando perde. E como enche o meu peito de alegria quando ganha. Ilumina ou escurece minha vida e posso contar isso, de boca cheia, para quem quiser ouvir. E vou ser aceito em meus sentimentos se expressá-los como torcedor.
O ciúme da mulher (do torcedor) pelo tempo roubado, pelo brilho nos olhos que não vem dela, também atesta que é uma relação de amor. Imagino que deva existir um sentimento dúbio no coração da mulher de um torcedor: feliz por vê-lo sentir, triste por não ser a causa.
Afinal, se não fosse amor, seria o que? Qual o sentido de um jogo ocupar tanto das vidas, do tempo e dos nossos recursos? Mas se é a chance de sentirmos, de cantarmos, de gritarmos (bora soltar os bichos e viva ao banho de sol para os demônios interiores), de chorarmos, de amarmos, aí tudo bem porque por amor, vale tudo.
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Uma leitura interessante sobre o tema da fragilidade, para homens e mulheres, é o Livro "Fragilidade"de Jean - Claude Carriére. Ed. Objetiva.
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domingo, 1 de dezembro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Deflorando mentes.
Eu sei quem você é.
Nós mal nos conhecemos.
Eu sou boa em adivinhação, intuição e em juntar peças desconexas quaisquer sobre a vida dos homens em geral. Mais alguns minutos de conversa e perguntas e eu poderei traçar um perfil completo de você.
Interessante... mas eu prefiro deflorar-te!
O que você está falando, seu canalha vulgar? Eu vou embora!
Fique aqui (ele a segura pelo braço), eu só posso e só vou deflorar a tua mente.
(silêncio e suspense angustiantes)
Eu não suporto o silêncio.
Ele é necessário. E agora que se acaba, vejo que em teu caso ele será quebrado de modo particularmente doloroso.
Estou ouvindo... (olhar desafiador)
Deflorar é tirar a flor. As pessoas comuns acham que trata-se de tirar a virgindade, romper o hímen. Mas como sabes, esta flor não te posso tirar novamente. Eu falo em deflorar a parte mais bela e intocada de tua mente: como julgas o mundo, e por reflexo, o que pensas de ti mesma.
(tristeza)
Aqui na rua? As pessoas estão olhando. Não faça isso, por favor.
É uma violência necessária a tua vida, pois estás a desperdiçando vergonhosamente, não preciso de tua autorização. Além disso, não te preocupes, eu já tive a minha vez, e por isso posso fazer isso por ti.
Levanta a saia dos teus preconceitos.
(ela, relutante, levanta)
Desabotoa a blusa de teus auto-enganos.
(seus dedos tocam os botões e hesitam; ele a ajuda)
Tira o sutiã de tuas ideologias.
Não (,) pára, eu não suporto mais isso. Tem que ser assim?
Tem que ser assim.
Baixa a calcinha de teus moralismos.
Eu não quero mais ouvir isso!
(se debate)
Estou quase acabando...
(Ela chora, enquanto as suas decisões anteriores, tão parecidas umas com as outras, alinham-se para uma última fotografia de despedida que faz sua mente latejar)
O que você fez comigo?
Perceba.
(ela primeiro desvia o olhar, mas quando olha, mal se reconhece.)
Que é essa doce e intensa presença?
Acabamos. Veja como você está linda. Melhor, veja como VOCÊ É LINDA, PERFEITA!
(ela respira profunda)
Como te sentes sem a castidade mental com a qual impedias a ti própria o gozo dos teus infinitos, especiais e únicos potenciais?
Estranha, como se estivesse nua, mas não é ruim como eu imaginava. Estou bem...
Estás livre. Segue agora para uma vida intensa, porque os teus anos têm andado apressados. Já sabes o principal, que a beleza de tua mente não está em sua virgindade.
Posso ir contigo?
Dessa vez não.
Obrigada assim mesmo.
Esse texto foi desenvolvido a partir do texto original 'Deflorando mentes' de 2008 do mesmo autor.
Nós mal nos conhecemos.
Eu sou boa em adivinhação, intuição e em juntar peças desconexas quaisquer sobre a vida dos homens em geral. Mais alguns minutos de conversa e perguntas e eu poderei traçar um perfil completo de você.
Interessante... mas eu prefiro deflorar-te!
O que você está falando, seu canalha vulgar? Eu vou embora!
Fique aqui (ele a segura pelo braço), eu só posso e só vou deflorar a tua mente.
(silêncio e suspense angustiantes)
Eu não suporto o silêncio.
Ele é necessário. E agora que se acaba, vejo que em teu caso ele será quebrado de modo particularmente doloroso.
Estou ouvindo... (olhar desafiador)
Deflorar é tirar a flor. As pessoas comuns acham que trata-se de tirar a virgindade, romper o hímen. Mas como sabes, esta flor não te posso tirar novamente. Eu falo em deflorar a parte mais bela e intocada de tua mente: como julgas o mundo, e por reflexo, o que pensas de ti mesma.
(tristeza)
Aqui na rua? As pessoas estão olhando. Não faça isso, por favor.
É uma violência necessária a tua vida, pois estás a desperdiçando vergonhosamente, não preciso de tua autorização. Além disso, não te preocupes, eu já tive a minha vez, e por isso posso fazer isso por ti.
Levanta a saia dos teus preconceitos.
(ela, relutante, levanta)
Desabotoa a blusa de teus auto-enganos.
(seus dedos tocam os botões e hesitam; ele a ajuda)
Tira o sutiã de tuas ideologias.
Não (,) pára, eu não suporto mais isso. Tem que ser assim?
Tem que ser assim.
Baixa a calcinha de teus moralismos.
Eu não quero mais ouvir isso!
(se debate)
Estou quase acabando...
(Ela chora, enquanto as suas decisões anteriores, tão parecidas umas com as outras, alinham-se para uma última fotografia de despedida que faz sua mente latejar)
O que você fez comigo?
Perceba.
(ela primeiro desvia o olhar, mas quando olha, mal se reconhece.)
Que é essa doce e intensa presença?
Acabamos. Veja como você está linda. Melhor, veja como VOCÊ É LINDA, PERFEITA!
(ela respira profunda)
Como te sentes sem a castidade mental com a qual impedias a ti própria o gozo dos teus infinitos, especiais e únicos potenciais?
Estranha, como se estivesse nua, mas não é ruim como eu imaginava. Estou bem...
Estás livre. Segue agora para uma vida intensa, porque os teus anos têm andado apressados. Já sabes o principal, que a beleza de tua mente não está em sua virgindade.
Posso ir contigo?
Dessa vez não.
Obrigada assim mesmo.
Esse texto foi desenvolvido a partir do texto original 'Deflorando mentes' de 2008 do mesmo autor.
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sábado, 1 de setembro de 2012
Um clássico (sempre atual): Força para lutar, leveza para perdoar e discernimento para distinguir a hora de cada coisa.
