O vovô está muito parado hoje.
Está olhando pela janela desde manhã.
Eu olhei também, mas não consegui ver o que ele vê.
Às vezes ele sorri sem tirar os olhos de lá.
Aí eu olho de novo... mas nada.
Perguntei à mamãe e ela disse que é para eu ir cuidar de coisas de crianças.
E deixar as coisas de velho prá lá.
Por mais chato que seja olhar para o Jeb parado lá a manhã toda,
Quando ele sorri, parece que alguém está puxando e abrindo as cortinas para um belo espetáculo começar.
O que não faria sentido seria sorrir assim ao final do espetáculo.
Eu odeio a minha vida.
A voz doce da minha mãe me enjoa como um melaço tomado no bico da garrafa.
O olhar cuidadoso de meu pai me cerca e me oprime.
Eis que um dia conheço o amor.
A lua reflete-se na água, a água ondula com o vento e o vento brinca com teu vestido.
Tu diz-me 'Vem' e é como se o tempo também fosse contigo, lento, lentíssimo.
E de repente,
Tudo acelerado. Rodopiam. Gritam. Se esfregam. Cospem. Chafurdam.
E eu com eles. Eu sou eles. Não busco mais nada. Tampouco fujo. Fico ao vento.
E o vento me assopra. Mas persisto altivo. Me bajula, persisto. Me vira o rosto, me rio.
E eis que desiste. E por um instante sinto o sol arder em meu rosto, antes que a noite fria, acelerada, me abrace, dizendo-me que ela, e só ela, será minha companheira até o fim.
Sinto saudades. Sinto tristeza. Sinto culpa. Por isso não sinto mais nada.
Apenas um leve incômodo em meus cotovelos há tanto tempo apoiados no parapeito da janela.
E lembranças que me assaltam furtivas, brincalhonas, saudosas de mim.
E meu neto a me olhar, curioso, como se quisesse adivinhar o que vejo.
Ora o que vejo...
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
domingo, 20 de janeiro de 2013
Deflorando mentes.
Eu sei quem você é.
Nós mal nos conhecemos.
Eu sou boa em adivinhação, intuição e em juntar peças desconexas quaisquer sobre a vida dos homens em geral. Mais alguns minutos de conversa e perguntas e eu poderei traçar um perfil completo de você.
Interessante... mas eu prefiro deflorar-te!
O que você está falando, seu canalha vulgar? Eu vou embora!
Fique aqui (ele a segura pelo braço), eu só posso e só vou deflorar a tua mente.
(silêncio e suspense angustiantes)
Eu não suporto o silêncio.
Ele é necessário. E agora que se acaba, vejo que em teu caso ele será quebrado de modo particularmente doloroso.
Estou ouvindo... (olhar desafiador)
Deflorar é tirar a flor. As pessoas comuns acham que trata-se de tirar a virgindade, romper o hímen. Mas como sabes, esta flor não te posso tirar novamente. Eu falo em deflorar a parte mais bela e intocada de tua mente: como julgas o mundo, e por reflexo, o que pensas de ti mesma.
(tristeza)
Aqui na rua? As pessoas estão olhando. Não faça isso, por favor.
É uma violência necessária a tua vida, pois estás a desperdiçando vergonhosamente, não preciso de tua autorização. Além disso, não te preocupes, eu já tive a minha vez, e por isso posso fazer isso por ti.
Levanta a saia dos teus preconceitos.
(ela, relutante, levanta)
Desabotoa a blusa de teus auto-enganos.
(seus dedos tocam os botões e hesitam; ele a ajuda)
Tira o sutiã de tuas ideologias.
Não (,) pára, eu não suporto mais isso. Tem que ser assim?
Tem que ser assim.
Baixa a calcinha de teus moralismos.
Eu não quero mais ouvir isso!
(se debate)
Estou quase acabando...
(Ela chora, enquanto as suas decisões anteriores, tão parecidas umas com as outras, alinham-se para uma última fotografia de despedida que faz sua mente latejar)
O que você fez comigo?
