Pedro emagrecia,
Com as noites mal dormidas,
Fechava os olhos e lhe aparecia,
Uma caverna parricida.
Logo ele?
Ex-atleta, cuidadoso, assim envergonhado,
Olhos fechados, susto danado,
Sua boca encardida e fétida,
Filas de dentes,
Caçadores, coletores,
Amarelados, deteriorados,
Decompostos, desregrados,
Acordava num sobressalto,
Corria para o espelho, se acalmava,
Brilhavam lá seus dentes cultivados,
Frutos da genética, bem higienizados,
Quando se cerravam as cortinas, contudo,
Soprava o hálito da morte,
E de tanto repetir-se a cena,
Começou a duvidar do espelho,
E a examinar,
Tão minuciosamente,
E por tanto tempo,
Os próprios dentes,
Que finalmente viu,
Bem acordado,
Bem ali,
O mal, o tártaro, o noturno visitante,
Não o tártaro dos dentistas,
Sim o tártaro dos deuses,
Onde os fortes morrem esquecidos,
Onde as amizades esmaecem,
Onde habitam as esperanças cansadas,
Os amores que não vieram,
Os amores que já se foram,
A velha criança desenganada.
Refletia-se,
Chorava, ria,
Dava adeus,
Dava a pedro,
Esperavam-no,
Sem saber,
Com paixão,
Foi-se.
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
Coragem, compaixão, autenticidade, vulnerabilidade.
Segue um momento fantástico,
Com o que de mais importante há para ser dito.
Que alma iluminada!
Humorada,
Infelizmente, não legendada...
Com o que de mais importante há para ser dito.
Que alma iluminada!
Humorada,
Infelizmente, não legendada...
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
A Grande Beleza (texto baseado no filme)
O vovô está muito parado hoje.
Está olhando pela janela desde manhã.
Eu olhei também, mas não consegui ver o que ele vê.
Às vezes ele sorri sem tirar os olhos de lá.
Aí eu olho de novo... mas nada.
Perguntei à mamãe e ela disse que é para eu ir cuidar de coisas de crianças.
E deixar as coisas de velho prá lá.
Por mais chato que seja olhar para o Jeb parado lá a manhã toda,
Quando ele sorri, parece que alguém está puxando e abrindo as cortinas para um belo espetáculo começar.
O que não faria sentido seria sorrir assim ao final do espetáculo.
Eu odeio a minha vida.
A voz doce da minha mãe me enjoa como um melaço tomado no bico da garrafa.
O olhar cuidadoso de meu pai me cerca e me oprime.
Eis que um dia conheço o amor.
A lua reflete-se na água, a água ondula com o vento e o vento brinca com teu vestido.
Tu diz-me 'Vem' e é como se o tempo também fosse contigo, lento, lentíssimo.
E de repente,
Tudo acelerado. Rodopiam. Gritam. Se esfregam. Cospem. Chafurdam.
E eu com eles. Eu sou eles. Não busco mais nada. Tampouco fujo. Fico ao vento.
E o vento me assopra. Mas persisto altivo. Me bajula, persisto. Me vira o rosto, me rio.
E eis que desiste. E por um instante sinto o sol arder em meu rosto, antes que a noite fria, acelerada, me abrace, dizendo-me que ela, e só ela, será minha companheira até o fim.
Sinto saudades. Sinto tristeza. Sinto culpa. Por isso não sinto mais nada.
Apenas um leve incômodo em meus cotovelos há tanto tempo apoiados no parapeito da janela.
E lembranças que me assaltam furtivas, brincalhonas, saudosas de mim.
E meu neto a me olhar, curioso, como se quisesse adivinhar o que vejo.
Ora o que vejo...
Está olhando pela janela desde manhã.
Eu olhei também, mas não consegui ver o que ele vê.
Às vezes ele sorri sem tirar os olhos de lá.
Aí eu olho de novo... mas nada.
Perguntei à mamãe e ela disse que é para eu ir cuidar de coisas de crianças.
E deixar as coisas de velho prá lá.
Por mais chato que seja olhar para o Jeb parado lá a manhã toda,
Quando ele sorri, parece que alguém está puxando e abrindo as cortinas para um belo espetáculo começar.
O que não faria sentido seria sorrir assim ao final do espetáculo.
Eu odeio a minha vida.
A voz doce da minha mãe me enjoa como um melaço tomado no bico da garrafa.
O olhar cuidadoso de meu pai me cerca e me oprime.
Eis que um dia conheço o amor.
A lua reflete-se na água, a água ondula com o vento e o vento brinca com teu vestido.
Tu diz-me 'Vem' e é como se o tempo também fosse contigo, lento, lentíssimo.
E de repente,
Tudo acelerado. Rodopiam. Gritam. Se esfregam. Cospem. Chafurdam.
E eu com eles. Eu sou eles. Não busco mais nada. Tampouco fujo. Fico ao vento.
E o vento me assopra. Mas persisto altivo. Me bajula, persisto. Me vira o rosto, me rio.
E eis que desiste. E por um instante sinto o sol arder em meu rosto, antes que a noite fria, acelerada, me abrace, dizendo-me que ela, e só ela, será minha companheira até o fim.
Sinto saudades. Sinto tristeza. Sinto culpa. Por isso não sinto mais nada.
Apenas um leve incômodo em meus cotovelos há tanto tempo apoiados no parapeito da janela.
E lembranças que me assaltam furtivas, brincalhonas, saudosas de mim.
E meu neto a me olhar, curioso, como se quisesse adivinhar o que vejo.
Ora o que vejo...
domingo, 1 de dezembro de 2013
Sou homem e amo...no futebol!
Vivemos numa cultura na qual é difícil para a maioria dos homens expressar o que sente. Afinal, podemos sentir qualquer coisa como apego, dedicação, confiança, esperança, dúvida, medo, tristeza, amor etc.