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domingo, 6 de março de 2011
Guerra e Orgia
Dois exércitos se enfrentam. homens e mulheres, frente a frente, guardando sob a aparência convidativa, milhares de anos e cicatrizes de conflito.
Podemos ter 3 desfechos.
1. As mulheres seduzem os homens, com seus lindos, irrestíveis e insuportáveis atributos (estou tentando a me alongar nos adjetivos...), e os matam;
2. Os homens subjugam as mulheres com sua astúcia e desejo, e as matam.
3. Homens e mulheres não guerreiam. Em vez de desferirem golpes pretensamente mortais, para obsequiosa e admiradamente, uns em frente às outras, e em vez de lutarem, se amam.
e para mim não faz diferença se isso se dá num bolero, num passeio de camplo florido, ou numa orgia.
Podemos ter 3 desfechos.
1. As mulheres seduzem os homens, com seus lindos, irrestíveis e insuportáveis atributos (estou tentando a me alongar nos adjetivos...), e os matam;
2. Os homens subjugam as mulheres com sua astúcia e desejo, e as matam.
3. Homens e mulheres não guerreiam. Em vez de desferirem golpes pretensamente mortais, para obsequiosa e admiradamente, uns em frente às outras, e em vez de lutarem, se amam.
e para mim não faz diferença se isso se dá num bolero, num passeio de camplo florido, ou numa orgia.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Consciência tranquila, memória ruim.
Tem um ditado que diz que uma consciência tranquila pode se basear em uma memória ruim. Abaixo um texto interessante sobre o tema.
A guerra é péssima para a memória
A dificuldade para lembrar e assumir os episódios mais traumáticos do passado é comum a pessoas e países. Cada um remodela sua lembrança, e falta tempo para assimilar uma história global
Jacinto Antón
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Visite o site do El País: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/11/05/ult581u2893.jhtm
Matou alguém? "Não sei. Nunca se sabe. Todos atiram. Você atira..." Cirilo Carranza, 87 anos, não vacilou até agora. Abriu sua memória com uma exatidão surpreendente, lembrando fatos de 70 anos atrás: a marcha para o Ebro com a 13ª Brigada Internacional, entre campos onde os agricultores deixavam sua tarefa para animá-los levantando o punho e gritando "Viva a República!"; a travessia do rio em 25 de julho de 1938 às 24 horas. "Como passei? De barco, em silêncio; o medo o torna silencioso. Se havia perigo? Claro!"; o ataque da aviação na planície de Corbera - "Nos metralhou a esquadrilha de Morato, filhos da mãe, com seus Mecheresmits" [pronuncia assim, com stacato raivoso, e não Messerschmitts]. "Se nos apanham na serra de Pàndols, onde não se podia esconder, cavar, eu estaria morto"; o assalto "dos mouros, gente ruim, até hoje não posso nem vê-los"; a ocasião em que pela primeira vez em anos comeram bananas; os poloneses da brigada gritando "Curva!" - "Sabe o que significa? Sim, prostituta"; a retirada, "muito organizada", protegidos pela "Gloriosa, nossa aviação".
Ele lembrou, sorvendo seu café com leite e traçando linhas com os dedos sobre a mesa gasta do bar, posições e movimentos. Lembrou o conhaque com que enchia o cantil, as bolachas e o marmelo, o peso de seu fuzil, "um fuzil russo, mais alto que eu, muito ruim, que com dois tiros emperrava, sorte das bombas de mão". Mas em sua memória, embora haja mortos - "Às vezes tínhamos de enterrá-los porque cheiravam mal" -, Cirilo não mata ninguém, nem vê ninguém morrer. "Se você avança não pára porque alguém caiu, e se voltar, menos ainda; ninguém olha para trás."
O depoimento de Carranza, nascido em Barakaldo mas criado em Badalona, que se alistou como voluntário com 17 anos e, homem áspero mas honesto, continua fiel ao ideário revolucionário - "Quê? Você trabalhava no domingo? Que merda! Para isso fizemos a guerra?" -, é muito diferente do de outro veterano, de outra contenda, o alemão Peter Brill, 85 anos, piloto de caça da Luftwaffe na Segunda Guerra Mundial. Mas guarda pontos de contato em algo essencial: para ele também é difícil reconhecer que matou alguém.
No terraço de sua casa em Barcelona - curiosamente vizinha à de Jordi Pujol -, enquanto caem as sombras e revoa um par de morcegos, Brill evoca sua peripécia na Jagdgeschwader 77 (esquadrilha de caça). Começou seus vôos de combate na frente ocidental, nada menos que na operação Bodenplatte, o desesperado ataque de caças aos campos de pouso aliados na Bélgica e Holanda em janeiro de 1945. Depois passou para a frente leste.
O ex-piloto da Luftwaffe também lembra com pormenores, enquanto a brisa move suavemente as maquetes de aviões penduradas no quarto aberto para o terraço. Lembra a carlinga do Messerchmitt-109, que se fechava como um caixão. O conselho de "nunca ir para baixo" quando era perseguido por um Mustang, muito mais rápido ao picar. A ocasião em que o motor de seu avião parou a 8.000 metros sobre território russo, ou aquela em que os bombardeiros soviéticos se defenderam "lançando granadas de pára-quedas sobre nossos caças". Quarenta combates.
Não quer recordar se fez derrubadas até depois de um bom tempo de conversa. "Não digo!" então sim, quando a noite apagou seu interlocutor, chega a confidência: "Derrubei quatro russos. Os matei, com certeza. Você atira com tudo. O avião se destroça. Ninguém sai vivo. Não gosto de falar disso. Não estou orgulhoso."
O piloto octogenário, o velho soldado republicano... "A memória é o que a gente quer recordar", indica o historiador Ronald Fraser, autor de "Recuérdalo tú, y recuérdalo a otros" [Lembre você e lembre aos outros] (ed. Crítica), sobre a experiência de mais de 300 pessoas durante a Guerra Civil espanhola. "De todos esses entrevistados não encontrei nenhum que tivesse matado alguém", continua, agitando a cabeça enquanto bebe água no bar de seu hotel, durante uma visita a Barcelona. "É muito interessante, as pessoas não querem lembrar o que não é socialmente permitido." Como no caso de Carranza, de Brill ou daquele outro piloto, José Sandoval, ás da aviação republicana no comando de seu Chato, que nunca quis falar de suas derrubadas. "Sim, sim, é assim, muito curioso."
E é possível recuperar a memória global da história, com tanta lacuna? "Não, não há uma memória. A memória é subjetiva e individual. Cada um tem a sua. E é uma memória remodelada, uma rememória. Em boa parte, as pessoas montam suas próprias recordações. Não se pode confiar muito no relato objetivo. Mais nas motivações, porque se as pessoas não tivessem feito o que fizeram não teria acontecido o que aconteceu."