Perceba.
(ela primeiro desvia o olhar, mas quando olha, mal se reconhece.)
Que é essa doce e intensa presença?
Acabamos. Veja como você está linda. Melhor, veja como VOCÊ É LINDA, PERFEITA!
(ela respira profunda)
Como te sentes sem a castidade mental com a qual impedias a ti própria o gozo dos teus infinitos, especiais e únicos potenciais?
Estranha, como se estivesse nua, mas não é ruim como eu imaginava. Estou bem...
Estás livre. Segue agora para uma vida intensa, porque os teus anos têm andado apressados. Já sabes o principal, que a beleza de tua mente não está em sua virgindade.
Posso ir contigo?
Dessa vez não.
Obrigada assim mesmo.
Esse texto foi desenvolvido a partir do texto original 'Deflorando mentes' de 2008 do mesmo autor.
Nós mal nos conhecemos.
Eu sou boa em adivinhação, intuição e em juntar peças desconexas quaisquer sobre a vida dos homens em geral. Mais alguns minutos de conversa e perguntas e eu poderei traçar um perfil completo de você.
Interessante... mas eu prefiro deflorar-te!
O que você está falando, seu canalha vulgar? Eu vou embora!
Fique aqui (ele a segura pelo braço), eu só posso e só vou deflorar a tua mente.
(silêncio e suspense angustiantes)
Eu não suporto o silêncio.
Ele é necessário. E agora que se acaba, vejo que em teu caso ele será quebrado de modo particularmente doloroso.
Estou ouvindo... (olhar desafiador)
Deflorar é tirar a flor. As pessoas comuns acham que trata-se de tirar a virgindade, romper o hímen. Mas como sabes, esta flor não te posso tirar novamente. Eu falo em deflorar a parte mais bela e intocada de tua mente: como julgas o mundo, e por reflexo, o que pensas de ti mesma.
(tristeza)
Aqui na rua? As pessoas estão olhando. Não faça isso, por favor.
É uma violência necessária a tua vida, pois estás a desperdiçando vergonhosamente, não preciso de tua autorização. Além disso, não te preocupes, eu já tive a minha vez, e por isso posso fazer isso por ti.
Levanta a saia dos teus preconceitos.
(ela, relutante, levanta)
Desabotoa a blusa de teus auto-enganos.
(seus dedos tocam os botões e hesitam; ele a ajuda)
Tira o sutiã de tuas ideologias.
Não (,) pára, eu não suporto mais isso. Tem que ser assim?
Tem que ser assim.
Baixa a calcinha de teus moralismos.
Eu não quero mais ouvir isso!
(se debate)
Estou quase acabando...
(Ela chora, enquanto as suas decisões anteriores, tão parecidas umas com as outras, alinham-se para uma última fotografia de despedida que faz sua mente latejar)
O que você fez comigo?
Perceba.
(ela primeiro desvia o olhar, mas quando olha, mal se reconhece.)
Que é essa doce e intensa presença?
Acabamos. Veja como você está linda. Melhor, veja como VOCÊ É LINDA, PERFEITA!
(ela respira profunda)
Como te sentes sem a castidade mental com a qual impedias a ti própria o gozo dos teus infinitos, especiais e únicos potenciais?
Estranha, como se estivesse nua, mas não é ruim como eu imaginava. Estou bem...
Estás livre. Segue agora para uma vida intensa, porque os teus anos têm andado apressados. Já sabes o principal, que a beleza de tua mente não está em sua virgindade.
Posso ir contigo?
Dessa vez não.
Obrigada assim mesmo.
Esse texto foi desenvolvido a partir do texto original 'Deflorando mentes' de 2008 do mesmo autor.
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sábado, 10 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
Coisas que as mulheres nem imaginam que achamos sexy.
Texto muito muito legal. O original está em http://www.casalsemvergonha.com.br/2011/07/01/46-coisas-que-as-mulheres-nem-imaginam-que-achamos-sexy/
Abaixo temos uma versão baseada no original:
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Abaixo temos uma versão baseada no original:
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1. Rabo de cavalo com fios soltos.