Com o tempo, alguns com mais, outros com menos, vamos aprendendo a expressar nossos sentimentos, um pouco com nossos pais, mais espontaneamente com nossas mulheres, mais naturalmente com nossos filhos. Mas expressar em público, perante outros homens, continua sendo um tabu.
Sentimentos relativos à sensibilidade e à fragilidade parecem ter sido reservados apenas às mulheres, como se os homens não sentissem tal coisa. Daí vem toda aquela ladaínha de "viadinho", "mulherzinha" etc. com a qual brincamos ou xingamos outros homens ainda que não tenhamos colocado em xeque sua opção sexual. Com isso estamos sendo papagaios de uma cultura herdada sobre a qual talvez não tenhamos refletido sobre o quanto realmente ela é importante para nós ou não.
Mas os sentimentos não são uma dimensão pessoal que possa ser simplesmente ignorada e, nesse momento podemos dizer: Ainda bem que temos o futebol!
No futebol - e alguns homens talvez apenas no futebol - podemos ser livres. Podemos abandonar a racionalidade e sentir. Podemos abandonar o utilitarismo e termos orgulho de sermos leais a um time ainda que ele só nos traga tristezas, vivendo um nobre sentimento de fidelidade.
No futebol podemos acreditar em um time, confiar que ele vai vencer, ainda que contra as probabilidades. Somos, portanto, homens de esperança, aquela esperança que muitas vezes não nos permitimos num dia a dia duro e frustrante.
No futebol podemos abraçar nossos amigos e pular de alegria sem que sejamos chamados de "bichas". No futebol podemos chorar de tristeza, como crianças, sem ser xingados de "maricas".
Mas, acima de tudo, no futebol podemos amar. É nesse ambiente, é sobre esse fundamento e é nessas oportunidades que podemos nos permitir viver, publicamente, os sentimentos do amor.
O amor ao time. Ainda que um amor-guerreiro que muitas vezes depende da negação do time adversário para encontrar a própria identidade e o próprio valor. Mas é amor.
É amor porque no futebol, como torcedores, somos todos iguais e abandonamos a questão do poder. Ninguém é mais que ninguém e todos os torcedores são iguais e estão no mesmo barco, amarrados ao mesmo sentimento e destino.
É um amor indulgente, que nos liberta do fardo de lidar com a ambiguidade do amor-ódio que anda sempre presente. Amamos o nosso time, odiamos o adversário clássico, e isso basta.
É amor porque nos tira completamente da indiferença com que normalmente olhamos para tudo o que não nos atinge em nossos interesses individuais. Como torcedor, nada em meu time pode me prejudicar ou beneficiar diretamente: não me deixa mais rico ou mais pobre e não tem efeitos materiais sobre mim.
Mas que estrago faz em meu espírito e humor quando perde. E como enche o meu peito de alegria quando ganha. Ilumina ou escurece minha vida e posso contar isso, de boca cheia, para quem quiser ouvir. E vou ser aceito em meus sentimentos se expressá-los como torcedor.
O ciúme da mulher (do torcedor) pelo tempo roubado, pelo brilho nos olhos que não vem dela, também atesta que é uma relação de amor. Imagino que deva existir um sentimento dúbio no coração da mulher de um torcedor: feliz por vê-lo sentir, triste por não ser a causa.
Afinal, se não fosse amor, seria o que? Qual o sentido de um jogo ocupar tanto das vidas, do tempo e dos nossos recursos? Mas se é a chance de sentirmos, de cantarmos, de gritarmos (bora soltar os bichos e viva ao banho de sol para os demônios interiores), de chorarmos, de amarmos, aí tudo bem porque por amor, vale tudo.
------
Uma leitura interessante sobre o tema da fragilidade, para homens e mulheres, é o Livro "Fragilidade"de Jean - Claude Carriére. Ed. Objetiva.
Com o tempo, alguns com mais, outros com menos, vamos aprendendo a expressar nossos sentimentos, um pouco com nossos pais, mais espontaneamente com nossas mulheres, mais naturalmente com nossos filhos. Mas expressar em público, perante outros homens, continua sendo um tabu.
Sentimentos relativos à sensibilidade e à fragilidade parecem ter sido reservados apenas às mulheres, como se os homens não sentissem tal coisa. Daí vem toda aquela ladaínha de "viadinho", "mulherzinha" etc. com a qual brincamos ou xingamos outros homens ainda que não tenhamos colocado em xeque sua opção sexual. Com isso estamos sendo papagaios de uma cultura herdada sobre a qual talvez não tenhamos refletido sobre o quanto realmente ela é importante para nós ou não.
Mas os sentimentos não são uma dimensão pessoal que possa ser simplesmente ignorada e, nesse momento podemos dizer: Ainda bem que temos o futebol!
No futebol - e alguns homens talvez apenas no futebol - podemos ser livres. Podemos abandonar a racionalidade e sentir. Podemos abandonar o utilitarismo e termos orgulho de sermos leais a um time ainda que ele só nos traga tristezas, vivendo um nobre sentimento de fidelidade.
No futebol podemos acreditar em um time, confiar que ele vai vencer, ainda que contra as probabilidades. Somos, portanto, homens de esperança, aquela esperança que muitas vezes não nos permitimos num dia a dia duro e frustrante.
No futebol podemos abraçar nossos amigos e pular de alegria sem que sejamos chamados de "bichas". No futebol podemos chorar de tristeza, como crianças, sem ser xingados de "maricas".
Mas, acima de tudo, no futebol podemos amar. É nesse ambiente, é sobre esse fundamento e é nessas oportunidades que podemos nos permitir viver, publicamente, os sentimentos do amor.
O amor ao time. Ainda que um amor-guerreiro que muitas vezes depende da negação do time adversário para encontrar a própria identidade e o próprio valor. Mas é amor.
É amor porque no futebol, como torcedores, somos todos iguais e abandonamos a questão do poder. Ninguém é mais que ninguém e todos os torcedores são iguais e estão no mesmo barco, amarrados ao mesmo sentimento e destino.