Para Fraser, a única materialização tangível da memória "são as fossas comuns, e mesmo nesse caso é preciso ir com muito cuidado, ser muito rigoroso. Já vi números muito exagerados em alguns lugares, em Valência, por exemplo. Deveria ser feito um controle refinado de tudo isso, em nível de Estado. Se não há um padrão, uma norma, cada região fará o seu a sua maneira e não conseguiremos cifras exatas e indiscutíveis".
Se as pessoas têm dificuldade para assumir seu passado, os países agem igualmente, ocultando ou negando os acontecimentos que para eles são traumáticos ou vergonhosos. Os japoneses insistem em ignorar sua responsabilidade e até negam a invasão da China. Os italianos deixavam passear de bicicleta por Roma o SS Erich Priebke, um dos carrascos das Fossas Ardeatinas.
Neste verão se viveu mais uma tentativa de fechar uma dessas grandes cicatrizes da memória que possui a vizinha França: o massacre de Oradour-sur-Glane, no Limousin. Em 10 de junho de 1944, efetivos da 2ª Divisão Panzer das Waffen-SS, a duríssima Das Reich, curtida e enrijecida na frente leste, assassinaram 642 pessoas - entre elas 245 mulheres, 207 crianças e o abade Chapelle, paradoxalmente partidário de Petain - e arrasaram a cidade em uma orgia de horror (chegou-se a atirar um menino ao forno do padeiro) vagamente justificada pelo suposto apoio da localidade à Resistência. Depois da guerra, na hora de julgar os fatos, a França se encontrou com a desagradável surpresa de que 14 dos SS acusados de participar do massacre eram alsacianos: 13 "Malgré nous" (incorporados à força ao exército nazista), mas também um voluntário. As sentenças foram muito brandas, o que provocou indignação por um lado, mas também o desagrado da Alsácia-Lorena, na consideração de que seus jovens tinham sido usados como bodes-expiatórios.
O assunto, a ponta do iceberg da participação francesa no exército de Hitler (47 mil alsacianos morreram ou desapareceram lutando sob as bandeiras nazistas no leste e um batalhão da Divisão das SS Carlos Magno, de voluntários franceses, esteve entre a nata dos defensores de Berlim), para não falar no colaboracionismo, continua sem estar totalmente resolvido. Os automóveis com placa dos departamentos da Alsácia foram tradicionalmente apedrejados em Oradour e no Limousin em geral, região onde os "maquisards" da Resistência foram muito castigados pelos nazistas (e não só ali: 105 homens acusados de fazer parte do maquis de Manises foram fuzilados em 12 de junho de 1944 nas Ardenas por um comando do 36º Regimento de Carros da Whermacht no qual também havia voluntários alsacianos).
Em seu livro sobre a sangrenta marcha da SS Das Reich através da França rumo à Normandia ("Das Reich", Pan Books, 1981), o historiador Max Hastings sugere que a conexão nacional com a chacina de Oradour poderia ser ainda mais sinistra: os nazistas teriam escolhido como alvo o povoado - um absurdo do ponto de vista militar - por causa de informações de uma fonte francesa ingênua ou mal-intencionada.
Em junho passado, no 64º aniversário do massacre, houve a enésima tentativa de reconciliação e do ato em memória das vítimas participaram Raphël Nisand, prefeito da alsaciana Schistigheim, que faz parte da comunidade urbana de Estrasburgo, e Jean Marie Bockel, que simbolicamente une a sua condição de secretário de Estado da Defesa e ex-combatente da Resistência o fato de ser alsaciano. Bockel reconheceu que é inegável que houve alsacianos que compartilharam a ideologia nazista, e ao mesmo tempo lembrou que entre os mártires de Oradour havia famílias alsacianas. O prefeito de Oradour, Raymond Frugier, é a favor da reconciliação, mas não muito antes teve de engolir o sapo de ver morrer de velhice, em sua cama e sem remorsos, com 86 anos, um dos piores sujeitos (e havia muitos), o sargento Heinz Barth, que se vangloriou diante de seu pelotão a caminho do povoado: "Hoje vocês vão ver correr sangue". Frugier disse: "Por crimes como esses uma pessoa não deveria ser perdoada".
Problemas com a memória como os de Oradour na França existem em todos os países. "Sim, claro", afirma Fraser. "A França não fez o que deveria fazer. Essas feridas demoram muito para sarar. Inclusive nos EUA de alguma maneira a brecha da Guerra Civil entre o norte e o sul se perpetuou por 150 anos. Na Espanha as feridas são maiores, especialmente entre os vencidos. Mas a sociedade espanhola está suficientemente madura para assimilar seu passado. É melhor assumir do que reprimir. Se não, sempre volta por caminhos inesperados."
Vocês, britânicos, também têm os seus, eu digo ao historiador; para não falar de que os incomodou ouvir que Montgomery era gay, aí está o recente problema com os gurkhas, as tropas mercenárias nepalesas que lutaram ferozmente pelo império e aos quais demoraram tanto a conceder direitos de cidadania. Inclusive dois vencedores da Segunda Guerra Mundial da Cruz de Vitória, a maior recompensa ao valor, Lachhiman Gurung, de 91 anos, e Tul Bahadur, de 86, tiveram de dar a cara e - como as legiões amotinadas do Reno diante de Germânico - mostrar suas cicatrizes nos tribunais.
Às vezes é mais fácil lutar com granadas contra os japoneses do que contra a memória fraca de um povo. "Sim, é incrível, essa gente que lutou na primeira linha por nós, tão valentes, e regateiam suas pensões. Na Grã-Bretanha temos outros casos: continuamos vivendo Dunquerque como uma vitória, quando foi uma grande derrota. Ou os bombardeios sobre a Alemanha: ainda se acredita que foram justificados, é difícil assumir que tanto sofrimento não serviu para encurtar a guerra. Esquecer, adaptar à memória a nossa conveniência, é uma reação humana comum, em nível mundial. Como você administra a memória tem a ver com o destino que tiveram as populações depois dos traumas. A Alemanha foi obrigada a assumir sua culpa em Nuremberg. Para o vencido a memória sempre é muito problemática."
Uma guerra fratricida é ruim para a memória. "E mais que isso. Na Espanha houve um grande silêncio entre os que a viveram. Ninguém falava disso com seus filhos. Silêncio e esquecimento. Creio que em seu foro íntimo, com o passar dos anos, todos, inclusive os vencedores, pensavam que nada valia a pena uma guerra civil. Agora parece que as pessoas estão dispostas a falar. Mas nunca se poderá fazer uma recuperação total. É preciso assumir as feridas que restaram do conflito."
Fraser duvida quando lhe pergunto se confrontar as pessoas com sua memória, fazê-las recordar, tem um valor catártico: "Eu não saberia dizer, mas houve um caso, um capitão de artilharia que eu entrevistei e que participou da tomada do Quartel de la Montaña. Depois de lembrar tudo, sofreu um infarto. Imagine, um homem que havia sobrevivido à guerra e eu quase o matei ao fazê-lo recordar."
