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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Coragem, compaixão, autenticidade, vulnerabilidade.

Segue um momento fantástico,
Com o que de mais importante há para ser dito.
Que alma iluminada!
Humorada,
Infelizmente, não legendada...


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Dica de leitura e trechos selecionados - 1: Macrowikinomics

Livro: 'Macrowikinomics', de Don Tapscott e Anthony D. Williams. A edição que li é de 2011 da Ed. Campus.

Indicado para quem: Tem interesse na sociedade e no governo. Quer que as coisas funcionem. Gosta de novidades. Acredita em colaboração e inovação etc. Particularmente indicado para quem trabalha no setor público (por mim, acho que o livro deveria ser obrigatório em todos os concursos públicos).

Abaixo a minha seleção pessoal dos trechos mais interessantes; e eventuais comentários entre parênteses.

Os trechos isolados, por mais importantes que sejam, não suprem uma leitura completa. O livro vale.

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Compartilhar recursos e atividades.
 


“”Você pega os seus recursos e processos essenciais e os guarda só para você”, indaga, “ou você os expõe a todas as empresas  de software do planeta e as atrai para colaborar, ajudando a desenvolver esses recursos?””

(Troque empresas de software por instituições representantes de interesses públicos, afinal, se empresas privadas podem cooperar para atingir o bem comum privado, com certeza o poder público deve cooperar para atingir o bens comum de todos).


“...uma cultura organizacional altamente legalista e avessa a riscos, não raro em detrimento de oportunidades de codesenvolver ferramentas tecnológicas de primeiro estágio, de padronizar dados, de compartilhar informações sobre doenças-alvo”

(Está se referindo à indústria farmacêutica! e não ao poder público brasileiro...)



“...Peer-to-Patent: Community Patent Review,... O programa permite que analistas de patentes do United States Patent anda Trademark Office (USPTO) recorram à expertise de especialistas externos, por meio de ferramentas de colaboração on-line, para aumentar a velocidade e a qualidade do processo decisório interno. … usando uma combinação de wikis, de tecnologias de reputação social, de filtragem colaborativa e de ferramentas de visualização de informações...”



“1. Crie uma cultura de abertura. … Também predomina nas organizações uma tendência infeliz de adotar visão introspectiva na busca de novas ideias e abordagens, ignorando, assim, um manancial muito mais fecundo na sociedade em geral, que poderia ser explorado para realizar os objetivos de política pública. … Quando a EPA dos Estados Unidos resolveu desenvolver um plano de ação para o sistema estuarino do Estreito de Puget... desenvolveu um wiki e lançou um Desafio de Informação, convidando a comunidade circundante a montar fontes de dados relevantes e a articular soluções.”



“1) Em vez de criar algo e guardá-lo a sete chaves, como a maioria das organizações, converta a inovação (seja em bens ou em serviços) numa plataforma em que outros possam auto-organizar-se e adicionar valor. Em outras palavras, não seja apenas criador, mas também curador... 2) … Para propiciar a colaboração, será necessário compartilhar parte de sua propriedade intelectual... 3) ...Para controlar:... afrouxe as rédeas, estimule as pessoas a organizarem-se para ajudá-lo a resolver os problemas e a imaginar novas ideias. … 5) Ampliar e aprofundar a cultura de colaboração... meritocracia dinâmica”

“...redefinimos o cerne de nosso negócio como um lugar onde uma comunidade pode conversar... Da mesma maneira, a adoção de plataformas abertas pelos governos pode ampliar as contribuições para as políticas públicas ou envolver com mais intensidade os cidadãos na colaboração com órgãos públicos para o projeto e prestação de melhores serviços. … a maneira mais eficaz de atuar como curador é criar condições para que os clientes e os stakeholders o ajudem a inventar um novo produto ou serviço a partir do nada.”



“Assim, para promover a wikinomics em sua organização, será preciso transferir, seletivamente, parte da propriedade intelectual e de outros recursos para o pool de bens comuns, criando condições, dessa maneira, para que grupos mais amplos de colaboradores interajam sem restrições com maiores quantidades de informações, em busca de novos projeto e oportunidades de colaboração”.



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Problemas grandes demais.



““As pessoas estão interessadas na questão da mudança climática”, afirma Karas “mas o problema é grande demais para que o compreendam em toda a sua extensão e se disponham a fazer alguma coisa” e “Algumas dessas informações (relativas ou com impacto sobre o clima) já são coletadas por cientistas e órgãos públicos há anos, mas a maioria está enterrada em covas profundas, nas bases de dados de universidades e governos”.

(Tal situação certamente tem aplicação geral aos direitos coletivos, à segurança pública, à saúde pública, educação etc.)


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2 bilhões de horas vagas por dia.

“...autor de The Wealth of Networks, estima que o manancial de um bilhão de pessoas que vivem em países ricos dispõem no total, de dois bilhões a seis bilhões de horas vagas por dia!... Para Linus Tovalds, o Linux é como uma concessionária de serviços públicos. Ele fornece a infraestrutura básica que constitui a base sobre a qual desenvolvedores de software constroem aplicativos e negócios”.

 (O Ministério Público, pela sua independência, conhecimento, experiência e imparcialidade pode desempenhar tal papel para a sociedade brasileira no que tange ao desenvolvimento de iniciativas sociais de promoção dos direitos coletivos.)


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Orquestrando e conectando organizações para um produto final comum.


“Diferentes produtos como o Iphone, da Apple, o Airbus A380 e um chip da intel, já combinam componentes e serviços de numerosas empresas – não raro centenas delas. Para as empresas responsáveis por compor essas amplas teias de criação de valor, a inovação tem menos a ver com a invenção e construção de bens físicos que com a orquestração e coordenação de boas ideias.”



“Temos um setor financeiro perfeitamente interconectado e uma comunidade regulatória muito menos interligada” diz Peter Gruetter, ex. Secretário-geral do Departamento Federal de Finanças da Suíça.
“Atualmente, a colaboração entre os vários reguladores envolve muitas reuniões físicas. O que precisamos é usar melhores tecnologias de comunicação  de rede para facilitar o processo de colaboração”.

(Aqui acrescentamos que o que vale para a comunidade regulatória e para os reguladores, vale para a comunidade de controle e seus integrantes tais como ministérios públicos e tribunais de contas.)

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A biblioteca digital universal.



“Da mesma maneira como os gregos alexandrinos se empenharam em reunir todos os livros, todas as histórias, todas as grandes obras literárias, todas as peças de teatro, todos os tratados matemáticos e científicos de sua época, armazenando-os em um único edifício, precisamos congregar todos os conhecimentos...” “...com mentalidades semelhantes (e às vezes, concorrentes) criam pools comuns de conhecimentos e processos setoriais sobre os quais desenvolvem inovações e setores sustentáveis.”