É um amor indulgente, que nos liberta do fardo de lidar com a ambiguidade do amor-ódio que anda sempre presente. Amamos o nosso time, odiamos o adversário clássico, e isso basta.
É amor porque nos tira completamente da indiferença com que normalmente olhamos para tudo o que não nos atinge em nossos interesses individuais. Como torcedor, nada em meu time pode me prejudicar ou beneficiar diretamente: não me deixa mais rico ou mais pobre e não tem efeitos materiais sobre mim.
Mas que estrago faz em meu espírito e humor quando perde. E como enche o meu peito de alegria quando ganha. Ilumina ou escurece minha vida e posso contar isso, de boca cheia, para quem quiser ouvir. E vou ser aceito em meus sentimentos se expressá-los como torcedor.
O ciúme da mulher (do torcedor) pelo tempo roubado, pelo brilho nos olhos que não vem dela, também atesta que é uma relação de amor. Imagino que deva existir um sentimento dúbio no coração da mulher de um torcedor: feliz por vê-lo sentir, triste por não ser a causa.
Afinal, se não fosse amor, seria o que? Qual o sentido de um jogo ocupar tanto das vidas, do tempo e dos nossos recursos? Mas se é a chance de sentirmos, de cantarmos, de gritarmos (bora soltar os bichos e viva ao banho de sol para os demônios interiores), de chorarmos, de amarmos, aí tudo bem porque por amor, vale tudo.
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Uma leitura interessante sobre o tema da fragilidade, para homens e mulheres, é o Livro "Fragilidade"de Jean - Claude Carriére. Ed. Objetiva.
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
Realista ou pessimista?
No meio da dor de Jacira corria um rio,
De águas lentas, frias e escuras.
- Pedro, fico surpresa que você tenha vindo.
- É bom ver os ares renovados. Agora há liberdade...
- Não desrespeite a memória de seu finado avô. É só o que me resta.
- Vejo que as paredes desta casa têm contas a acertar contigo. Boa sorte ;)
------
Preso nos dentes do riso Beti, o que ainda não nasceu se manifesta,
A pureza, a inocência, a intensidade e a ignorância do que a espera.
- Te desafio, liberte-me e me possua ao mesmo tempo.
- Não sabes o que dizes. Buscas no lugar errado o que não te cabe.
- Sei que não podes dar o que não possuis. Mas também não possuo o que dou.
- Seca a fonte, não haverá sede ou saciedade, só terás lembranças.
----
Escolhe:
Palavras pobres em um coração de ouro,
Ou palavras de ouro e o hálito da morte?
- Não posso te ajudar agora, estou ocupado.
- Você não se preocupa comigo, só eu que te amo e cuido de ti,
- Ponho o pão em casa, te dei um filho e te faço mulher. Não tens do que reclamar.
- Eu oro pela tua alma e pela purificação de teu corpo. Que a luz divina te fulmine no coração.
-----
Paulo só viveu. Um relógio de ferro. E casa. E trabalho,
Não teve um só dia que deixou de ouvir um 'boa noite' antes de dormir,
Otávio viveu só. Sim, teve paixões desenfreadas que o levaram a ruína,
Ao fim, duvidava de sua coragem como alguém duvida de sua inconsciência.
- Meu amigo... tive de dormir fora de casa. Mariana pôs fogo em minha cama e lençóis.
- Se tu tivesses uma Amália como eu, Otávio, o fogo seria apenas para esquentar tua sopa à noite.
- Há quantos meses ela não te dá? Já te acostumaste?
- Hummm... Acho que está sendo mais fácil para mim do que foi para ti, quando ela me escolheu.
-----
Miguel? Foi forjado. Tal qual espada, entre o calor do amor e o gélido ódio,
Mas quanto mais afiada ficava essa espada, mais o couro a continha,
Maria, improvável adolescente, retirou-a da bainha. Cintilou no ar seu aço puro,
Que foi imediatamente destruído por um feitiço lunar: 'Toma Lá Teu Destino, Dá Cá Teu Coração'.
- Há tanto tempo me esperas, e logo agora eu te falto?
- Não esperava muito de ti, dessa tua pureza que não lutou batalhas.
- Mas eu esperava a tua mão, para que ela nos conduzisse à floresta encantada.
- Besteira. Não há mais floresta, não há mais encanto, não há mais espera.
De águas lentas, frias e escuras.
- Pedro, fico surpresa que você tenha vindo.
- É bom ver os ares renovados. Agora há liberdade...
- Não desrespeite a memória de seu finado avô. É só o que me resta.
- Vejo que as paredes desta casa têm contas a acertar contigo. Boa sorte ;)
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Preso nos dentes do riso Beti, o que ainda não nasceu se manifesta,
A pureza, a inocência, a intensidade e a ignorância do que a espera.
- Te desafio, liberte-me e me possua ao mesmo tempo.
- Não sabes o que dizes. Buscas no lugar errado o que não te cabe.
- Sei que não podes dar o que não possuis. Mas também não possuo o que dou.
- Seca a fonte, não haverá sede ou saciedade, só terás lembranças.
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Escolhe:
Palavras pobres em um coração de ouro,
Ou palavras de ouro e o hálito da morte?
- Não posso te ajudar agora, estou ocupado.
- Você não se preocupa comigo, só eu que te amo e cuido de ti,
- Ponho o pão em casa, te dei um filho e te faço mulher. Não tens do que reclamar.
- Eu oro pela tua alma e pela purificação de teu corpo. Que a luz divina te fulmine no coração.
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Paulo só viveu. Um relógio de ferro. E casa. E trabalho,
Não teve um só dia que deixou de ouvir um 'boa noite' antes de dormir,
Otávio viveu só. Sim, teve paixões desenfreadas que o levaram a ruína,
Ao fim, duvidava de sua coragem como alguém duvida de sua inconsciência.