A guerra é péssima para a memória
A dificuldade para lembrar e assumir os episódios mais traumáticos do passado é comum a pessoas e países. Cada um remodela sua lembrança, e falta tempo para assimilar uma história global
Jacinto Antón
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Visite o site do El País: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/11/05/ult581u2893.jhtm
Matou alguém? "Não sei. Nunca se sabe. Todos atiram. Você atira..." Cirilo Carranza, 87 anos, não vacilou até agora. Abriu sua memória com uma exatidão surpreendente, lembrando fatos de 70 anos atrás: a marcha para o Ebro com a 13ª Brigada Internacional, entre campos onde os agricultores deixavam sua tarefa para animá-los levantando o punho e gritando "Viva a República!"; a travessia do rio em 25 de julho de 1938 às 24 horas. "Como passei? De barco, em silêncio; o medo o torna silencioso. Se havia perigo? Claro!"; o ataque da aviação na planície de Corbera - "Nos metralhou a esquadrilha de Morato, filhos da mãe, com seus Mecheresmits" [pronuncia assim, com stacato raivoso, e não Messerschmitts]. "Se nos apanham na serra de Pàndols, onde não se podia esconder, cavar, eu estaria morto"; o assalto "dos mouros, gente ruim, até hoje não posso nem vê-los"; a ocasião em que pela primeira vez em anos comeram bananas; os poloneses da brigada gritando "Curva!" - "Sabe o que significa? Sim, prostituta"; a retirada, "muito organizada", protegidos pela "Gloriosa, nossa aviação".
Ele lembrou, sorvendo seu café com leite e traçando linhas com os dedos sobre a mesa gasta do bar, posições e movimentos. Lembrou o conhaque com que enchia o cantil, as bolachas e o marmelo, o peso de seu fuzil, "um fuzil russo, mais alto que eu, muito ruim, que com dois tiros emperrava, sorte das bombas de mão". Mas em sua memória, embora haja mortos - "Às vezes tínhamos de enterrá-los porque cheiravam mal" -, Cirilo não mata ninguém, nem vê ninguém morrer. "Se você avança não pára porque alguém caiu, e se voltar, menos ainda; ninguém olha para trás."
O depoimento de Carranza, nascido em Barakaldo mas criado em Badalona, que se alistou como voluntário com 17 anos e, homem áspero mas honesto, continua fiel ao ideário revolucionário - "Quê? Você trabalhava no domingo? Que merda! Para isso fizemos a guerra?" -, é muito diferente do de outro veterano, de outra contenda, o alemão Peter Brill, 85 anos, piloto de caça da Luftwaffe na Segunda Guerra Mundial. Mas guarda pontos de contato em algo essencial: para ele também é difícil reconhecer que matou alguém.
No terraço de sua casa em Barcelona - curiosamente vizinha à de Jordi Pujol -, enquanto caem as sombras e revoa um par de morcegos, Brill evoca sua peripécia na Jagdgeschwader 77 (esquadrilha de caça). Começou seus vôos de combate na frente ocidental, nada menos que na operação Bodenplatte, o desesperado ataque de caças aos campos de pouso aliados na Bélgica e Holanda em janeiro de 1945. Depois passou para a frente leste.
O ex-piloto da Luftwaffe também lembra com pormenores, enquanto a brisa move suavemente as maquetes de aviões penduradas no quarto aberto para o terraço. Lembra a carlinga do Messerchmitt-109, que se fechava como um caixão. O conselho de "nunca ir para baixo" quando era perseguido por um Mustang, muito mais rápido ao picar. A ocasião em que o motor de seu avião parou a 8.000 metros sobre território russo, ou aquela em que os bombardeiros soviéticos se defenderam "lançando granadas de pára-quedas sobre nossos caças". Quarenta combates.
Não quer recordar se fez derrubadas até depois de um bom tempo de conversa. "Não digo!" então sim, quando a noite apagou seu interlocutor, chega a confidência: "Derrubei quatro russos. Os matei, com certeza. Você atira com tudo. O avião se destroça. Ninguém sai vivo. Não gosto de falar disso. Não estou orgulhoso."
O piloto octogenário, o velho soldado republicano... "A memória é o que a gente quer recordar", indica o historiador Ronald Fraser, autor de "Recuérdalo tú, y recuérdalo a otros" [Lembre você e lembre aos outros] (ed. Crítica), sobre a experiência de mais de 300 pessoas durante a Guerra Civil espanhola. "De todos esses entrevistados não encontrei nenhum que tivesse matado alguém", continua, agitando a cabeça enquanto bebe água no bar de seu hotel, durante uma visita a Barcelona. "É muito interessante, as pessoas não querem lembrar o que não é socialmente permitido." Como no caso de Carranza, de Brill ou daquele outro piloto, José Sandoval, ás da aviação republicana no comando de seu Chato, que nunca quis falar de suas derrubadas. "Sim, sim, é assim, muito curioso."
E é possível recuperar a memória global da história, com tanta lacuna? "Não, não há uma memória. A memória é subjetiva e individual. Cada um tem a sua. E é uma memória remodelada, uma rememória. Em boa parte, as pessoas montam suas próprias recordações. Não se pode confiar muito no relato objetivo. Mais nas motivações, porque se as pessoas não tivessem feito o que fizeram não teria acontecido o que aconteceu."
Para Fraser, a única materialização tangível da memória "são as fossas comuns, e mesmo nesse caso é preciso ir com muito cuidado, ser muito rigoroso. Já vi números muito exagerados em alguns lugares, em Valência, por exemplo. Deveria ser feito um controle refinado de tudo isso, em nível de Estado. Se não há um padrão, uma norma, cada região fará o seu a sua maneira e não conseguiremos cifras exatas e indiscutíveis".
Se as pessoas têm dificuldade para assumir seu passado, os países agem igualmente, ocultando ou negando os acontecimentos que para eles são traumáticos ou vergonhosos. Os japoneses insistem em ignorar sua responsabilidade e até negam a invasão da China. Os italianos deixavam passear de bicicleta por Roma o SS Erich Priebke, um dos carrascos das Fossas Ardeatinas.
Neste verão se viveu mais uma tentativa de fechar uma dessas grandes cicatrizes da memória que possui a vizinha França: o massacre de Oradour-sur-Glane, no Limousin. Em 10 de junho de 1944, efetivos da 2ª Divisão Panzer das Waffen-SS, a duríssima Das Reich, curtida e enrijecida na frente leste, assassinaram 642 pessoas - entre elas 245 mulheres, 207 crianças e o abade Chapelle, paradoxalmente partidário de Petain - e arrasaram a cidade em uma orgia de horror (chegou-se a atirar um menino ao forno do padeiro) vagamente justificada pelo suposto apoio da localidade à Resistência. Depois da guerra, na hora de julgar os fatos, a França se encontrou com a desagradável surpresa de que 14 dos SS acusados de participar do massacre eram alsacianos: 13 "Malgré nous" (incorporados à força ao exército nazista), mas também um voluntário. As sentenças foram muito brandas, o que provocou indignação por um lado, mas também o desagrado da Alsácia-Lorena, na consideração de que seus jovens tinham sido usados como bodes-expiatórios.