Eu pensei em um coque, com palitos atravessados e com fios fugitivos. Aliás, ambos arranjos têm em comum despirem o pescoço e o deixarem deliciosamente nu.
Eu pensei em um coque, com palitos atravessados e com fios fugitivos. Aliás, ambos arranjos têm em comum despirem o pescoço e o deixarem deliciosamente nu.
2. Ela usando minha camisa e mais nada.
O 'mais nada' vem por conta de que eu sei em que circunstâncias ela vestiu aquela camisa, até porque não dá prá ver, mas só para imaginar o que ela tem ou não tem embaixo da camisa...
O 'mais nada' vem por conta de que eu sei em que circunstâncias ela vestiu aquela camisa, até porque não dá prá ver, mas só para imaginar o que ela tem ou não tem embaixo da camisa...
3. Barulho do salto alto.
Tem que ser à noite, chegando... Partindo já dá saudade.
Tem que ser à noite, chegando... Partindo já dá saudade.
4. Sardinhas no rosto.
Um estilo de pintura, dentre muitos outros possíveis, na mais bela tela que existe, o rosto feminino.
Um estilo de pintura, dentre muitos outros possíveis, na mais bela tela que existe, o rosto feminino.
5. Quando elas conduzem o sexo.
É maravilhoso; mas, a menos que você esteja MUITO cansado (morto), não dá uma vontade irresistível de alternar a condução?
É maravilhoso; mas, a menos que você esteja MUITO cansado (morto), não dá uma vontade irresistível de alternar a condução?
6. A forma como ela ri.
Se for colocar os motivos em ordem de importância, fica assim: Quando ri para você, quando ri com você, e mesmo quando ri de você. Depois vêm todos os outros motivos.
Se for colocar os motivos em ordem de importância, fica assim: Quando ri para você, quando ri com você, e mesmo quando ri de você. Depois vêm todos os outros motivos.
7. Quando ela senta no nosso colo pra dar um beijo.
E após concedê-lo , no meio do gesto de ir-se, sente uma necessidade inapelável, volta dedicada e dá mais uns, caprichados.
E após concedê-lo , no meio do gesto de ir-se, sente uma necessidade inapelável, volta dedicada e dá mais uns, caprichados.
8. Um belo par de seios.
Logo se vê que nem tudo que é maravilhoso é 'ímpar'.
Em um livro de trekking para pequenos seres, consta: "Eles se erguem da ampla planície do colo e formam um belo e sufocante vale, que conduz à... outra planície. Se resolver escalá-los, no cume encontrarás um pira, em homenagem aos Deuses. Não a acenda, pequeno montanhista, porque ruidosos terremotos o jogarão ao céus e, ainda que não morra ao aterrisar nas macias planícies, pode ser que a esta altura, todo aquele mundo esteja assolado por tremores, e não terás onde se esconder, até que cessem".
Logo se vê que nem tudo que é maravilhoso é 'ímpar'.
Em um livro de trekking para pequenos seres, consta: "Eles se erguem da ampla planície do colo e formam um belo e sufocante vale, que conduz à... outra planície. Se resolver escalá-los, no cume encontrarás um pira, em homenagem aos Deuses. Não a acenda, pequeno montanhista, porque ruidosos terremotos o jogarão ao céus e, ainda que não morra ao aterrisar nas macias planícies, pode ser que a esta altura, todo aquele mundo esteja assolado por tremores, e não terás onde se esconder, até que cessem".
9. Quando elas, de vestido ou saia, se esticam pra pegar alguma coisa no alto.
Ou embaixo, ou se levantam, ou se sentam... enfim, de vestido ou saia fica bom até quando respiram. Xico Sá desenvolve... http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/10/31/nada-como-uma-mulher-de-vestido/
Ou embaixo, ou se levantam, ou se sentam... enfim, de vestido ou saia fica bom até quando respiram. Xico Sá desenvolve... http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/10/31/nada-como-uma-mulher-de-vestido/
10. O jeito como acordam de cabelo bagunçado e pijama velhinho.
11. Ela deitada de bruços só de calcinha.
Me fala um jeito que a mulher não fica bem quando estiver só de calcinha...