- Meu amigo... tive de dormir fora de casa. Mariana pôs fogo em minha cama e lençóis.
- Se tu tivesses uma Amália como eu, Otávio, o fogo seria apenas para esquentar tua sopa à noite.
- Há quantos meses ela não te dá? Já te acostumaste?
- Hummm... Acho que está sendo mais fácil para mim do que foi para ti, quando ela me escolheu.
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Miguel? Foi forjado. Tal qual espada, entre o calor do amor e o gélido ódio,
Mas quanto mais afiada ficava essa espada, mais o couro a continha,
Maria, improvável adolescente, retirou-a da bainha. Cintilou no ar seu aço puro,
Que foi imediatamente destruído por um feitiço lunar: 'Toma Lá Teu Destino, Dá Cá Teu Coração'.
- Há tanto tempo me esperas, e logo agora eu te falto?
- Não esperava muito de ti, dessa tua pureza que não lutou batalhas.
- Mas eu esperava a tua mão, para que ela nos conduzisse à floresta encantada.
- Besteira. Não há mais floresta, não há mais encanto, não há mais espera.
domingo, 26 de maio de 2013
- Você olhou? - Eu olhei.
1o Ato: Alvorada.
Olhei sem pretensão,
Olhei com curiosidade,
Olhei com cobiça,
Olhei com paixão,
Olhei com receio,
Olhei com surpresa: por que natimorto?
2o Ato: Penumbra.
Olhei para longe,
Olhei novamente,
Olhei com desejo,
Olhei com distância,
Olhei com dúvida,
Olhei crédulo da ressurreição.
3o Ato: Aurora.
Olhei os desacertos,
Olhei o acolhimento,
Olhei o lar, e,
Olhei em paz,
Olhei o futuro,
Olhei sem ver.
4o Ato: Crepúsculo.
Olhei com tristeza,
Olhei a procura de explicações,
Olhei por culpados,
Olhei com saudade,
Olhei com gratidão,
Depois não olhei mais.
Olhei sem pretensão,
Olhei com curiosidade,
Olhei com cobiça,
Olhei com paixão,
Olhei com receio,
Olhei com surpresa: por que natimorto?
2o Ato: Penumbra.
Olhei para longe,
Olhei novamente,
Olhei com desejo,
Olhei com distância,
Olhei com dúvida,
Olhei crédulo da ressurreição.
3o Ato: Aurora.
Olhei os desacertos,
Olhei o acolhimento,
Olhei o lar, e,
Olhei em paz,
Olhei o futuro,
Olhei sem ver.
4o Ato: Crepúsculo.
Olhei com tristeza,
Olhei a procura de explicações,
Olhei por culpados,
Olhei com saudade,
Olhei com gratidão,
Depois não olhei mais.
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domingo, 20 de janeiro de 2013
Deflorando mentes.
Eu sei quem você é.
Nós mal nos conhecemos.
Eu sou boa em adivinhação, intuição e em juntar peças desconexas quaisquer sobre a vida dos homens em geral. Mais alguns minutos de conversa e perguntas e eu poderei traçar um perfil completo de você.
Interessante... mas eu prefiro deflorar-te!
O que você está falando, seu canalha vulgar? Eu vou embora!
Fique aqui (ele a segura pelo braço), eu só posso e só vou deflorar a tua mente.
(silêncio e suspense angustiantes)
Eu não suporto o silêncio.
Ele é necessário. E agora que se acaba, vejo que em teu caso ele será quebrado de modo particularmente doloroso.
Estou ouvindo... (olhar desafiador)
Deflorar é tirar a flor. As pessoas comuns acham que trata-se de tirar a virgindade, romper o hímen. Mas como sabes, esta flor não te posso tirar novamente. Eu falo em deflorar a parte mais bela e intocada de tua mente: como julgas o mundo, e por reflexo, o que pensas de ti mesma.
(tristeza)
Aqui na rua? As pessoas estão olhando. Não faça isso, por favor.
É uma violência necessária a tua vida, pois estás a desperdiçando vergonhosamente, não preciso de tua autorização. Além disso, não te preocupes, eu já tive a minha vez, e por isso posso fazer isso por ti.
Levanta a saia dos teus preconceitos.
(ela, relutante, levanta)
Desabotoa a blusa de teus auto-enganos.
(seus dedos tocam os botões e hesitam; ele a ajuda)
Tira o sutiã de tuas ideologias.
Não (,) pára, eu não suporto mais isso. Tem que ser assim?
Tem que ser assim.
Baixa a calcinha de teus moralismos.
Eu não quero mais ouvir isso!
(se debate)
Estou quase acabando...
(Ela chora, enquanto as suas decisões anteriores, tão parecidas umas com as outras, alinham-se para uma última fotografia de despedida que faz sua mente latejar)
O que você fez comigo?
Perceba.
(ela primeiro desvia o olhar, mas quando olha, mal se reconhece.)
Que é essa doce e intensa presença?
Acabamos. Veja como você está linda. Melhor, veja como VOCÊ É LINDA, PERFEITA!
(ela respira profunda)
Como te sentes sem a castidade mental com a qual impedias a ti própria o gozo dos teus infinitos, especiais e únicos potenciais?
Estranha, como se estivesse nua, mas não é ruim como eu imaginava. Estou bem...
Estás livre. Segue agora para uma vida intensa, porque os teus anos têm andado apressados. Já sabes o principal, que a beleza de tua mente não está em sua virgindade.
Posso ir contigo?
Dessa vez não.
Obrigada assim mesmo.
Esse texto foi desenvolvido a partir do texto original 'Deflorando mentes' de 2008 do mesmo autor.
Nós mal nos conhecemos.
Eu sou boa em adivinhação, intuição e em juntar peças desconexas quaisquer sobre a vida dos homens em geral. Mais alguns minutos de conversa e perguntas e eu poderei traçar um perfil completo de você.
Interessante... mas eu prefiro deflorar-te!
O que você está falando, seu canalha vulgar? Eu vou embora!