O assunto, a ponta do iceberg da participação francesa no exército de Hitler (47 mil alsacianos morreram ou desapareceram lutando sob as bandeiras nazistas no leste e um batalhão da Divisão das SS Carlos Magno, de voluntários franceses, esteve entre a nata dos defensores de Berlim), para não falar no colaboracionismo, continua sem estar totalmente resolvido. Os automóveis com placa dos departamentos da Alsácia foram tradicionalmente apedrejados em Oradour e no Limousin em geral, região onde os "maquisards" da Resistência foram muito castigados pelos nazistas (e não só ali: 105 homens acusados de fazer parte do maquis de Manises foram fuzilados em 12 de junho de 1944 nas Ardenas por um comando do 36º Regimento de Carros da Whermacht no qual também havia voluntários alsacianos).
Em seu livro sobre a sangrenta marcha da SS Das Reich através da França rumo à Normandia ("Das Reich", Pan Books, 1981), o historiador Max Hastings sugere que a conexão nacional com a chacina de Oradour poderia ser ainda mais sinistra: os nazistas teriam escolhido como alvo o povoado - um absurdo do ponto de vista militar - por causa de informações de uma fonte francesa ingênua ou mal-intencionada.
Em junho passado, no 64º aniversário do massacre, houve a enésima tentativa de reconciliação e do ato em memória das vítimas participaram Raphël Nisand, prefeito da alsaciana Schistigheim, que faz parte da comunidade urbana de Estrasburgo, e Jean Marie Bockel, que simbolicamente une a sua condição de secretário de Estado da Defesa e ex-combatente da Resistência o fato de ser alsaciano. Bockel reconheceu que é inegável que houve alsacianos que compartilharam a ideologia nazista, e ao mesmo tempo lembrou que entre os mártires de Oradour havia famílias alsacianas. O prefeito de Oradour, Raymond Frugier, é a favor da reconciliação, mas não muito antes teve de engolir o sapo de ver morrer de velhice, em sua cama e sem remorsos, com 86 anos, um dos piores sujeitos (e havia muitos), o sargento Heinz Barth, que se vangloriou diante de seu pelotão a caminho do povoado: "Hoje vocês vão ver correr sangue". Frugier disse: "Por crimes como esses uma pessoa não deveria ser perdoada".
Problemas com a memória como os de Oradour na França existem em todos os países. "Sim, claro", afirma Fraser. "A França não fez o que deveria fazer. Essas feridas demoram muito para sarar. Inclusive nos EUA de alguma maneira a brecha da Guerra Civil entre o norte e o sul se perpetuou por 150 anos. Na Espanha as feridas são maiores, especialmente entre os vencidos. Mas a sociedade espanhola está suficientemente madura para assimilar seu passado. É melhor assumir do que reprimir. Se não, sempre volta por caminhos inesperados."
Vocês, britânicos, também têm os seus, eu digo ao historiador; para não falar de que os incomodou ouvir que Montgomery era gay, aí está o recente problema com os gurkhas, as tropas mercenárias nepalesas que lutaram ferozmente pelo império e aos quais demoraram tanto a conceder direitos de cidadania. Inclusive dois vencedores da Segunda Guerra Mundial da Cruz de Vitória, a maior recompensa ao valor, Lachhiman Gurung, de 91 anos, e Tul Bahadur, de 86, tiveram de dar a cara e - como as legiões amotinadas do Reno diante de Germânico - mostrar suas cicatrizes nos tribunais.
Às vezes é mais fácil lutar com granadas contra os japoneses do que contra a memória fraca de um povo. "Sim, é incrível, essa gente que lutou na primeira linha por nós, tão valentes, e regateiam suas pensões. Na Grã-Bretanha temos outros casos: continuamos vivendo Dunquerque como uma vitória, quando foi uma grande derrota. Ou os bombardeios sobre a Alemanha: ainda se acredita que foram justificados, é difícil assumir que tanto sofrimento não serviu para encurtar a guerra. Esquecer, adaptar à memória a nossa conveniência, é uma reação humana comum, em nível mundial. Como você administra a memória tem a ver com o destino que tiveram as populações depois dos traumas. A Alemanha foi obrigada a assumir sua culpa em Nuremberg. Para o vencido a memória sempre é muito problemática."
Uma guerra fratricida é ruim para a memória. "E mais que isso. Na Espanha houve um grande silêncio entre os que a viveram. Ninguém falava disso com seus filhos. Silêncio e esquecimento. Creio que em seu foro íntimo, com o passar dos anos, todos, inclusive os vencedores, pensavam que nada valia a pena uma guerra civil. Agora parece que as pessoas estão dispostas a falar. Mas nunca se poderá fazer uma recuperação total. É preciso assumir as feridas que restaram do conflito."
Fraser duvida quando lhe pergunto se confrontar as pessoas com sua memória, fazê-las recordar, tem um valor catártico: "Eu não saberia dizer, mas houve um caso, um capitão de artilharia que eu entrevistei e que participou da tomada do Quartel de la Montaña. Depois de lembrar tudo, sofreu um infarto. Imagine, um homem que havia sobrevivido à guerra e eu quase o matei ao fazê-lo recordar."
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Mulheres X Homens
Entendendo definitivamente os homens. Uma visão real.
(Texto atribuído a Arnaldo Jabor.)
Foi lendo um monte de besteiras que as mulheres escrevem em livros sobre o
'universo masculino', que resolvi escrever esse e-mail. Não tenho objetivo
de 'revelar' os segredos dos homens, mas amigos, me desculpem. Não se
trata de quebrar nosso código de ética. Isso vai ajudar as mulheres a
entenderem os homens e, enfim, pararem de tentar nos mudar com métodos
ineficazes. Vou começar de sola. Se não estiver preparada nem continue a
ler. E digo com segurança: o que escrevo aqui se aplica a 99,9% dos homens
baianos e brasileiros (sem medo de errar).
1º
Não existe homem fiel. Você já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas
afirmo com propriedade. Não é desabafo. É palavra de homem que conhece
muitos homens e que conhecem, por sua vez, muitos homens. Nenhum homem é
fiel, mas pode estar fiel, ou porque está apaixonado (algo que não dura
muito tempo - no máximo alguns meses - nem se iluda) ou porque está
cercado por todos os lados (veremos adiante que não adianta cercá-lo: isso
vai se voltar contra você). A única exceção é o crente extremamente
convicto. Se você quer um homem que seja fiel, procure um crente daqueles
bitolados, mas agüente as outras conseqüências.
2º
Não desanime. O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo. A traição do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia. Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento. O homem só precisa de uma bunda. A mulher precisa de um
motivo para trair, o homem precisa de uma mulher. proteja e lhe dê carinho.