Me fala um jeito que a mulher não fica bem quando estiver só de calcinha...
12. Cabelo cheiroso.
'Tchê', e o pescoço?! não esquece do pescocin pelo amor de Deus! Pegue ele por trás, na nuca, e aí pode cheirar o cabelo à vontade.
'Tchê', e o pescoço?! não esquece do pescocin pelo amor de Deus! Pegue ele por trás, na nuca, e aí pode cheirar o cabelo à vontade.
13. A manha que elas fazem quando chega a hora de nos separarmos.
Uma doce meiguice.
Uma doce meiguice.
14. Ela mexendo no cabelo.
No dela, ou no meu.
No dela, ou no meu.
15. O jeito como andam descalças na ponta do pé quando o chão está frio.
Os diversos retesamentos causados pelo frio e os bons dias nos quais eles recebem e capitulam ante a invasão do calor rejuvenescedor.
Os diversos retesamentos causados pelo frio e os bons dias nos quais eles recebem e capitulam ante a invasão do calor rejuvenescedor.
16. Ela lambendo os dedos depois de comer uma coisa muito gostosa.
Afinal nem só de luxúria vivem os pecadores...
Afinal nem só de luxúria vivem os pecadores...
17. Inteligência.
Emocional, bem humorada, não do tipo erudita-formal, torna a mulher incrivelmente charmosa e sensual.
Emocional, bem humorada, não do tipo erudita-formal, torna a mulher incrivelmente charmosa e sensual.
18. Quando ela anda pela casa só de calcinha.
Eu não falei que só de calcinha é um look que não tem erro!?
Eu não falei que só de calcinha é um look que não tem erro!?
19. Pés bonitos.
20. A pose delas de fazer xixi, com as perninhas viradas pra dentro e com a calcinha abaixada.
A mulher no banheiro, delicadamente envergonhada da intimidade do teu olhar.
A mulher no banheiro, delicadamente envergonhada da intimidade do teu olhar.
21. Cabelo molhado.
Na rua, a qualquer momento do dia, indicando um banho tomado fora de hora.
Na rua, a qualquer momento do dia, indicando um banho tomado fora de hora.
22. O jeito dela de se preocupar com a gente.
23. Um decote bem utilizado.
Eu não julgaria mal um decote mais ousado e não acredito na existência de decote vulgar. Veja um espécime em http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2012/10/jennifer-aniston-deixa-parte-dos-seios-mostra-em-jantar-de-gala.html
Eu não julgaria mal um decote mais ousado e não acredito na existência de decote vulgar. Veja um espécime em http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2012/10/jennifer-aniston-deixa-parte-dos-seios-mostra-em-jantar-de-gala.html
24. Quando ela morde a pontinha do óculos.
A pontinha do lápis, o canudinho, um bombom, um morango ou, por falta de opção, o teu ombro!
A pontinha do lápis, o canudinho, um bombom, um morango ou, por falta de opção, o teu ombro!
25. Coque bagunçado.
26. A forma na qual o cabelo cai naturalmente no rosto e o jeito dela de tentar arrumar.
27. Ela tomando sorvete.
Muito explícito, não vou comentar... rs.
Muito explícito, não vou comentar... rs.
28. Quando ela fica com frio e usa nosso moletom.
29. Vestido comprido e pés descalços.
Pisando na areia ou na terra, molhada da chuva, dançando sem música e te olhando nos olhos.
Pisando na areia ou na terra, molhada da chuva, dançando sem música e te olhando nos olhos.
30. Ela passando do banheiro pro quarto só de calcinha pra se arrumar.
Sem nada e tranquilamente e, ao te ver observando, surpresa por só então perceber-se nua (muito bíblico isso...).