(Parafraseio: … todos os conhecimentos públicos que são necessários e úteis à tutela coletiva e social...)

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A universidade do futuro (breve).

“A maioria dos programas de pós-graduação das universidades americanas produz um produto para o qual não há mercado (candidatos a posições de magistério que não existem) e desenvolvem habilidades pelas quais a demanda é decrescente (pesquisa em subcampos de subcampos e publicação de trabalhos em periódicos que não são lidos por ninguém, a não ser por colegas, com mentalidade semelhante), tudo a um custo em crescimento acelerado...”



““Em lugar do velho modelo de publicação de livros-textos, ao mesmo tempo lento e dispendioso para os usuários, sugere-se que as universidades, os professores e outros participantes contribuam para uma plataforma aberta de recursos educacionais de classe mundial, a ser acessada pelos estudantes, onde quer que estejam, durante toda a vida”.

 

“Ou considere a abordagem adotada pela Wikiversity, projeto da Wikimedia Foundation. Em vez de oferecer um conjunto predeterminado de curso e materiais, os participantes da Wikiversity definem o que querem aprender e a comunidade da Wikiversity colabora no desenvolvimento de atividades e de projetos didáticos para acomodar esses objetivos”

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“Evidentemente não é possível chegar a um consenso completo, na medida em que muitas seiram as perspectivas, escolas e métodos didáticos. Porém, como na Wikipedia, os professores primeiro trabalhariam em âmbito global na criação de médulos básicos genéricos, não controversos, e, em seguida, se reuniriam em sub-redes de profissionais com mentalidades semelhante para desenvolver elementos complementares específicos.”


 
“Tudo isso pode ser desenvolvido por meio de técnicas e ferramentas testadas e comprovadas do movimento em favor do software de código aberto. Se milhares de pessoas foram capazes de desenvolver o mais sofisticado sistema operacional de computação do mundo, o Linux, o processo colaborativo decerto também terá condições de criar as ferramentas para um curso de psicologia”.

 

“A universidade da próxima geração criará um contexto em que estudantes de todo o mundo poderá participar de debates, fóruns e wikis on-line, para descobrir, aprender e produzir conhecimento como uma comunidade de aprendizes que se engaja diretamente no enfrentamento de alguns dos problemas mais prementes do mundo”...

“Com efeito, por que não permitir que empresas e governos também participem dessa rede global de aprendizado superior?”



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Crowdsourcing: A colaboração em massa para transformar um problema grande em pequenas tarefas realizáveis. O mito dos especialistas.

“Com efeito, a promessa de uma ciência cidadã é que, caso se consiga tornar uma tarefa pequena o bastante e simples o suficiente para que alguém a execute como atividade de lazer, é possível agregar muito talento e força de trabalho”  (A experiência do Galaxy Zoo é bem interessante)





“Acertar no processo de envolvimento dos cidadãos é apenas o começo. A colaboração em massa geralmente encontra resistência interna, por causa de algo que denominamos “o culto do especialista em políticas públicas”. Os formuladores de políticas e os altos administradores (e controladores também) tendem a julgar-se um grupo de elite, que desfruta de condições únicas para tomar decisões imparciais e objetivas de interesse público. Como especialistas, presumem que têm acesso às melhores informações – ou, pelo menos, a melhores informações que as de acesso público”



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Saúde pública, assimetria de informações e custo para equilibrar o sistema.

“Essas assimetrias de informação e de poder, diz Hodgkin, estão entre as principais razões por que os sistemas de assistência médica em todo o mundo têm sido lentos em mudar, apesar das evidências crescentes e da concordância quase unânime de que as abordagens convencionais estão falidas.

“O sistema está paralisado”, diz, “porque os custos de eliminar os desequilíbrios fundamentais de informação, de poder e de vulnerabilidade se revelaram altos demais, opondo resistência insuperável à mudança”

(Tal análise serve aos sistemas jurídicos, de auditoria e de controle do poder público).



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Ter princípios, moderar comentários e ter uma boa experiência de participação virtual.

“Os abusos verbais e as ofensas pessoais tão comuns nas páginas  de comentários da maioria dos jornais não são tolerados aqui. “Não nos retraímos na hora de atuar como moderadores”, diz Landman” (do The New York Times). 

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”O desafio, de acordo com Landman, é criar um contexto em que a pessoa certa participe com contribuições de alta qualidade. “A Wikipédia fez o trabalho miraculoso de preservar padrões de maneira colaborativa”, afirma. “Para mim, a grande realização da Wikipédia não foi conseguir que tanta gente participe do processo. Na verdade, isso é relativamente fácil. Seu maior feito foi garantir a observância de um conjunto claro de padrões e conseguir que a comunidade aceitasse esses padrões.””

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Para um tsunami de suspeitas de corrupção, um batalhão de cidadãos voluntários e atentos.




“Veja  o que um jornal britânico, The Guardian, fez durante o recente escândalo das despesas dos políticos do país.

O arquirrival do The Guardian, o Telegraph, estava publicando, diariamente, na primeira página, revelações de cair o queixo, a respeito das autoridades eleitas, pedindo reembolso de despesas notoriamente injustificáveis. O Telegraph tinha uma equipe de repórteres que trabalhou durante um mês com documentos vazados.

Em resposta ao clamor público, o governo anunciou que liberaria, on-line, mais de um milhão de documentos e recibos escaneados, um tsunami digital que sobrepujaria os recursos de qualquer organização jornalística.



Ainda ressabiado por ter sido superado durante dias seguidos pelos furos do Telegraph, The Guardian pediu aos leitores que os ajudassem a peneirar a enxurrada de documentos e descobrissem malfeitoraisas ainda não reveladas.

Software de código aberto no site do jornal permitiu que os leitores vasculhassem os documentos, um a um, e classificassem os recibos em quatro categorias: “interessante”, “não interessante”, “interessante mas conhecido” e “investigue isso”. Mais de 20 mil leitores participaram da iniciativa analisando 170 mil documentos nas primeiras oito horas...”.



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80% das informações públicas podem e devem ser compartilhadas.

“Kundra (Chief Information Officer do governo federal dos EUA) estimula os órgãos federais a usar serviços gratuitos da Google e wikis de código aberto para tudo...”

“Entre outras inovações, ele criou um data warehouse (armazém de dados) abrangendo toda a cidade, que permite a todos os servidores públicos e aos stakeholders ver e analisar o que está acontecendo em toda a comunidade.

“Queria que as pessoas exigissem prestação de contas”, disse, “não importa se fossem estudantes ou especialistas. Divulgar dados é fundamental para analisar nossas operações e identificar onde podemos melhorar, onde já melhoramos e onde falhamos. Oitenta por cento das informações do governo podem ser compartilhadas e serão compartilhadas.”