O homem é mais voltado para a profissão e para a realização pessoal e a
realização pessoal dele vem de diversas formas: pode vir com o sentimento
de paternidade, com uma família estruturada, etc., mas nunca vai vir se
não puder ter acesso a outras fêmeas e se não puder ter relativo sucesso
na profissão. Se você cercar seu homem (tipo, mulher que é sócia do marido
na empresa; o cara não dá um passo no dia-a-dia sem ela) você vai
sufocá-lo de tal forma que ele pode até não ter espaço para lhe trair, mas
ou seu casamento vai durar pouco, ele vai ser gordo (vai buscar a fuga na
comida) e vai ser pobre (por que não vai ter a cabeça tranqüila para se
desenvolver profissionalmente. (Vai ser um cara sem ambição e sem futuro).
4º
Não tente mudar para seu homem ser fiel. Não adianta. Silicone, curso de
dança sensual, se vestir de enfermeira, etc... nada disso vai adiantar. É
lógico que quanto mais largada você for, menor a vontade do homem de ficar
com você e maior as chances do divórcio. Se ser perfeita adiantasse Julia
Roberts não tinha casado três vezes. Até Gisele Bunchen foi largada por Di
Caprio, não é você que vai ser diferente (mas é bom não desanimar e sempre
dar aquela malhadinha). O segredo é dar espaço para o homem viajar nos
seus desejos: na maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela
mulher ele nem chega a trair, fica só nas paqueras, troca de olhares.
Finja que não sabe que ele dá umas pegadas por fora. Isso é o segredo para
um bom casamento. Deixe ele se distrair, todos precisam de lazer.
5º
Se você busca o homem perfeito, pode continuar vendo novela das seis. Eles
não existem nesse conceito que você imagina. Os homens perfeitos de hoje
são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente, que traem esporadicamente
(uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas que respeitam a mulher, ou
seja, não gastam o dinheiro da família com amantes, não constituem outra
família, não traem muitas vezes, não mantêm relações várias vezes com a
mesma mulher (para não criar vínculos) e, sobretudo, são muuuuuito
discretos: não deixam a esposa saber (e nem ninguém da sua relação, como
amigas, familiares, etc.). Só, e somente só, um ou outro amigo DELE deve
saber, faz parte do prazer do homem contar vantagem sexual. Pegar e não
falar para os amigos é pior do que não pegar. As traições do homem
perfeito geralmente são numa escapulida numa boate, ou com uma garota de
programa (usando camisinha e sem fazer sexo oral nela), ou mesmo com uma
mulher casada de passagem por sua cidade. O homem perfeito nunca trai com
mulheres solteiras. Elas são causadoras de problemas. Isso remete ao
próximo tópico.
6º
ESSE TÓPICO NÃO É PARA AS ESPOSAS - É PARA AS SOLTEIRAS OU AMANTES:
Esqueçam de uma vez por todas esse negócio de homem não gosta de mulher
fácil. Homem adora mulher fácil. Se 'der' de prima então, é o máximo. Todo
homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se fazendo de difícil
ele parte para outra. A demanda é muito maior do que a procura. O mercado
tá cheio de mulher gostosa. O que homem não gosta é de mulher que liga no
dia seguinte. Isso não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema).
Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de você não ligar para o
homem e ele gostar de você não quer dizer que foi por você se fazer de
difícil, mas sim por você não representar ameaça para ele. Ele vai ficar
com tanta simpatia por você que você pode até conseguir fisgá-lo e
roubá-lo da mulher. Ele vai começar a se envolver sem perceber. Vai
começar ELE a te procurar. Se ele não te procurar era porque ele só queria
aquilo mesmo. Parta para outro e deixe esse de stand by. Não vá se vingar,
você só piora a situação e não lucra nada com isso. Não se sinta usada,
você também fez uso do corpo dele - faz parte do jogo; guarde como um
momento bom de sua vida.
7º
90% dos homens não querem nada sério. Os 10% restantes estão
momentaneamente cansados da vida de balada ou estão ficando com má fama
por não estarem casados ou enamorados; por isso procuram casamento.
Portanto, são máximas as chances do homem mentir em quase tudo que te fala
no primeiro encontro (ele só quer te comer, sempre). Não seja idiota,
aproveite o momento, finja que acredita que ele está apaixonado e dê logo
para ele (e corra o risco de fisgá-lo) ou então nem saia com ele. Fazer
doce só agrava a situação, estamos em 2007 e não em 1957. Esqueça os
conselhos da sua avó, os tempos são outros.
8º
Para ser uma boa esposa e para ter um casamento pelo resto da vida faça o
seguinte: Tente achar o homem perfeito do 5º item, dê espaço para ele. Não
o sufoque. Ele precisa de um tempo para sua satisfação. Seja uma boa
esposa, mantenha-se bonita, malhe, tenha uma profissão (não seja dona de
casa), seja independente e mantenha o clima legal em casa. Nada de
sufocos, de 'conversar sobre a relação', de ficar mexendo no celular dele,
de ficar apertando o cerco, etc. Você pode até criar 'muros' para ele, mas
crie muros invisíveis e não muito altos. Se ele perceber ou ficar sem
saída, vai se sentir ameaçado e o casamento vai começar a ruir.
A última dica:
9º
Se você está revoltada por este e-mail, aqui vai um conselho: vá tomar uma
água e volte para ler com o espírito desarmado. Se revoltar quanto ao que
está escrito não vai resolver nada em sua vida. Acreditar que o que está
aqui é mentira ou exagero pode ser uma boa técnica (iludir-se faz parte da
vida, se você é dessas, boa sorte!). Mas tudo é a pura verdade. Seu
marido/noivo/namorado te ama, tenha certeza, senão não estaria com você,
mas trair é como um remédio; um lubrificante para o motor do carro. Isso é
científico. O homem que você deve buscar para ser feliz é o homem perfeito
do item 5º. Diferente disso ou é crente, ou viado ou tem algum trauma (e
na maioria dos casos vão ser pobres). O que você procura pode ser
impossível de achar, então, procure algo que você pode achar e seja feliz
ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você
nunca vai encontrar. Espero ter ajudado em alguma coisa. Agora, depois de
tudo isso dito, cadê a coragem de mandar este e-mail para minha mulher??
(Texto atribuído a Arnaldo Jabor.)
Foi lendo um monte de besteiras que as mulheres escrevem em livros sobre o
'universo masculino', que resolvi escrever esse e-mail. Não tenho objetivo
de 'revelar' os segredos dos homens, mas amigos, me desculpem. Não se
trata de quebrar nosso código de ética. Isso vai ajudar as mulheres a
entenderem os homens e, enfim, pararem de tentar nos mudar com métodos
ineficazes. Vou começar de sola. Se não estiver preparada nem continue a
ler. E digo com segurança: o que escrevo aqui se aplica a 99,9% dos homens
baianos e brasileiros (sem medo de errar).