Sem nada e tranquilamente e, ao te ver observando, surpresa por só então perceber-se nua (muito bíblico isso...).
31. Covinha nas costas (vulgo “apoio pra dedão”).
Com uma calça de ginástica, com cós baixo.
Com uma calça de ginástica, com cós baixo.
32. O jeito de andar.
Com um ritmo e melodia, que todas as partes parecem formar uma banda que toca uma música só para você.
Com um ritmo e melodia, que todas as partes parecem formar uma banda que toca uma música só para você.
33. Jeans + blusinha branca.
Bom exemplo de como as mulheres às vezes subestimam o forte poder e apelo sedutor de visuais básicos.
Bom exemplo de como as mulheres às vezes subestimam o forte poder e apelo sedutor de visuais básicos.
34. Tatuagem (principalmente as que só dão pra ver uma parte e deixam todo mundo curioso pra ver o final).
Sei lá, acho que a tatuagem não precisa provocar a curiosidade sexual. Acho que as marcas na pele feminina, lhes dão uma realidade importante, que equilibra o arrebatamento etéreo, sanguíneo e onírico que a beleza nos causa e nos resgata desses desencarnes fugidios que nos acometem a sua nudez.
Sei lá, acho que a tatuagem não precisa provocar a curiosidade sexual. Acho que as marcas na pele feminina, lhes dão uma realidade importante, que equilibra o arrebatamento etéreo, sanguíneo e onírico que a beleza nos causa e nos resgata desses desencarnes fugidios que nos acometem a sua nudez.
35. Um pouco de gordurinha pra ter onde pegar.
Existe uma linha mágica, chamada Tesão, que divide o corpo ideal do corpo real. Depois dela, preocupar-se com os detalhes é perder o Todo. Ultrapassada a linha, que é o que deve ter acontecido se você está pegando em algum lugar (só pegue se tiver realmente vontade), é na pessoa real e não na modelo da revista que sua cabeça vai/deve estar.
Existe uma linha mágica, chamada Tesão, que divide o corpo ideal do corpo real. Depois dela, preocupar-se com os detalhes é perder o Todo. Ultrapassada a linha, que é o que deve ter acontecido se você está pegando em algum lugar (só pegue se tiver realmente vontade), é na pessoa real e não na modelo da revista que sua cabeça vai/deve estar.
36. Atitude.
Quando o que os outros esperam de você já não conta tanto. Quando você já aceita o que os outros pensam de você. Quando você mesmo pára de se cobrar para ser o que acha que deveria ser e se aceita do jeito que é, e curte isso. Essa atitude fica cada vez mais entranhada em você e isso é de matar de tão bom...
Quando o que os outros esperam de você já não conta tanto. Quando você já aceita o que os outros pensam de você. Quando você mesmo pára de se cobrar para ser o que acha que deveria ser e se aceita do jeito que é, e curte isso. Essa atitude fica cada vez mais entranhada em você e isso é de matar de tão bom...
37. Quando arranham sem machucar.
Isso me fez pensar num hipotético filme Tropa de Elite 3. No treinamento, em vez de rolar na lama e sambar no arame farpado, uma mulher seduz, pega e arranha o aspirante. Se ele não resistir a pressão, ele pede prá sair. Meio sem sentido. Traduzindo: Dá prá segurar uma machucadinha pelo momento, ou não?!
Isso me fez pensar num hipotético filme Tropa de Elite 3. No treinamento, em vez de rolar na lama e sambar no arame farpado, uma mulher seduz, pega e arranha o aspirante. Se ele não resistir a pressão, ele pede prá sair. Meio sem sentido. Traduzindo: Dá prá segurar uma machucadinha pelo momento, ou não?!
38. O rosto dela visto de cima quando dorme no nosso peito.
Aninhado, tranquilo, com respiração pausada, revelando um leve sonho e, se for o seu dia de sorte, vai ver escapar - daquele mundo de lá para esse de cá - um pequeno sorriso maroto e feliz, com traços de cumplicidade e retrogosto de carinho e proteção.