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Governo 1.0

“Se hoje é difícil promover inovações excepcionais nos serviços públicos, é porque, em grande parte, os governos foram constituídos para a estabilidade, não para a mudança. Jessica McDonald, ex-chefe de serviços públicos de British Columbia, observa que a natureza cíclica da mudança política condiciona os serviços públicos a se concentrarem na capacidade de prestar serviços de maneira previsível.”



“A popularidade e a influência crescentes de redes como GovLoop são uma resposta direta a algumas das deficiências notórias do governo: políticas de RH rígidas, treinamento insuficiente, processo decisório esclerosado, estruturas gerenciais hierárquicas e falta de colaboração entre as diversas agências”

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Governo 2.0 - Uma plataforma de inovação social.



“...Governo 2.0... Em vez de criar mais departamentos e mais níveis administrativos, os governos devem desenvolver plataformas para realizações sociais”.

“Em outras palavras, o governo se converte em plataforma de inovação social, fornecendo recursos, estabelecendo normas e mediando disputas, mas permitindo que cidadãos, que entidades sem fins lucrativos e que o setor privado compartilhem o levantamento de pesos pesados (os próprios governos)”





“...não se pode apenas copiar e colar fenômenos da Web 2.0 na administração pública. É preciso introduzir regras básicas, trabalhar com intermediários de confiança, explorar comunidades esclarecidas e embutir processos referentes a questões de representação e de prestação de contas.”



“Tom Steinberg, membro da força-tarefa e fundador da mySociety.org, vê tudo isso como o começo de um mar de mudanças na maneira como os governos criam valor para os cidadãos. “Quando grupos bastante grandes forem capazes de coletar, reutilizar e distribuir informações do setor público, as pessoas se organizarão em torno dessas novas vias de acesso, criando novos empreendimentos e novas comunidades””





“2. Construa plataformas para participação.... os governos devem abrir seus dados ao escrutínio mais amplo pelas mesmas razões que induzem organizações como CorpWatch e WorldResources Institute a adotar essa abordagem: municiar as partes interessadas com informações, para que possam responsabilizar as empresas e os reguladores por melhores resultados.”

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Economizando quase 40 milhões de dólares com a colaboração da base. Centralização e a suspeita do centro sobre a 'periferia'.

“Walker e Johnson... Eles construíram o Virtual Alabama por apenas U$$150 mil, em cima do Google Earth, em comparação com a estimativa de U$$40 milhões, se o governo tivesse tentado desenvolver sua própria plataforma a partir do zero. E, em vez de tentar controlar tudo, Walker e Johnson outorgaram poderes aos empregados da linha de frente para que também usassem e contribuíssem com dados, achatando, no processo, a hierarquia tradicional, em forma de pirâmide. “As pessoas nos governos estaduais e federal tendem a subestimar a engenhosidade, o patriotismo e o 'anseio por fazer certo as coisas' dos trabalhadores dos governos locais e dos primeiros socorristas”, diz Walker...”

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Atender à sociedade não é praticar atividades, é entregar resultados sociais.



“Flumian argumenta que a verdadeira centralidade no cidadão exige que se redefina o significado da própria prestação de serviços (por exemplo, expedir um cheque de benefícios) e que se desloque o foco dos processos (por exemplo, as regras referentes à distribuição dos benefícios públicos) para os resultados (por exemplo, reduzir a pobreza).”

(Substitua 'cheque de benefícios' por ação judicial, por exemplo)

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Vigiar os poluidores do meio ambiente, do seu sofá.

“No MapEcos.org, é possível investigar até 20 mil instalações industriais americanas e plotar os dados sobre suas emissões no Google Maps, com marcadores de cores que facilitam a identificação dos piores agressores. Clique em determinada localidade e o site lhe mostrará o nome do lugar, quais são as suas emissões e como ele se compara com outras empresas no município, no estado e no país. É possível pesquisar o site por poluente, setor e nível de riscos. Ou digitar um código de endereçamento postal e puxar uma lista de poluidores da área”.



“A CorpWatch.org, entidade sem fins lucrativos, com sede em San Francisco, foi ainda mais longe. Seu aparato sofisticado de ferramentas de pesquisa possibilita que investigadores de empresas, na condição de amadores, operem no conforto de suas casas. A Crocodyl.org – wiki que acompanha malfeitorias de empresas, cobre 15 temas, em 35 indústrias, e dispõe de perfis detalhados de centenas de  empresas.

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Transparência pública, liberdade de expressão e avaliação, e diálogos públicos.



“No livro The right to know, por exemplo, Ann Florini, acadêmica da Brookings Institucion, argumenta que cidadãos de todas as partes do mundo se mostram relutantes em apoiar processos decisórios secretos.”





“3. Fomente o diálogo e a melhoria contínua. ...as experiências contribuem para a formação de expectativas realistas. …. A Cocoa Initiative... As conversas resultaram em parceria regulatória única entre ONGs, sindicatos trabalhistas, processadores de cacau e grandes marcas de chocolate. O produto final está sendo o desenvolvimento de um processo de certificação transparente para os fornecedores de cacau que não recorrem a trabalho escravo.”



“James Madison, escrevendo há mais de 200 anos, insistia:” O direito de livre avaliação das autoridades e das iniciativas públicas, de livre comunicação entre as pessoas (…) sempre foi considerado com justiça o único guardião eficaz de todos os outros direitos.””

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Equilíbrio de direitos e deveres para todos os agentes.



“4. Proteja o interesse público. … equilibrar os inputs e proteger o interesse público mais amplo..., por vezes é difícil discernir entre ideias conflitantes de bem público. … O exemplo da GAP demonstra que as ONGs e as coalizações de cidadãos que reivindicam o monitoramento das empresas também devem assumir responsabilidade e prestar contas. … ONGs antolhadas em geral se concentram obsessivamente nas próprias agendas e nem sempre estão interessadas em equilibrar diferentes visões de interesse público nem em reconhecer o papel central exercido pelo setor privado na criação de riqueza e no fomento à inovação nas sociedades modernas”



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Colaboração é melhor que punição.

“As ameaças tendem a levar indivíduos e organizações a redefinir seus interesses no sentido oposto ao das ameaças. A coerção pode garantir a observância no curto prazo, mas em geral, às expensas de solapar o comprometimento a longo prazo”



“É como dizem os acadêmicos John Braithwaite e Peter Drahos, especialistas em regulação de empresas: “Não é possível falar em garantia de observância enquanto não houver regras; nem em regras, enquanto o consenso geral não gerar normas, nem em normas, enquanto não houver interesse””

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A cultura da colaboração.