Fique aqui (ele a segura pelo braço), eu só posso e só vou deflorar a tua mente.
(silêncio e suspense angustiantes)
Eu não suporto o silêncio.
Ele é necessário. E agora que se acaba, vejo que em teu caso ele será quebrado de modo particularmente doloroso.
Estou ouvindo... (olhar desafiador)
Deflorar é tirar a flor. As pessoas comuns acham que trata-se de tirar a virgindade, romper o hímen. Mas como sabes, esta flor não te posso tirar novamente. Eu falo em deflorar a parte mais bela e intocada de tua mente: como julgas o mundo, e por reflexo, o que pensas de ti mesma.
(tristeza)
Aqui na rua? As pessoas estão olhando. Não faça isso, por favor.
É uma violência necessária a tua vida, pois estás a desperdiçando vergonhosamente, não preciso de tua autorização. Além disso, não te preocupes, eu já tive a minha vez, e por isso posso fazer isso por ti.
Levanta a saia dos teus preconceitos.
(ela, relutante, levanta)
Desabotoa a blusa de teus auto-enganos.
(seus dedos tocam os botões e hesitam; ele a ajuda)
Tira o sutiã de tuas ideologias.
Não (,) pára, eu não suporto mais isso. Tem que ser assim?
Tem que ser assim.
Baixa a calcinha de teus moralismos.
Eu não quero mais ouvir isso!
(se debate)
Estou quase acabando...
(Ela chora, enquanto as suas decisões anteriores, tão parecidas umas com as outras, alinham-se para uma última fotografia de despedida que faz sua mente latejar)
O que você fez comigo?
Perceba.
(ela primeiro desvia o olhar, mas quando olha, mal se reconhece.)
Que é essa doce e intensa presença?
Acabamos. Veja como você está linda. Melhor, veja como VOCÊ É LINDA, PERFEITA!
(ela respira profunda)
Como te sentes sem a castidade mental com a qual impedias a ti própria o gozo dos teus infinitos, especiais e únicos potenciais?
Estranha, como se estivesse nua, mas não é ruim como eu imaginava. Estou bem...
Estás livre. Segue agora para uma vida intensa, porque os teus anos têm andado apressados. Já sabes o principal, que a beleza de tua mente não está em sua virgindade.
Posso ir contigo?
Dessa vez não.
Obrigada assim mesmo.
Esse texto foi desenvolvido a partir do texto original 'Deflorando mentes' de 2008 do mesmo autor.
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domingo, 28 de outubro de 2012
Coisas que as mulheres nem imaginam que achamos sexy.
Texto muito muito legal. O original está em http://www.casalsemvergonha.com.br/2011/07/01/46-coisas-que-as-mulheres-nem-imaginam-que-achamos-sexy/
Abaixo temos uma versão baseada no original:
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Abaixo temos uma versão baseada no original:
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1. Rabo de cavalo com fios soltos.
Eu pensei em um coque, com palitos atravessados e com fios fugitivos. Aliás, ambos arranjos têm em comum despirem o pescoço e o deixarem deliciosamente nu.
Eu pensei em um coque, com palitos atravessados e com fios fugitivos. Aliás, ambos arranjos têm em comum despirem o pescoço e o deixarem deliciosamente nu.
2. Ela usando minha camisa e mais nada.
O 'mais nada' vem por conta de que eu sei em que circunstâncias ela vestiu aquela camisa, até porque não dá prá ver, mas só para imaginar o que ela tem ou não tem embaixo da camisa...
O 'mais nada' vem por conta de que eu sei em que circunstâncias ela vestiu aquela camisa, até porque não dá prá ver, mas só para imaginar o que ela tem ou não tem embaixo da camisa...
3. Barulho do salto alto.
Tem que ser à noite, chegando... Partindo já dá saudade.
Tem que ser à noite, chegando... Partindo já dá saudade.
4. Sardinhas no rosto.
Um estilo de pintura, dentre muitos outros possíveis, na mais bela tela que existe, o rosto feminino.
Um estilo de pintura, dentre muitos outros possíveis, na mais bela tela que existe, o rosto feminino.
5. Quando elas conduzem o sexo.
É maravilhoso; mas, a menos que você esteja MUITO cansado (morto), não dá uma vontade irresistível de alternar a condução?
É maravilhoso; mas, a menos que você esteja MUITO cansado (morto), não dá uma vontade irresistível de alternar a condução?
6. A forma como ela ri.
Se for colocar os motivos em ordem de importância, fica assim: Quando ri para você, quando ri com você, e mesmo quando ri de você. Depois vêm todos os outros motivos.
Se for colocar os motivos em ordem de importância, fica assim: Quando ri para você, quando ri com você, e mesmo quando ri de você. Depois vêm todos os outros motivos.
7. Quando ela senta no nosso colo pra dar um beijo.
E após concedê-lo , no meio do gesto de ir-se, sente uma necessidade inapelável, volta dedicada e dá mais uns, caprichados.
E após concedê-lo , no meio do gesto de ir-se, sente uma necessidade inapelável, volta dedicada e dá mais uns, caprichados.
8. Um belo par de seios.
Logo se vê que nem tudo que é maravilhoso é 'ímpar'.
Em um livro de trekking para pequenos seres, consta: "Eles se erguem da ampla planície do colo e formam um belo e sufocante vale, que conduz à... outra planície. Se resolver escalá-los, no cume encontrarás um pira, em homenagem aos Deuses. Não a acenda, pequeno montanhista, porque ruidosos terremotos o jogarão ao céus e, ainda que não morra ao aterrisar nas macias planícies, pode ser que a esta altura, todo aquele mundo esteja assolado por tremores, e não terás onde se esconder, até que cessem".
Logo se vê que nem tudo que é maravilhoso é 'ímpar'.