1º
Não existe homem fiel. Você já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas
afirmo com propriedade. Não é desabafo. É palavra de homem que conhece
muitos homens e que conhecem, por sua vez, muitos homens. Nenhum homem é
fiel, mas pode estar fiel, ou porque está apaixonado (algo que não dura
muito tempo - no máximo alguns meses - nem se iluda) ou porque está
cercado por todos os lados (veremos adiante que não adianta cercá-lo: isso
vai se voltar contra você). A única exceção é o crente extremamente
convicto. Se você quer um homem que seja fiel, procure um crente daqueles
bitolados, mas agüente as outras conseqüências.
2º
Não desanime. O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo. A traição do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia. Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento. O homem só precisa de uma bunda. A mulher precisa de um
motivo para trair, o homem precisa de uma mulher. proteja e lhe dê carinho.
O homem é mais voltado para a profissão e para a realização pessoal e a
realização pessoal dele vem de diversas formas: pode vir com o sentimento
de paternidade, com uma família estruturada, etc., mas nunca vai vir se
não puder ter acesso a outras fêmeas e se não puder ter relativo sucesso
na profissão. Se você cercar seu homem (tipo, mulher que é sócia do marido
na empresa; o cara não dá um passo no dia-a-dia sem ela) você vai
sufocá-lo de tal forma que ele pode até não ter espaço para lhe trair, mas
ou seu casamento vai durar pouco, ele vai ser gordo (vai buscar a fuga na
comida) e vai ser pobre (por que não vai ter a cabeça tranqüila para se
desenvolver profissionalmente. (Vai ser um cara sem ambição e sem futuro).
4º
Não tente mudar para seu homem ser fiel. Não adianta. Silicone, curso de
dança sensual, se vestir de enfermeira, etc... nada disso vai adiantar. É
lógico que quanto mais largada você for, menor a vontade do homem de ficar
com você e maior as chances do divórcio. Se ser perfeita adiantasse Julia
Roberts não tinha casado três vezes. Até Gisele Bunchen foi largada por Di
Caprio, não é você que vai ser diferente (mas é bom não desanimar e sempre
dar aquela malhadinha). O segredo é dar espaço para o homem viajar nos
seus desejos: na maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela
mulher ele nem chega a trair, fica só nas paqueras, troca de olhares.
Finja que não sabe que ele dá umas pegadas por fora. Isso é o segredo para
um bom casamento. Deixe ele se distrair, todos precisam de lazer.
5º
Se você busca o homem perfeito, pode continuar vendo novela das seis. Eles
não existem nesse conceito que você imagina. Os homens perfeitos de hoje
são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente, que traem esporadicamente
(uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas que respeitam a mulher, ou
seja, não gastam o dinheiro da família com amantes, não constituem outra
família, não traem muitas vezes, não mantêm relações várias vezes com a
mesma mulher (para não criar vínculos) e, sobretudo, são muuuuuito
discretos: não deixam a esposa saber (e nem ninguém da sua relação, como
amigas, familiares, etc.). Só, e somente só, um ou outro amigo DELE deve
saber, faz parte do prazer do homem contar vantagem sexual. Pegar e não
falar para os amigos é pior do que não pegar. As traições do homem
perfeito geralmente são numa escapulida numa boate, ou com uma garota de
programa (usando camisinha e sem fazer sexo oral nela), ou mesmo com uma
mulher casada de passagem por sua cidade. O homem perfeito nunca trai com
mulheres solteiras. Elas são causadoras de problemas. Isso remete ao
próximo tópico.
6º
ESSE TÓPICO NÃO É PARA AS ESPOSAS - É PARA AS SOLTEIRAS OU AMANTES:
Esqueçam de uma vez por todas esse negócio de homem não gosta de mulher
fácil. Homem adora mulher fácil. Se 'der' de prima então, é o máximo. Todo
homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se fazendo de difícil
ele parte para outra. A demanda é muito maior do que a procura. O mercado
tá cheio de mulher gostosa. O que homem não gosta é de mulher que liga no
dia seguinte. Isso não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema).
Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de você não ligar para o
homem e ele gostar de você não quer dizer que foi por você se fazer de
difícil, mas sim por você não representar ameaça para ele. Ele vai ficar
com tanta simpatia por você que você pode até conseguir fisgá-lo e
roubá-lo da mulher. Ele vai começar a se envolver sem perceber. Vai
começar ELE a te procurar. Se ele não te procurar era porque ele só queria
aquilo mesmo. Parta para outro e deixe esse de stand by. Não vá se vingar,
você só piora a situação e não lucra nada com isso. Não se sinta usada,
você também fez uso do corpo dele - faz parte do jogo; guarde como um
momento bom de sua vida.
7º
90% dos homens não querem nada sério. Os 10% restantes estão
momentaneamente cansados da vida de balada ou estão ficando com má fama
por não estarem casados ou enamorados; por isso procuram casamento.
Portanto, são máximas as chances do homem mentir em quase tudo que te fala
no primeiro encontro (ele só quer te comer, sempre). Não seja idiota,
aproveite o momento, finja que acredita que ele está apaixonado e dê logo
para ele (e corra o risco de fisgá-lo) ou então nem saia com ele. Fazer
doce só agrava a situação, estamos em 2007 e não em 1957. Esqueça os
conselhos da sua avó, os tempos são outros.
8º
Para ser uma boa esposa e para ter um casamento pelo resto da vida faça o
seguinte: Tente achar o homem perfeito do 5º item, dê espaço para ele. Não
o sufoque. Ele precisa de um tempo para sua satisfação. Seja uma boa
esposa, mantenha-se bonita, malhe, tenha uma profissão (não seja dona de
casa), seja independente e mantenha o clima legal em casa. Nada de
sufocos, de 'conversar sobre a relação', de ficar mexendo no celular dele,
de ficar apertando o cerco, etc. Você pode até criar 'muros' para ele, mas
crie muros invisíveis e não muito altos. Se ele perceber ou ficar sem
saída, vai se sentir ameaçado e o casamento vai começar a ruir.
A última dica:
9º
Se você está revoltada por este e-mail, aqui vai um conselho: vá tomar uma
água e volte para ler com o espírito desarmado. Se revoltar quanto ao que
está escrito não vai resolver nada em sua vida. Acreditar que o que está
aqui é mentira ou exagero pode ser uma boa técnica (iludir-se faz parte da
vida, se você é dessas, boa sorte!). Mas tudo é a pura verdade. Seu
marido/noivo/namorado te ama, tenha certeza, senão não estaria com você,
mas trair é como um remédio; um lubrificante para o motor do carro. Isso é
científico. O homem que você deve buscar para ser feliz é o homem perfeito
do item 5º. Diferente disso ou é crente, ou viado ou tem algum trauma (e
na maioria dos casos vão ser pobres). O que você procura pode ser
impossível de achar, então, procure algo que você pode achar e seja feliz
ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você
nunca vai encontrar. Espero ter ajudado em alguma coisa. Agora, depois de
tudo isso dito, cadê a coragem de mandar este e-mail para minha mulher??