“O desafio mais árduo para qualquer pessoa que queira transformar sua instituição, compatibilizando com a era das redes, é aprofundar e ampliar dentro delas a cultura de colaboração. Para realizar esse trabalho, você, como organização e como indivíduo, deve cultivar a disposição para a colaboração. Isso significa assumir atitudes genuínas de abertura e flexibilidade em relação a novas ideias, qualquer que seja sua  origem, em vez de fazer o possível para solapá-las. Significa combater conscientemente o instinto de defender feudos e de manter o controle – criando uma meritocracia dinâmica em que as ideias e as informações tenham condições de fluir livremente por toda a organização.”



“Deixe que se exapandam lentamente, passo a passo. Trate a colaboração como trabalho real, não como distração ou dispersão. E compreenda que a liderança no grupo pode ser a própria recompensa.”

“Outra hipótese é recorrer à mentorização reversa, desenvolvendo programas em que os mais jovens ensinem os mais velhos a usar as novas ferramentas que facilitam a colaboração eficaz. Os incentivos certos também podem ser importantes. Estímulos ao desempenho grupal em vez de ao desempenho individual, por exemplo, podem motivar as pessoas a trabalhar juntas, de maneira mais produtiva.”



“...Quem quiser fomentar a criatividade e a excelência deve adotar algumas fronteiras, afirma. “As equipes precisam de um mínimo de privacidade em relação a outras para desenvolver abordagens únicas em qualquer tipo de competição.”

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A experiência da IBM

“...Lembrem-se, há todo um espectro entre fechado e aberto. “O modelo interessante”, diz Dan McGrath, da IBM, “é o que se situa no ponto intermediário, aquele em que construímos colaborativamente algo que será propriedade privada de nosso consórcio ou cujas fatias de propriedade sejam distribuídas proporcionalmente à contribuição de cada um”. Poderíamos imaginar uma  “cooperativa da era digital”, com sistemas de avaliação por pares, que distribua dinamicamente as quotas entre os colaboradores, com base na avaliação comunitária do valor agregado por cada um”.



“O paradoxo da nossa era é o seguinte: para ser forte, para manter o controle, para garantir a própria segurança, como organização ou sociedade, é preciso afrouxar as rédeas”.

“...

”É fácil formar uma comunidade em torno de si mesmo”, prosseguiu. “muito mais difícil e muito mais valioso é participar de uma comunidade que você não controla – demoramos um pouco para aprender essa realidade.””

“A IBM levou cerca de cinco anos para compreender que a participação em comunidades colaborativas significa ceder algum controle, dividir a responsabilidade , abraçar a transparência, gerenciar conflitos e aceitar que projetos bem-sucedidos não se desenvolvem e se executam de uma hora para a outra”



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A experiência do Linux.

“Todas as comunidades de fonte aberta bem-sucedidas, por exemplo, mobilizam processos estruturados, sob direção hierárquica, para gerenciar o trabalho tedioso e cansativo de reunir todas as partes e contribuições fragmentadas, o que permite a essas comunidades explorar o pool de talentos incrivelmente diversificado, ao mesmo tempo em que promove a integração coesa, indispensável para fazer algo tão sofisticado quanto um sistema operacional.”



“A direção compete à Vanguarda. Embora o Linux dependa da contribuição de milhares de programadores, um núcleo duro liderado por Linus Torvalds Formula julgamentos rigorosos sobre que contribuições de código entram no cerne do sistema operacional. “Eu sem dúvida defendo o direito de qualquer pessoa de modificar e de divulgar sua própria versão do Linux”, diz Torvalds, “mas, ao mesmo tempo, todos os meus esforços se concentram na efetiva junção dos resultados, e isso é o que boa parte do que você denomina 'desenvolvedores centrais' acaba fazendo: controle da orientação e da qualidade em vários níveis”



“...Na comunidade Linux, Torvalds tem o cuidado de responder de maneira construtiva às criticas de outros desenvolvedores.”...

“...é crucial que a Vanguarda oriente a cultura da comunidade desde o começo.”...

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Outras experiências.



“...Quando a P&G (Proctor and Gamble) lança um desafio na rede InnoCentive, todos podem conseguir recompensas financeiras. O pessoal da P&G ajuda a definir o problema.

“

"...De maneira semelhante, a IDEO, com sede nos Estados Unidos, está formando parceria com o Acumen Fund e com a Gates Foundation, para reformular o abastecimento de água e o saneamento básico na Índia e na África. Denominado processo de projeto “centrado em humanos”, a ideia consiste em envolver o público no trabalho de conceber soluções.”

sábado, 20 de julho de 2013

Filosofando

A substância é a forma final.
A forma é a primeira substância.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Batman sobe, Snowden cai e a Águia quer o seu fígado..

Tributo literário a Edward Snowden, filho contemporâneo de Prometeu.

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Siga-o, com a raiva em seus ossos.

Você não está vivendo, apenas está esperando as coisas ficarem ruins de novo.

Muito garotos vão para os túneis quando passam da idade.

Considerando que teu corpo não tem cicatrizes, eu não recomendo.

O mal ressurge do lugar onde tentamos enterrá-lo. Segredos não são mais possíveis.

Você não está presumindo muita coisa?

Não se preocupe, leva um pouco de tempo para se pegar o novo ritmo.

Ela precisava apenas de teu conhecimento. Por que entregaste também a vida?

Amor!? ... Ah, então essa é a sensação...

O que serve a uma pessoa é senhor da outra.

Quando digo que este dia é apenas mais um dia, estou preparando o meu arrependimento.

Você sabe o que está fazendo? Eu sei o que isso significa. Significa que você vai me odiar e que eu vou perder alguém cuja falta não posso suportar.

- Você é a maldade em pessoa.
- Não, eu sou um mal necessário.

- Eu sinto pelo que vai lhe acontecer.
- Não, você não sente.

Agora você é um dos nossos, não tem mais permissão para acreditar em coincidências.

O sofrimento fortalece o caráter.

Alguém vai e leva tudo, outro alguém vem e traz em troca um beijo e a traição.

A paz custou as suas forças. A VITÓRIA DERROTOU VOCÊ.

Você adotou a escuridão. Eu nasci na luz.

Sim, eu queria saber o que iria ser destruído antes. Seu corpo ou seu espírito?

Um homem precisa comer carne humana às vezes, Mas que apetite você tem!

Vc é um torturador? Sim, mas não do teu corpo. Da tua alma.

Eu aprendi que o desespero mais real mora no logo abaixo da esperança. Eles são um casal, com muita diferença de idade.

- Eu vim apenas para devolver o controle ao povo.

- Mas os ricos serão arrancados de seus ninhos aconchegantes.

A inocência não pode florescer aqui, ela tem de ser erradicada.