Em um livro de trekking para pequenos seres, consta: "Eles se erguem da ampla planície do colo e formam um belo e sufocante vale, que conduz à... outra planície. Se resolver escalá-los, no cume encontrarás um pira, em homenagem aos Deuses. Não a acenda, pequeno montanhista, porque ruidosos terremotos o jogarão ao céus e, ainda que não morra ao aterrisar nas macias planícies, pode ser que a esta altura, todo aquele mundo esteja assolado por tremores, e não terás onde se esconder, até que cessem".
9. Quando elas, de vestido ou saia, se esticam pra pegar alguma coisa no alto.
Ou embaixo, ou se levantam, ou se sentam... enfim, de vestido ou saia fica bom até quando respiram. Xico Sá desenvolve... http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/10/31/nada-como-uma-mulher-de-vestido/
Ou embaixo, ou se levantam, ou se sentam... enfim, de vestido ou saia fica bom até quando respiram. Xico Sá desenvolve... http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/10/31/nada-como-uma-mulher-de-vestido/
10. O jeito como acordam de cabelo bagunçado e pijama velhinho.
11. Ela deitada de bruços só de calcinha.
Me fala um jeito que a mulher não fica bem quando estiver só de calcinha...
Me fala um jeito que a mulher não fica bem quando estiver só de calcinha...
12. Cabelo cheiroso.
'Tchê', e o pescoço?! não esquece do pescocin pelo amor de Deus! Pegue ele por trás, na nuca, e aí pode cheirar o cabelo à vontade.
'Tchê', e o pescoço?! não esquece do pescocin pelo amor de Deus! Pegue ele por trás, na nuca, e aí pode cheirar o cabelo à vontade.
13. A manha que elas fazem quando chega a hora de nos separarmos.
Uma doce meiguice.
Uma doce meiguice.
14. Ela mexendo no cabelo.
No dela, ou no meu.
No dela, ou no meu.
15. O jeito como andam descalças na ponta do pé quando o chão está frio.
Os diversos retesamentos causados pelo frio e os bons dias nos quais eles recebem e capitulam ante a invasão do calor rejuvenescedor.
Os diversos retesamentos causados pelo frio e os bons dias nos quais eles recebem e capitulam ante a invasão do calor rejuvenescedor.
16. Ela lambendo os dedos depois de comer uma coisa muito gostosa.
Afinal nem só de luxúria vivem os pecadores...
Afinal nem só de luxúria vivem os pecadores...
17. Inteligência.
Emocional, bem humorada, não do tipo erudita-formal, torna a mulher incrivelmente charmosa e sensual.
Emocional, bem humorada, não do tipo erudita-formal, torna a mulher incrivelmente charmosa e sensual.
18. Quando ela anda pela casa só de calcinha.
Eu não falei que só de calcinha é um look que não tem erro!?
Eu não falei que só de calcinha é um look que não tem erro!?
19. Pés bonitos.
20. A pose delas de fazer xixi, com as perninhas viradas pra dentro e com a calcinha abaixada.
A mulher no banheiro, delicadamente envergonhada da intimidade do teu olhar.
A mulher no banheiro, delicadamente envergonhada da intimidade do teu olhar.
21. Cabelo molhado.
Na rua, a qualquer momento do dia, indicando um banho tomado fora de hora.
Na rua, a qualquer momento do dia, indicando um banho tomado fora de hora.
22. O jeito dela de se preocupar com a gente.
23. Um decote bem utilizado.
Eu não julgaria mal um decote mais ousado e não acredito na existência de decote vulgar. Veja um espécime em http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2012/10/jennifer-aniston-deixa-parte-dos-seios-mostra-em-jantar-de-gala.html
Eu não julgaria mal um decote mais ousado e não acredito na existência de decote vulgar. Veja um espécime em http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2012/10/jennifer-aniston-deixa-parte-dos-seios-mostra-em-jantar-de-gala.html
24. Quando ela morde a pontinha do óculos.
A pontinha do lápis, o canudinho, um bombom, um morango ou, por falta de opção, o teu ombro!
A pontinha do lápis, o canudinho, um bombom, um morango ou, por falta de opção, o teu ombro!
25. Coque bagunçado.
26. A forma na qual o cabelo cai naturalmente no rosto e o jeito dela de tentar arrumar.
27. Ela tomando sorvete.
Muito explícito, não vou comentar... rs.
Muito explícito, não vou comentar... rs.
28. Quando ela fica com frio e usa nosso moletom.
29. Vestido comprido e pés descalços.
Pisando na areia ou na terra, molhada da chuva, dançando sem música e te olhando nos olhos.
Pisando na areia ou na terra, molhada da chuva, dançando sem música e te olhando nos olhos.
30. Ela passando do banheiro pro quarto só de calcinha pra se arrumar.
Sem nada e tranquilamente e, ao te ver observando, surpresa por só então perceber-se nua (muito bíblico isso...).
Sem nada e tranquilamente e, ao te ver observando, surpresa por só então perceber-se nua (muito bíblico isso...).
31. Covinha nas costas (vulgo “apoio pra dedão”).
Com uma calça de ginástica, com cós baixo.
Com uma calça de ginástica, com cós baixo.
32. O jeito de andar.
Com um ritmo e melodia, que todas as partes parecem formar uma banda que toca uma música só para você.
Com um ritmo e melodia, que todas as partes parecem formar uma banda que toca uma música só para você.
33. Jeans + blusinha branca.
Bom exemplo de como as mulheres às vezes subestimam o forte poder e apelo sedutor de visuais básicos.
Bom exemplo de como as mulheres às vezes subestimam o forte poder e apelo sedutor de visuais básicos.
34. Tatuagem (principalmente as que só dão pra ver uma parte e deixam todo mundo curioso pra ver o final).
Sei lá, acho que a tatuagem não precisa provocar a curiosidade sexual. Acho que as marcas na pele feminina, lhes dão uma realidade importante, que equilibra o arrebatamento etéreo, sanguíneo e onírico que a beleza nos causa e nos resgata desses desencarnes fugidios que nos acometem a sua nudez.