Aninhado, tranquilo, com respiração pausada, revelando um leve sonho e, se for o seu dia de sorte, vai ver escapar - daquele mundo de lá para esse de cá - um pequeno sorriso maroto e feliz, com traços de cumplicidade e retrogosto de carinho e proteção.
39. Quando ela acorda de calcinha e se espreguiça gostosamente.
E você teve o tempo e o bom-senso para ficar apreciando ela dormindo para poder coroar o deleite nesse exato momento.
E você teve o tempo e o bom-senso para ficar apreciando ela dormindo para poder coroar o deleite nesse exato momento.
40. Blusa que deixa um ombro de fora.
E o ombro leva ao trapézio, e do trapézio ao pescoço, e - fechando os olhos - do pescoço cheiroso... aonde mais você quiser ir.
E o ombro leva ao trapézio, e do trapézio ao pescoço, e - fechando os olhos - do pescoço cheiroso... aonde mais você quiser ir.
41. Ela totalmente depilada.
É verdade; mas o Xico Sá também tem certa razão: http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/09/03/manifesto-por-uma-politica-pubiana-responsavel/
É verdade; mas o Xico Sá também tem certa razão: http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/09/03/manifesto-por-uma-politica-pubiana-responsavel/
42. Blusa sem sutiã.
Prática em desuso hoje em dia, o que é um dos motivos da minha descrença no princípio jurídico da proibição do retrocesso dos avanços civilizatórios. Sem sutiã, ou com os modelos mais delicados, a forma dos seios se revela, e neles livre o movimento, e eles dançam. E a dança...
"É concentração, num momento,
da humana graça natural
...
A dança-não vento nos ramos,
seiva, força, perene estar,
um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão,
libertar-se por todo lado"
(Carlos Drummond de Andrade).
Prática em desuso hoje em dia, o que é um dos motivos da minha descrença no princípio jurídico da proibição do retrocesso dos avanços civilizatórios. Sem sutiã, ou com os modelos mais delicados, a forma dos seios se revela, e neles livre o movimento, e eles dançam. E a dança...
"É concentração, num momento,
da humana graça natural
...
A dança-não vento nos ramos,
seiva, força, perene estar,
um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão,
libertar-se por todo lado"
(Carlos Drummond de Andrade).
43. O cheiro delicioso que deixam na casa depois do banho.
É que a água levou os outros cheiros que nela se infiltraram e acordou os próprios cheiros dela, que agora circulam livremente, como crianças a brincar na rua.
É que a água levou os outros cheiros que nela se infiltraram e acordou os próprios cheiros dela, que agora circulam livremente, como crianças a brincar na rua.
44. Quando elas não usam maquiagem.
E ainda assim continuam tão lindas, às vezes mais lindas ainda.
E ainda assim continuam tão lindas, às vezes mais lindas ainda.
45. Ossinho saliente na cintura.
Faz saltar, da evidência da sexualidade, que aquele corpo é forte e frágil ao mesmo tempo.
Faz saltar, da evidência da sexualidade, que aquele corpo é forte e frágil ao mesmo tempo.
46. Sentir todo o corpo dela quando dormimos de conchinha.
Uma das mais altas expressões da simetria dos opostos feminino e masculino, realidade viva e energética da qual deve ter nascido o símbolo do Yin e Yang e todas as demais complementaridades harmônicas.
Uma das mais altas expressões da simetria dos opostos feminino e masculino, realidade viva e energética da qual deve ter nascido o símbolo do Yin e Yang e todas as demais complementaridades harmônicas.
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Fogo precisa de ar.