Uma criança nascida no inferno, forjada no sofrimento, endurecida pela dor, cuja beleza fora violada. uma criança extraordinária, não uma de privilégios. Ela destrói o mundo ou o reconstrói?

O salto para a liberdade não é uma questão de força. A sobrevivência é do espírito, da alma.

Você não teme a morte e acha que isso o deixa forte, isso o deixa fraco. A força mais poderosa do universo é o medo da morte. O jovem que alcançou a liberdade sem a corda e saiu do poço de onde jamais ninguém conseguiu escapar.

Ressurja, nascido no céu, para que possa salvar aos demais. Renasçam também os fígados, vitimizados por águias ou pelo álcool.

Como um nascido no inferno numa prisão sem grades, você está nela porque quer, merece ou não se esforçou o suficiente. Você é o culpado e vencer essa culpa não é uma questão de força.

A máscara não é para te proteger, e sim às pessoas que você mais ama. De que? De você mesmo.

Venha comigo, fica comigo, se salve, você não deve mais nada a essas pessoas, você deu tudo a elas.

Ouço o som do confronto, o som do recomeço, onde está o medo da morte agora? Mais próximo do que se possa imaginar.

Uma boa notícia eu te respondo em silêncio e olhando em teus olhos.

- Não faça isso conosco, somos inocentes.

- Inocente é uma palavra forte para se usar aqui.

É a faca lenta, que espera anos sem esquecer, nunca esquecida, que foge silenciosamente por dentre os ossos, é a faca que corta mais fundo.

Sinta o calor da fogueira em que queimam todas as almas que você decepcionou.

Cumpro as ordens do Pai, e concluo a obra que Ele começou, e meu pai tudo vê e tudo sabe.

Seria bom imaginar que o Bem vence e que o mocinho volta para casa para encontrar a mocinha, mas pode ser que ela não esteja lá quando ele voltar, pode ser que ela tenha problemas em ser mocinha, ou pode ser que o mocinho não volte.

Há um preço a ser pago pelas coisas, certas ou erradas, cedo ou tarde, eu ou você.

Almas úteis, prósperas e felizes é o meu legado.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Deflorando mentes.

Eu sei quem você é.
Nós mal nos conhecemos.
Eu sou boa em adivinhação, intuição e em juntar peças desconexas quaisquer sobre a vida dos homens em geral. Mais alguns minutos de conversa e perguntas e eu poderei traçar um perfil completo de você.
Interessante... mas eu prefiro deflorar-te!
O que você está falando, seu canalha vulgar? Eu vou embora!
Fique aqui (ele a segura pelo braço), eu só posso e só vou deflorar a tua mente.
(silêncio e suspense angustiantes)
Eu não suporto o silêncio.
Ele é necessário. E agora que se acaba, vejo que em teu caso ele será quebrado de modo particularmente doloroso.
Estou ouvindo... (olhar desafiador)
Deflorar é tirar a flor. As pessoas comuns acham que trata-se de tirar a virgindade, romper o hímen. Mas como sabes, esta flor não te posso tirar novamente. Eu falo em deflorar a parte mais bela e intocada de tua mente: como julgas o mundo, e por reflexo, o que pensas de ti mesma.
(tristeza)
Aqui na rua? As pessoas estão olhando. Não faça isso, por favor.
É uma violência necessária a tua vida, pois estás a desperdiçando vergonhosamente, não preciso de tua autorização. Além disso, não te preocupes, eu já tive a minha vez, e por isso posso fazer isso por ti.
Levanta a saia dos teus preconceitos.
(ela, relutante, levanta)
Desabotoa a blusa de teus auto-enganos.
(seus dedos tocam os botões e hesitam; ele a ajuda)
Tira o sutiã de tuas ideologias.
Não (,) pára, eu não suporto mais isso. Tem que ser assim?
Tem que ser assim.
Baixa a calcinha de teus moralismos.
Eu não quero mais ouvir isso!
(se debate)
Estou quase acabando...
(Ela chora, enquanto as suas decisões anteriores, tão parecidas umas com as outras, alinham-se para uma última fotografia de despedida que faz sua mente latejar)
O que você fez comigo?
Perceba.
(ela primeiro desvia o olhar, mas quando olha,  mal se reconhece.)
Que é essa doce e intensa presença?
Acabamos. Veja como você está linda. Melhor, veja como VOCÊ É LINDA, PERFEITA!
(ela respira profunda)
Como te sentes sem a castidade mental com a qual impedias a ti própria o gozo dos teus infinitos, especiais e únicos potenciais?
Estranha, como se estivesse nua, mas não é ruim como eu imaginava. Estou bem...
Estás livre. Segue agora para uma vida intensa, porque os teus anos têm andado apressados. Já sabes o principal, que a beleza de tua mente não está em sua virgindade.
Posso ir contigo?
Dessa vez não.
Obrigada assim mesmo.



Esse texto foi desenvolvido a partir do texto original 'Deflorando mentes' de 2008 do mesmo autor.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Em que mundo vivemos?

Se você quer viver num mundo que você goste, precisa colocar uma bela e ampla moldura nele.

O vídeo do link adiante, do sociólogo Zygmunt Bauman, te ajudará nesta desafiante e contínua tarefa:


domingo, 25 de novembro de 2012

Que Educação precisamos para Amanhã?

Para quem acha que educação é principalmente aprender o que já existe - concepção tradicional - vale ouvir Sir Ken Robison em sua fala na TED (http://www.ted.com) - com legendas em português:


E a parte 2:



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ferreira Gullar: cabra bom.

Veja a entrevista completa em: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/ferreira-gullar-uma-visao-critica-das-coisas/

E os trechos ímpares:

"A luta dos trabalhadores, o movimento sindical, a tomada de consciência dos direitos, tudo isso fez melhorar a relação capital-trabalho. O que está errado é achar, como Marx diz, que quem produza riqueza é o trabalhador e o capitalista só o explora. É bobagem. Sem a empresa, não existe riqueza. Um depende do outro. O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas."
 
"A força que torna o capitalismo invencível vem dessa origem natural indiscutível. Agora mesmo, enquanto falamos, há milhões de pessoas inventando maneiras novas de ganhar dinheiro. É óbvio que um governo central com seis burocratas dirigindo um país não vai ter a capacidade de ditar rumos a esses milhões de pessoas. Não tem cabimento."

"Não posso defender um regime sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar um país do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo. Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum. É difícil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo."

"O capitalismo é uma fatalidade, não tem saída. Ele produz desigualdade e exploração. A natureza é injusta. A justiça é uma invenção humana. Um nasce inteligente e o outro burro. Um nasce inteligente, o outro aleijado. Quem quer corrigir essa injustiça somos nós. A capacidade criativa do capitalismo é fundamental para a sociedade se desenvolver, para a solução da desigualdade, porque é só a produção da riqueza que resolve isso. A função do estado é impedir que o capitalismo leve a exploração ao nível que ele quer levar."