Sei lá, acho que a tatuagem não precisa provocar a curiosidade sexual. Acho que as marcas na pele feminina, lhes dão uma realidade importante, que equilibra o arrebatamento etéreo, sanguíneo e onírico que a beleza nos causa e nos resgata desses desencarnes fugidios que nos acometem a sua nudez.
35. Um pouco de gordurinha pra ter onde pegar.
Existe uma linha mágica, chamada Tesão, que divide o corpo ideal do corpo real. Depois dela, preocupar-se com os detalhes é perder o Todo. Ultrapassada a linha, que é o que deve ter acontecido se você está pegando em algum lugar (só pegue se tiver realmente vontade), é na pessoa real e não na modelo da revista que sua cabeça vai/deve estar.
Existe uma linha mágica, chamada Tesão, que divide o corpo ideal do corpo real. Depois dela, preocupar-se com os detalhes é perder o Todo. Ultrapassada a linha, que é o que deve ter acontecido se você está pegando em algum lugar (só pegue se tiver realmente vontade), é na pessoa real e não na modelo da revista que sua cabeça vai/deve estar.
36. Atitude.
Quando o que os outros esperam de você já não conta tanto. Quando você já aceita o que os outros pensam de você. Quando você mesmo pára de se cobrar para ser o que acha que deveria ser e se aceita do jeito que é, e curte isso. Essa atitude fica cada vez mais entranhada em você e isso é de matar de tão bom...
Quando o que os outros esperam de você já não conta tanto. Quando você já aceita o que os outros pensam de você. Quando você mesmo pára de se cobrar para ser o que acha que deveria ser e se aceita do jeito que é, e curte isso. Essa atitude fica cada vez mais entranhada em você e isso é de matar de tão bom...
37. Quando arranham sem machucar.
Isso me fez pensar num hipotético filme Tropa de Elite 3. No treinamento, em vez de rolar na lama e sambar no arame farpado, uma mulher seduz, pega e arranha o aspirante. Se ele não resistir a pressão, ele pede prá sair. Meio sem sentido. Traduzindo: Dá prá segurar uma machucadinha pelo momento, ou não?!
Isso me fez pensar num hipotético filme Tropa de Elite 3. No treinamento, em vez de rolar na lama e sambar no arame farpado, uma mulher seduz, pega e arranha o aspirante. Se ele não resistir a pressão, ele pede prá sair. Meio sem sentido. Traduzindo: Dá prá segurar uma machucadinha pelo momento, ou não?!
38. O rosto dela visto de cima quando dorme no nosso peito.
Aninhado, tranquilo, com respiração pausada, revelando um leve sonho e, se for o seu dia de sorte, vai ver escapar - daquele mundo de lá para esse de cá - um pequeno sorriso maroto e feliz, com traços de cumplicidade e retrogosto de carinho e proteção.
Aninhado, tranquilo, com respiração pausada, revelando um leve sonho e, se for o seu dia de sorte, vai ver escapar - daquele mundo de lá para esse de cá - um pequeno sorriso maroto e feliz, com traços de cumplicidade e retrogosto de carinho e proteção.
39. Quando ela acorda de calcinha e se espreguiça gostosamente.
E você teve o tempo e o bom-senso para ficar apreciando ela dormindo para poder coroar o deleite nesse exato momento.
E você teve o tempo e o bom-senso para ficar apreciando ela dormindo para poder coroar o deleite nesse exato momento.
40. Blusa que deixa um ombro de fora.
E o ombro leva ao trapézio, e do trapézio ao pescoço, e - fechando os olhos - do pescoço cheiroso... aonde mais você quiser ir.
E o ombro leva ao trapézio, e do trapézio ao pescoço, e - fechando os olhos - do pescoço cheiroso... aonde mais você quiser ir.
41. Ela totalmente depilada.
É verdade; mas o Xico Sá também tem certa razão: http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/09/03/manifesto-por-uma-politica-pubiana-responsavel/
É verdade; mas o Xico Sá também tem certa razão: http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/09/03/manifesto-por-uma-politica-pubiana-responsavel/
42. Blusa sem sutiã.
Prática em desuso hoje em dia, o que é um dos motivos da minha descrença no princípio jurídico da proibição do retrocesso dos avanços civilizatórios. Sem sutiã, ou com os modelos mais delicados, a forma dos seios se revela, e neles livre o movimento, e eles dançam. E a dança...
"É concentração, num momento,
da humana graça natural
...
A dança-não vento nos ramos,
seiva, força, perene estar,
um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão,
libertar-se por todo lado"
(Carlos Drummond de Andrade).
Prática em desuso hoje em dia, o que é um dos motivos da minha descrença no princípio jurídico da proibição do retrocesso dos avanços civilizatórios. Sem sutiã, ou com os modelos mais delicados, a forma dos seios se revela, e neles livre o movimento, e eles dançam. E a dança...
"É concentração, num momento,
da humana graça natural
...
A dança-não vento nos ramos,
seiva, força, perene estar,
um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão,
libertar-se por todo lado"
(Carlos Drummond de Andrade).
43. O cheiro delicioso que deixam na casa depois do banho.
É que a água levou os outros cheiros que nela se infiltraram e acordou os próprios cheiros dela, que agora circulam livremente, como crianças a brincar na rua.
É que a água levou os outros cheiros que nela se infiltraram e acordou os próprios cheiros dela, que agora circulam livremente, como crianças a brincar na rua.
44. Quando elas não usam maquiagem.
E ainda assim continuam tão lindas, às vezes mais lindas ainda.
E ainda assim continuam tão lindas, às vezes mais lindas ainda.
45. Ossinho saliente na cintura.
Faz saltar, da evidência da sexualidade, que aquele corpo é forte e frágil ao mesmo tempo.
Faz saltar, da evidência da sexualidade, que aquele corpo é forte e frágil ao mesmo tempo.