Texto de NATHALIA ZIEMKIEWICZ em Sexpedia: http://colunas.revistaepoca.globo.com/sexpedia/2012/09/06/fogo-precisa-de-ar-ou-por-que-voces-nao-transam-mais/
Abaixo, trecho selecionado:
“Fogo precisa de ar”. Ouvi essa frase em 2009, durante uma entrevista com a terapeuta sexual Esther Perel. Nunca mais esqueci. Ela afirma que intimidade não garante sexo de qualidade. E que desejo precisa de espaço, um certo distanciamento. Algo difícil de praticar na vida doméstica, com o excesso de convivência entre marido e mulher. No livro “Sexo no Cativeiro” (Editora Objetiva), leitura muito útil para quem quer entender como a relação esfriou, Esther compara casamento a confinamento. Mostra como a proximidade aumenta a parceria do casal, mas pode apagar o tesão. Por um lado, queremos a segurança e a estabilidade. Por outro, queremos mistério e imprevisibilidade."
Abaixo, trecho selecionado:
“Fogo precisa de ar”. Ouvi essa frase em 2009, durante uma entrevista com a terapeuta sexual Esther Perel. Nunca mais esqueci. Ela afirma que intimidade não garante sexo de qualidade. E que desejo precisa de espaço, um certo distanciamento. Algo difícil de praticar na vida doméstica, com o excesso de convivência entre marido e mulher. No livro “Sexo no Cativeiro” (Editora Objetiva), leitura muito útil para quem quer entender como a relação esfriou, Esther compara casamento a confinamento. Mostra como a proximidade aumenta a parceria do casal, mas pode apagar o tesão. Por um lado, queremos a segurança e a estabilidade. Por outro, queremos mistério e imprevisibilidade."
sábado, 20 de outubro de 2012
E se vivêssemos todos juntos? (Et Si on Vivait tous Ensemble?)
Tudo começa com pequenas luzinhas bonitinhas e esvoaçantes.
A FÚRIA.
Você já teve uma explosão de raiva, e chamou a vida para a briga? Você faz isso bastante? Ela vem? Você já pensou que, um dia, estranhamente, ela não virá mais quando chamar?
(Virá quando bem entender).
Você tem uma avassaladora paixão por Justiça, por Igualdade, Fraternidade e por um Mundo maior, menos mesquinho?
Pois saiba que existe algo simples para matar essa fome. Não vou contar, mas é uma coisa que faz um velho ter a sorte de um moço.
Apesar do alívio momentâneo, quisera eu que as coisas fossem tão fáceis. Mas para os nascidos sob o signo da luta, do controle, do poder e da raiva, é natural que passem a vida toda nesse caminho, sem cogitar a saída honrosa da covardia. Mas um dia você será confrontado com ela e terá que escolher.
O DESEJO.
Seios grandes: não é que você vai construir sua vida toda em cima deles, mas são um ótimo começo.
O ADEUS.
Jeanne, Jane Fonda, Barbarella... a todas, um brinde, com um bom vinho francês.
Ai que saudade daquele passado viçoso, mas pelo menos hoje, para quem não nasceu ontem, dá para olhar melhor, e ver quando uma coisa importante está acontecendo.
Como teu marido, optei por nós, a custo da minha consciência e de nossa cumplicidade, e agora olho para você e sinto uma terrível e antecipada saudade; vou arrancar esta página e ainda assim não vai adiantar...
O tempo é precioso, e quando acabar, é bom que deixemos mais coisas boas que ruins para os outros.
Baseado no filme "E se vivêssemos todos juntos? (Et Si on Vivait tous Ensemble?):
A FÚRIA.
Você já teve uma explosão de raiva, e chamou a vida para a briga? Você faz isso bastante? Ela vem? Você já pensou que, um dia, estranhamente, ela não virá mais quando chamar?
(Virá quando bem entender).
Você tem uma avassaladora paixão por Justiça, por Igualdade, Fraternidade e por um Mundo maior, menos mesquinho?
Pois saiba que existe algo simples para matar essa fome. Não vou contar, mas é uma coisa que faz um velho ter a sorte de um moço.
Apesar do alívio momentâneo, quisera eu que as coisas fossem tão fáceis. Mas para os nascidos sob o signo da luta, do controle, do poder e da raiva, é natural que passem a vida toda nesse caminho, sem cogitar a saída honrosa da covardia. Mas um dia você será confrontado com ela e terá que escolher.