"Quando ouço alguém dizer que as famílias internam os filhos porque querem se ver livres deles, só posso pensar que essa pessoa gosta dos meus filhos mais do que eu. Nunca viu meu filho, mas ama meu filho mais do que eu. Absurdo. Você não sabe o que é uma família ter um filho esquizofrênico. Além do problema do tratamento, existe o desespero de não saber o que fazer."

"O mundo aparentemente está explicado, mas não está. Viver em um mundo sem explicação alguma ia deixar todo mundo louco. Mas nenhuma explicação explica tudo, nem poderia. Então de vez em quando o não explicado se revela, e é isso que faz nascer a poesia. Só aquilo que não se sabe pode ser poesia."

"Com o avanço da idade, diminuem a vontade e a inspiração. A gente passa a se espantar menos. Tem poeta que não se espanta mais, mas insiste em continuar escrevendo, não quer se dar por vencido. Então ele começa a escrever bobagens ou coisas sem a mesma qualidade das que produzia antes. Saber fazer ele sabe, mas é só técnica, falta alguma coisa. Não se faz poesia a frio. Isso não vai acontecer comigo. Sem o espanto, eu não faço.

Escrever só para fazer de conta, não faço. Eu vou morrer. O poeta que tem dentro de mim também. Tudo acaba um dia. Quando o poeta dentro de mim morrer, não escrevo mais. Não vou forçar a barra. Isso não vai acontecer."

Grifos meus.

PS. Contei os trechos, e embora cada um seja ímpar em si, no conjunto (8) eles são pares.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Torna-te o que tu és... Como assim?

Há alguns anos uma frase tem me intrigado e ainda que certo de sua verdade nunca consegui alcançar-lhe o significado:

"Torna-te o que tu és!"

Pois não é que hoje, folheando despretensiosamente uma revista, leio a entrevista de Ana Cecília Carvalho (autora de 'O livro neurótico de receitas') e me deparo com a solução:

"Deixe de ser o que tu eras e torna-te o que tu és!"

Há também a contribuição da Eliane Brum, que tinha um con-texto maior, mas que cai muito bem aqui: "Sempre fomos, mas tornar-se é saber que se é."

E aí vejo que voltamos a outro mandamento central - "Conhece-te a ti mesmo" - ou, em latim, nosce te ipsum.


sábado, 1 de setembro de 2012

Um clássico (sempre atual): Força para lutar, leveza para perdoar e discernimento para distinguir a hora de cada coisa.

domingo, 17 de julho de 2011

debates

O que me agrada em ouvir os meus amigos discutindo é que aprendo mais que eles e com menos esforço e desgaste que eles enfrentam ao, interminavelmente, discutirem e argumentarem em busca da defesa de si proprios.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ILov

Da série de índices úteis ao dia-a-dia, surge o ILove.

O conceito do ILove é ainda mais simples que o do IGray. basicamente o ILove mede como está o seu coração, carinho, tesão, sorte ou azar no amor, tudo junto. basta, quando você quiser, registrar num dado momento uma variação no seu índice pessoal de amor entre +100 e -100 e esta vai se somar no seu acumulado histórico. o que vale é ver a evolução, as grandes variações de um dia ou semana ou outro período e ver como "variam as variações" conforme se veja o dia, a semana, o mês, o ano ou até mais tempo.

vale a pena calcular.

Vou iniciar a contagem oficial do meu hoje com 3000 pontos.

Aureo - ILove em 13-07-11: 3000 - 70 = 2930

IGray

Passo a desenvolver novos índices interessantes, a partir da expansão da ideia do IBOV (índice bovespa).

IGray: é o índice Dorian Gray de uma pessoa. Dorian Gray é o protagonista do romance "O retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde.

Nele um belo e inocente rapaz consegue, por meio obscuro, livrar-se de toda a feiúra e imoralidade que poderia lhe marcar a partir de suas práticas espúrias e continuar mostrando-se impecavelmente são em público, no seu dia-a-dia, enquanto o seu lado mau, humano e mesmo pútrido é mantido escondido das pessoas, de todas ou em geral, e sempre ou na maioria dos momentos.

Assim, quando alguém nos surpreende com um comportamento selvagem, primitivo, instintivo e até destrutivo, enquanto que no cotidiano esta pessoa se demonstra exatamente o contrário, dizemos que ela tem um IGray alto, ou seja, assemelha-se ao Dorian Gray ao mostrar a sua pureza e esconder a sujeira.

Todos temos um IGray maior ou menor. Quem é sempre bom e justo, pode, embora não necessariamente, indicar que "está escondendo sua alma sangrenta no sótão". é uma possibilidade do IGray.

Quem mostra em um momento uma explosão de instinto, permite um cálculo melhor do IGray ao permitir a comparação daquilo com o que a pessoa demonstra normalmente.

IGray baixo é uma face que é coerente em intensidade e em suas variações, de forma que estas não surpreendem em constraste com a personalidade normal, mas se harmonizam ou mesmo a reafirmam.

domingo, 6 de março de 2011

Porque a realidade objetiva decorre do subjetivo, e não o contrário (relaxa, é apenas um contraponto cíclico!)

1. O que vejo em mim, vejo lá fora (projeção).

2. A partir deste jeito que percebo o mundo, é que defino como me comporto com ele.

3. As pessoas então, se comportam, em uma certa medida, reagindo a minhas ações, agindo comigo este conjunto de pessoas - o mundo - como eu agi com ele (é aqui que dizemos que nosso comportamento é baseado na realidade objetiva externa...)

4. Enfim, o que fiz baseado no que vi no mundo, é o que fiz baseado no que vejo em mim.

5. Solução: nosce te ipsum.

Sabedoria popular

A coisa tá uma bagunça? dá um freio de arrumação.

Isto é quando o motora, tá com o caminhão carregado e tá tudo uma bagunça e ele mete o pé no freio e a pressão ajeita tudo; este é o tal do freio de arrumação.

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Se alguém chegar para ti, querendo resolver um problema, cheio de argumentos, lhe pergunte: meu caro, escolha, nesta questão, tu quer ter razão ou quer ser feliz?

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Para alguém muito perturbado, exorcise assim: Saiam demônios, deste corpo, mas saiam de dez em dez que é prá não causar tumulto.

(as frases são coletadas, sou só o escriba)

Receita para uma paráfrase (sistêmica).

Quando você pensar em resolver uma coisa complexa com uma ideía genial que te ocorra de inopino, pense nesta paráfrase:

Comece com uma pitada de luhman (a realidade como sistema).

Refoque no racional-populismo americano (vc tem que pensar como seu adversário para vencê-lo).