46. Sentir todo o corpo dela quando dormimos de conchinha.
Uma das mais altas expressões da simetria dos opostos feminino e masculino, realidade viva e energética da qual deve ter nascido o símbolo do Yin e Yang e todas as demais complementaridades harmônicas.
Uma das mais altas expressões da simetria dos opostos feminino e masculino, realidade viva e energética da qual deve ter nascido o símbolo do Yin e Yang e todas as demais complementaridades harmônicas.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Cada vez mais...
Cada vez mais prefiro,
Ser a Ter,
Ser a Saber,
Ser a Fazer,
E o tirano em mim, cada vez menos me obriga a,
Manter-me numa distância segura dos outros,
Dis(trair)-me de mim,
Usar o controle remoto do 'Click',
Mas ainda me assola,
Prometer,
Pertencer,
Amar,
E me amola,
Desejar,
Lutar,
Fracassar,
E me amola ainda mais,
Fingir não ser, do que fingir ser,
Deixar de pagar ao bem, do que deixar de pagar ao mal,
Errar por omissão, do que errar por ação,
E me define,
Andar por aí como se buscasse,
Mesmo sendo sem graça alcançar miragens,
Pois o bom mesmo é encontrar-se,
Con1sigo novo e belo,
Que só se revela,
Quando o outro deixa de ser o Outro,
E o eu-exilado é recebido com alegria de volta ao Lar.
Ser a Ter,
Ser a Saber,
Ser a Fazer,
E o tirano em mim, cada vez menos me obriga a,
Manter-me numa distância segura dos outros,
Dis(trair)-me de mim,
Usar o controle remoto do 'Click',
Mas ainda me assola,
Prometer,
Pertencer,
Amar,
E me amola,
Desejar,
Lutar,
Fracassar,
E me amola ainda mais,
Fingir não ser, do que fingir ser,
Deixar de pagar ao bem, do que deixar de pagar ao mal,
Errar por omissão, do que errar por ação,
E me define,
Andar por aí como se buscasse,
Mesmo sendo sem graça alcançar miragens,
Pois o bom mesmo é encontrar-se,
Con1sigo novo e belo,
Que só se revela,
Quando o outro deixa de ser o Outro,
E o eu-exilado é recebido com alegria de volta ao Lar.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Entrevista com uma baita de uma pessoa (Eliane Brum):
Primeira parte: Aqui, dentre outras coisas,você descobre que escutar de verdade é uma postura pessoal que lhe enriquece se transcende o utilitarismo nas suas atividades profissionais; http://www.youtube.com/watch?v=rln0WqI6tI8&feature=relmfu
Segunda parte: Aqui, dentre outras coisas, você aprende que contar a verdade, se for uma única verdade dentre as tantas verdades que a circundam, equivale, embora não seja, a uma mentira ; http://www.youtube.com/watch?v=26shR0oQ2Is&feature=relmfu
Terceira parte: Aqui, dentre outras coisas, você pode ver ou rever o fato de que 'grandes' pessoas não só admitem seus erros, como gostam e precisam muito dessa atitude; http://www.youtube.com/watch?v=DBenfWmTTu8&feature=relmfu
Quarta parte: Aqui, dentre outras coisas, aprendemos que as pessoas com as quais nos relacionamos são mais importantes do que objetivamos delas por obra de nossa profissão; http://www.youtube.com/watch?v=Q5Pi35pB0ds&feature=relmfu
Quinta parte: Aqui, dentre outras coisas, ficamos sabendo de uma galinha de verdade que foi flagrada em atitude suspeita e presa pela polícia; http://www.youtube.com/watch?v=XZISVP78NoI&feature=relmfu
Sexta parte: Aqui, dentre outras coisas: suas histórias provocam os nossos próprios constrangimentos, ela, como escritora, dá a mão ao leitor, mas para passar em lugares estranhos e difíceis; http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=DIf2X6oq8EM
Enfim, espero que gostem.
PS. Se o link não funcionar, copiem e colem no navegador.
Primeira parte: Aqui, dentre outras coisas,você descobre que escutar de verdade é uma postura pessoal que lhe enriquece se transcende o utilitarismo nas suas atividades profissionais; http://www.youtube.com/watch?v=rln0WqI6tI8&feature=relmfu
Segunda parte: Aqui, dentre outras coisas, você aprende que contar a verdade, se for uma única verdade dentre as tantas verdades que a circundam, equivale, embora não seja, a uma mentira ; http://www.youtube.com/watch?v=26shR0oQ2Is&feature=relmfu
Terceira parte: Aqui, dentre outras coisas, você pode ver ou rever o fato de que 'grandes' pessoas não só admitem seus erros, como gostam e precisam muito dessa atitude; http://www.youtube.com/watch?v=DBenfWmTTu8&feature=relmfu
Quarta parte: Aqui, dentre outras coisas, aprendemos que as pessoas com as quais nos relacionamos são mais importantes do que objetivamos delas por obra de nossa profissão; http://www.youtube.com/watch?v=Q5Pi35pB0ds&feature=relmfu
Quinta parte: Aqui, dentre outras coisas, ficamos sabendo de uma galinha de verdade que foi flagrada em atitude suspeita e presa pela polícia; http://www.youtube.com/watch?v=XZISVP78NoI&feature=relmfu
Sexta parte: Aqui, dentre outras coisas: suas histórias provocam os nossos próprios constrangimentos, ela, como escritora, dá a mão ao leitor, mas para passar em lugares estranhos e difíceis; http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=DIf2X6oq8EM
Enfim, espero que gostem.
PS. Se o link não funcionar, copiem e colem no navegador.
domingo, 6 de março de 2011
Sobre a crítica, assemelhados, e a arte de pisar na grama sem machucá-la.
"Pise suavemente, pois você está pisando nos meus sonhos"
(poema he wishes for the clouths of heaven - W. H. Yeats)
(poema he wishes for the clouths of heaven - W. H. Yeats)
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