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
A mulher, o Mal e a Civilização.
Na mulher sempre se encarnam os mistérios perturbadores da natureza; os mistérios que evocavam O Desconhecido. O desconhecido não nos permite controla-lo, nos supreende, nos submete, e para nós, simples mortais, o desconhecido é o mal.
A natureza é o caos imprevisível se não acreditamos numa ordem divina e bondosa que a ordena. A natureza da vida na Terra é o mal. A mulher é a encarnação da natureza e a encarnação do mal. Lógicas como essa fazem par com a obra 'O martelo das feiticeiras'.
E a humanidade consegue se libertar desse domínio quando se liberta da natureza, quando dá forma e ordem ao caos, quando separa espírito de matéria e mente de corpo. Essa foi a época de ouro da humanidade, a época da Razão. Afundada depois na lama, por duas guerras mundiais e muito mais.
As mulheres que resistiram à essa nova ordem, à separação e à negação da natureza, foram chamadas de bruxas.
As que adotaram, ou aparentavam adotar, as leis morais, foram chamadas de nobres, belas.
E as que renegaram completamente sua natureza, o mal-dito mal, e se dedicaram ao invisível e ao espiritual e ao não material, inclusive com a caridade, foram chamadas de santas.
Hoje, cada vez mais, simplesmente mulheres. melhor assim
A natureza é o caos imprevisível se não acreditamos numa ordem divina e bondosa que a ordena. A natureza da vida na Terra é o mal. A mulher é a encarnação da natureza e a encarnação do mal. Lógicas como essa fazem par com a obra 'O martelo das feiticeiras'.
E a humanidade consegue se libertar desse domínio quando se liberta da natureza, quando dá forma e ordem ao caos, quando separa espírito de matéria e mente de corpo. Essa foi a época de ouro da humanidade, a época da Razão. Afundada depois na lama, por duas guerras mundiais e muito mais.
As mulheres que resistiram à essa nova ordem, à separação e à negação da natureza, foram chamadas de bruxas.
As que adotaram, ou aparentavam adotar, as leis morais, foram chamadas de nobres, belas.
E as que renegaram completamente sua natureza, o mal-dito mal, e se dedicaram ao invisível e ao espiritual e ao não material, inclusive com a caridade, foram chamadas de santas.
Hoje, cada vez mais, simplesmente mulheres. melhor assim
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007
A muralha da beleza

Por que a beleza de Monica a incomoda tanto? Depois de ter feito dois filmes onde aborda a violência que a (sua) beleza provoca, tendo sido (sua personagem) humilhada em “Malena” e, outra, estuprada durante 15' em “Irreversível”, ela diz em entrevista, ter ficado tentada com uma proposta de filmar um pornô Cult (embora o diretor que propôs seja famoso e reconhecido, a reportagem grafava “Cult”, assim mesmo, com aspas, entenderam, né, o que eles quiseram dizer...).
A Bela agora provoca o malditoso e leproso (porque assim que a Sociedade que consome os filmes trata quem lida com eles) cinema pornô. Quer provocar porque diz que quer fazer o filme em vez de filmar e “ter a fita roubada” como fizeram várias personalidades femininas da atualidade para ficar (mais) famosas.
Monica enfim, parece que suplica, exige, desesperadamente, que a vejam como ela é, para além de sua cegante beleza. Busca o ódio porque lhe parece o sentimento mais humanizador que poderiam ter por ela. Mais do que a adoração e reverência que sua beleza lhe traz.
Eu adaptaria para ela o que o personagem de Robin Willians diz para o de Matt Damon em “Gênio Indomável”: Voce não tem culpa; VOCE não tem culpa, VOCE NÃO tem culpa, VOCE NÃO TEM culpa, VOCE NÃO TEM CULPA DA SUA BELEZA.
Enfim, hip hip hurra, a essa maravilhosa - em tantos sentidos: MULHER.
A Bela agora provoca o malditoso e leproso (porque assim que a Sociedade que consome os filmes trata quem lida com eles) cinema pornô. Quer provocar porque diz que quer fazer o filme em vez de filmar e “ter a fita roubada” como fizeram várias personalidades femininas da atualidade para ficar (mais) famosas.
Monica enfim, parece que suplica, exige, desesperadamente, que a vejam como ela é, para além de sua cegante beleza. Busca o ódio porque lhe parece o sentimento mais humanizador que poderiam ter por ela. Mais do que a adoração e reverência que sua beleza lhe traz.
Eu adaptaria para ela o que o personagem de Robin Willians diz para o de Matt Damon em “Gênio Indomável”: Voce não tem culpa; VOCE não tem culpa, VOCE NÃO tem culpa, VOCE NÃO TEM culpa, VOCE NÃO TEM CULPA DA SUA BELEZA.
Enfim, hip hip hurra, a essa maravilhosa - em tantos sentidos: MULHER.
A beleza e a indiferença
Funciona assim, homens e mulheres belas, especialmente mulheres, despertam a cobiça e o desejo dos outros. quem não cai em suas graças e não pode ter aquilo para si, por vezes é levado, pela inveja, aos requintes da maldade, como no filme com Monica Belluci, na música Geni do Chico etc. antes disso, como aparece em 'Malena' a 'coitada' premiada com a beleza, sentia na carne a fúria das invejosas e era soterrada pela comunidade hipócrita e violenta.
Contra esses séculos de opressão, surgem as novas posturas das mulheres que 'não estão nem aí para o que os outros estão pensando' porque 'eles não pagam as suas contas' e a opinião deles vale literalmente nada. Assim, contra o monstro da inveja, surge, tão implacável quanto, o colosso da indiferença, que apóia, quando ninguém mais o faz, aquela bela mulher que sofre com a inveja, declarada ou não, de suas 'rivais', com o assédio 'consumista' dos homens e com o isolamento que todo o poder traz; pois, é óbvio que beleza é poder.
Por isso, quando virem uma mulher absolutamente indiferente à moral vigente da comunidade ( de que, por exemplo, ela - jovem - não deveria alimentar a lascívia de um velho rico) lembrem-se que isso é o contraponto da inveja carniceira e do desejo não correspondido.
Contra esses séculos de opressão, surgem as novas posturas das mulheres que 'não estão nem aí para o que os outros estão pensando' porque 'eles não pagam as suas contas' e a opinião deles vale literalmente nada. Assim, contra o monstro da inveja, surge, tão implacável quanto, o colosso da indiferença, que apóia, quando ninguém mais o faz, aquela bela mulher que sofre com a inveja, declarada ou não, de suas 'rivais', com o assédio 'consumista' dos homens e com o isolamento que todo o poder traz; pois, é óbvio que beleza é poder.
Por isso, quando virem uma mulher absolutamente indiferente à moral vigente da comunidade ( de que, por exemplo, ela - jovem - não deveria alimentar a lascívia de um velho rico) lembrem-se que isso é o contraponto da inveja carniceira e do desejo não correspondido.
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