Acrescente a lição do Capitão Nascimento no Tropa de Elite 2 (mas quem decide é o sistema; porque o sistema, filho, é foda!)

E, enfim:

"Para vencer o sistema, filho, você tem que pensar como ele, sistematicamente."

domingo, 5 de dezembro de 2010

Consciência tranquila, memória ruim.

Tem um ditado que diz que uma consciência tranquila pode se basear em uma memória ruim. Abaixo um texto interessante sobre o tema.


A guerra é péssima para a memória

A dificuldade para lembrar e assumir os episódios mais traumáticos do passado é comum a pessoas e países. Cada um remodela sua lembrança, e falta tempo para assimilar uma história global

Jacinto Antón
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Visite o site do El País: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/11/05/ult581u2893.jhtm


Matou alguém? "Não sei. Nunca se sabe. Todos atiram. Você atira..." Cirilo Carranza, 87 anos, não vacilou até agora. Abriu sua memória com uma exatidão surpreendente, lembrando fatos de 70 anos atrás: a marcha para o Ebro com a 13ª Brigada Internacional, entre campos onde os agricultores deixavam sua tarefa para animá-los levantando o punho e gritando "Viva a República!"; a travessia do rio em 25 de julho de 1938 às 24 horas. "Como passei? De barco, em silêncio; o medo o torna silencioso. Se havia perigo? Claro!"; o ataque da aviação na planície de Corbera - "Nos metralhou a esquadrilha de Morato, filhos da mãe, com seus Mecheresmits" [pronuncia assim, com stacato raivoso, e não Messerschmitts]. "Se nos apanham na serra de Pàndols, onde não se podia esconder, cavar, eu estaria morto"; o assalto "dos mouros, gente ruim, até hoje não posso nem vê-los"; a ocasião em que pela primeira vez em anos comeram bananas; os poloneses da brigada gritando "Curva!" - "Sabe o que significa? Sim, prostituta"; a retirada, "muito organizada", protegidos pela "Gloriosa, nossa aviação".

Ele lembrou, sorvendo seu café com leite e traçando linhas com os dedos sobre a mesa gasta do bar, posições e movimentos. Lembrou o conhaque com que enchia o cantil, as bolachas e o marmelo, o peso de seu fuzil, "um fuzil russo, mais alto que eu, muito ruim, que com dois tiros emperrava, sorte das bombas de mão". Mas em sua memória, embora haja mortos - "Às vezes tínhamos de enterrá-los porque cheiravam mal" -, Cirilo não mata ninguém, nem vê ninguém morrer. "Se você avança não pára porque alguém caiu, e se voltar, menos ainda; ninguém olha para trás."

O depoimento de Carranza, nascido em Barakaldo mas criado em Badalona, que se alistou como voluntário com 17 anos e, homem áspero mas honesto, continua fiel ao ideário revolucionário - "Quê? Você trabalhava no domingo? Que merda! Para isso fizemos a guerra?" -, é muito diferente do de outro veterano, de outra contenda, o alemão Peter Brill, 85 anos, piloto de caça da Luftwaffe na Segunda Guerra Mundial. Mas guarda pontos de contato em algo essencial: para ele também é difícil reconhecer que matou alguém.

No terraço de sua casa em Barcelona - curiosamente vizinha à de Jordi Pujol -, enquanto caem as sombras e revoa um par de morcegos, Brill evoca sua peripécia na Jagdgeschwader 77 (esquadrilha de caça). Começou seus vôos de combate na frente ocidental, nada menos que na operação Bodenplatte, o desesperado ataque de caças aos campos de pouso aliados na Bélgica e Holanda em janeiro de 1945. Depois passou para a frente leste.

O ex-piloto da Luftwaffe também lembra com pormenores, enquanto a brisa move suavemente as maquetes de aviões penduradas no quarto aberto para o terraço. Lembra a carlinga do Messerchmitt-109, que se fechava como um caixão. O conselho de "nunca ir para baixo" quando era perseguido por um Mustang, muito mais rápido ao picar. A ocasião em que o motor de seu avião parou a 8.000 metros sobre território russo, ou aquela em que os bombardeiros soviéticos se defenderam "lançando granadas de pára-quedas sobre nossos caças". Quarenta combates.

Não quer recordar se fez derrubadas até depois de um bom tempo de conversa. "Não digo!" então sim, quando a noite apagou seu interlocutor, chega a confidência: "Derrubei quatro russos. Os matei, com certeza. Você atira com tudo. O avião se destroça. Ninguém sai vivo. Não gosto de falar disso. Não estou orgulhoso."

O piloto octogenário, o velho soldado republicano... "A memória é o que a gente quer recordar", indica o historiador Ronald Fraser, autor de "Recuérdalo tú, y recuérdalo a otros" [Lembre você e lembre aos outros] (ed. Crítica), sobre a experiência de mais de 300 pessoas durante a Guerra Civil espanhola. "De todos esses entrevistados não encontrei nenhum que tivesse matado alguém", continua, agitando a cabeça enquanto bebe água no bar de seu hotel, durante uma visita a Barcelona. "É muito interessante, as pessoas não querem lembrar o que não é socialmente permitido." Como no caso de Carranza, de Brill ou daquele outro piloto, José Sandoval, ás da aviação republicana no comando de seu Chato, que nunca quis falar de suas derrubadas. "Sim, sim, é assim, muito curioso."

E é possível recuperar a memória global da história, com tanta lacuna? "Não, não há uma memória. A memória é subjetiva e individual. Cada um tem a sua. E é uma memória remodelada, uma rememória. Em boa parte, as pessoas montam suas próprias recordações. Não se pode confiar muito no relato objetivo. Mais nas motivações, porque se as pessoas não tivessem feito o que fizeram não teria acontecido o que aconteceu."

Para Fraser, a única materialização tangível da memória "são as fossas comuns, e mesmo nesse caso é preciso ir com muito cuidado, ser muito rigoroso. Já vi números muito exagerados em alguns lugares, em Valência, por exemplo. Deveria ser feito um controle refinado de tudo isso, em nível de Estado. Se não há um padrão, uma norma, cada região fará o seu a sua maneira e não conseguiremos cifras exatas e indiscutíveis".

Se as pessoas têm dificuldade para assumir seu passado, os países agem igualmente, ocultando ou negando os acontecimentos que para eles são traumáticos ou vergonhosos. Os japoneses insistem em ignorar sua responsabilidade e até negam a invasão da China. Os italianos deixavam passear de bicicleta por Roma o SS Erich Priebke, um dos carrascos das Fossas Ardeatinas.

Neste verão se viveu mais uma tentativa de fechar uma dessas grandes cicatrizes da memória que possui a vizinha França: o massacre de Oradour-sur-Glane, no Limousin. Em 10 de junho de 1944, efetivos da 2ª Divisão Panzer das Waffen-SS, a duríssima Das Reich, curtida e enrijecida na frente leste, assassinaram 642 pessoas - entre elas 245 mulheres, 207 crianças e o abade Chapelle, paradoxalmente partidário de Petain - e arrasaram a cidade em uma orgia de horror (chegou-se a atirar um menino ao forno do padeiro) vagamente justificada pelo suposto apoio da localidade à Resistência. Depois da guerra, na hora de julgar os fatos, a França se encontrou com a desagradável surpresa de que 14 dos SS acusados de participar do massacre eram alsacianos: 13 "Malgré nous" (incorporados à força ao exército nazista), mas também um voluntário. As sentenças foram muito brandas, o que provocou indignação por um lado, mas também o desagrado da Alsácia-Lorena, na consideração de que seus jovens tinham sido usados como bodes-expiatórios.

O assunto, a ponta do iceberg da participação francesa no exército de Hitler (47 mil alsacianos morreram ou desapareceram lutando sob as bandeiras nazistas no leste e um batalhão da Divisão das SS Carlos Magno, de voluntários franceses, esteve entre a nata dos defensores de Berlim), para não falar no colaboracionismo, continua sem estar totalmente resolvido. Os automóveis com placa dos departamentos da Alsácia foram tradicionalmente apedrejados em Oradour e no Limousin em geral, região onde os "maquisards" da Resistência foram muito castigados pelos nazistas (e não só ali: 105 homens acusados de fazer parte do maquis de Manises foram fuzilados em 12 de junho de 1944 nas Ardenas por um comando do 36º Regimento de Carros da Whermacht no qual também havia voluntários alsacianos).

Em seu livro sobre a sangrenta marcha da SS Das Reich através da França rumo à Normandia ("Das Reich", Pan Books, 1981), o historiador Max Hastings sugere que a conexão nacional com a chacina de Oradour poderia ser ainda mais sinistra: os nazistas teriam escolhido como alvo o povoado - um absurdo do ponto de vista militar - por causa de informações de uma fonte francesa ingênua ou mal-intencionada.

Em junho passado, no 64º aniversário do massacre, houve a enésima tentativa de reconciliação e do ato em memória das vítimas participaram Raphël Nisand, prefeito da alsaciana Schistigheim, que faz parte da comunidade urbana de Estrasburgo, e Jean Marie Bockel, que simbolicamente une a sua condição de secretário de Estado da Defesa e ex-combatente da Resistência o fato de ser alsaciano. Bockel reconheceu que é inegável que houve alsacianos que compartilharam a ideologia nazista, e ao mesmo tempo lembrou que entre os mártires de Oradour havia famílias alsacianas. O prefeito de Oradour, Raymond Frugier, é a favor da reconciliação, mas não muito antes teve de engolir o sapo de ver morrer de velhice, em sua cama e sem remorsos, com 86 anos, um dos piores sujeitos (e havia muitos), o sargento Heinz Barth, que se vangloriou diante de seu pelotão a caminho do povoado: "Hoje vocês vão ver correr sangue". Frugier disse: "Por crimes como esses uma pessoa não deveria ser perdoada".

Problemas com a memória como os de Oradour na França existem em todos os países. "Sim, claro", afirma Fraser. "A França não fez o que deveria fazer. Essas feridas demoram muito para sarar. Inclusive nos EUA de alguma maneira a brecha da Guerra Civil entre o norte e o sul se perpetuou por 150 anos. Na Espanha as feridas são maiores, especialmente entre os vencidos. Mas a sociedade espanhola está suficientemente madura para assimilar seu passado. É melhor assumir do que reprimir. Se não, sempre volta por caminhos inesperados."

Vocês, britânicos, também têm os seus, eu digo ao historiador; para não falar de que os incomodou ouvir que Montgomery era gay, aí está o recente problema com os gurkhas, as tropas mercenárias nepalesas que lutaram ferozmente pelo império e aos quais demoraram tanto a conceder direitos de cidadania. Inclusive dois vencedores da Segunda Guerra Mundial da Cruz de Vitória, a maior recompensa ao valor, Lachhiman Gurung, de 91 anos, e Tul Bahadur, de 86, tiveram de dar a cara e - como as legiões amotinadas do Reno diante de Germânico - mostrar suas cicatrizes nos tribunais.

Às vezes é mais fácil lutar com granadas contra os japoneses do que contra a memória fraca de um povo. "Sim, é incrível, essa gente que lutou na primeira linha por nós, tão valentes, e regateiam suas pensões. Na Grã-Bretanha temos outros casos: continuamos vivendo Dunquerque como uma vitória, quando foi uma grande derrota. Ou os bombardeios sobre a Alemanha: ainda se acredita que foram justificados, é difícil assumir que tanto sofrimento não serviu para encurtar a guerra. Esquecer, adaptar à memória a nossa conveniência, é uma reação humana comum, em nível mundial. Como você administra a memória tem a ver com o destino que tiveram as populações depois dos traumas. A Alemanha foi obrigada a assumir sua culpa em Nuremberg. Para o vencido a memória sempre é muito problemática."

Uma guerra fratricida é ruim para a memória. "E mais que isso. Na Espanha houve um grande silêncio entre os que a viveram. Ninguém falava disso com seus filhos. Silêncio e esquecimento. Creio que em seu foro íntimo, com o passar dos anos, todos, inclusive os vencedores, pensavam que nada valia a pena uma guerra civil. Agora parece que as pessoas estão dispostas a falar. Mas nunca se poderá fazer uma recuperação total. É preciso assumir as feridas que restaram do conflito."

Fraser duvida quando lhe pergunto se confrontar as pessoas com sua memória, fazê-las recordar, tem um valor catártico: "Eu não saberia dizer, mas houve um caso, um capitão de artilharia que eu entrevistei e que participou da tomada do Quartel de la Montaña. Depois de lembrar tudo, sofreu um infarto. Imagine, um homem que havia sobrevivido à guerra e eu quase o matei ao fazê-lo recordar."

Alguém ter muito, muito dinheiro, é injusto com os pobres?

Leia esta e outras respostas nos 'sete pecados capitais' segundo Mahatma Gandhi:

1. política sem princípios;

2. riqueza sem trabalho;

3. prazer sem consciência;

4. conhecimento sem caráter;

5. comércio sem moralidade;

6. ciência sem humanidade;

7. devoção sem sacrifício

sábado, 9 de outubro de 2010

A dúvida é o preço da pureza (Engenheiros do Hawai).

Quando o dinheiro fala, a verdade cala (ditado chinês).

Quando a qualidade fala, a quantidade cala (meu hábito de ficar parafraseando).