O DESEJO.
Seios grandes: não é que você vai construir sua vida toda em cima deles, mas são um ótimo começo.
Alguns de nós, vivem uma paixão pela beleza. Ela vive em nossos olhos, nos leva para passear quase todos os dias, dorme em nossa cabeceira, mas não na nossa cama - como dorme com os outros.
Por isso, quando eu for velho,
Num extenuante encontro sexual na escada,
É provável que eu cante para minha companhia:
ô ô ô ô ô ô,
assim voce mata o vovô,
ô ô ô ô ô.
Depois, acamado, não quero que cuidem de mim.
E não me ameace: Já vi amarrarem um balão rosa num velinho e ele ficar ridículo, mas isso não vai me intimidar.
Por isso, quando eu for velho,
Num extenuante encontro sexual na escada,
É provável que eu cante para minha companhia:
ô ô ô ô ô ô,
assim voce mata o vovô,
ô ô ô ô ô.
Depois, acamado, não quero que cuidem de mim.
E não me ameace: Já vi amarrarem um balão rosa num velinho e ele ficar ridículo, mas isso não vai me intimidar.
Jeanne, Jane Fonda, Barbarella... a todas, um brinde, com um bom vinho francês.
Ai que saudade daquele passado viçoso, mas pelo menos hoje, para quem não nasceu ontem, dá para olhar melhor, e ver quando uma coisa importante está acontecendo.
Como teu marido, optei por nós, a custo da minha consciência e de nossa cumplicidade, e agora olho para você e sinto uma terrível e antecipada saudade; vou arrancar esta página e ainda assim não vai adiantar...
O tempo é precioso, e quando acabar, é bom que deixemos mais coisas boas que ruins para os outros.
Um último brinde à fonte invertida e borbulhante do esquecimento, dos bons e dos maus momentos.
E por fim, como jovens lúcidos, sairemos loucamente a procurar, aquilo que não podemos encontrar, porque... a vida não é apenas dura, mas bela também.
E por fim, como jovens lúcidos, sairemos loucamente a procurar, aquilo que não podemos encontrar, porque... a vida não é apenas dura, mas bela também.
Baseado no filme "E se vivêssemos todos juntos? (Et Si on Vivait tous Ensemble?):
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
A marca
sexo casual.
controle da raiva. socar, desfigurar, somos todos capazes.
às vezes eu caminho pela noite, chamando um algoz para uma nova experiência.
acho que ele dormia com qualquer uma que aparecesse. carnes nobres.
sangue: examinando, dá para saber se as pessoas são boas?
essa beleza despretensiosa, esguia e perigosa.
ô seu filho da puta. quem te deu esta liberdade?
às vezes a gente se excede! Me escute: somos levados.
a luz vermelha - aura de sangue - esconde a sombra que me persegue em meus sonhos.
quem fere mais? o ferro ou a beleza?
vai brigar comigo? o que que eu fiz?
parceiros falam a verdade um para o outro.
e às vezes propõem um brinde que o outro não pediu.
algumas mulheres são a personificação da desonra. Parece que todos a conhecem.
confiar... todo mundo tem mais inimigos do que pensa.
a gente esquece e acaba fazendo coisas que sabe que não deveria fazer.
e procura num copo aquilo que a carne não consegue encontrar. azar no amor.
mas, sabe, a beleza não é a mesma, quando desfalecida no chão.
foi íntimo? foi.
foi íntimo? eu não sei.
você cometeu um crime que requer uma forma de justiça muito especial.
e tudo acaba num quarto vazio.
até mais tarde, estranha.
vamos começar de novo?
tem um tipo de passado que é o pior deles. te visita de quando em quando, sem te avisar, implacável. te leva quando e como quer.
quando falamos de nossos pais, estamos falando de nossa origem. seus pais tinham esse mesmo ódio.
agora as coisas estão fazendo sentido. estão sendo conduzidas, por um cara muito competente, por um zeloso psicopata. e ele te diz: ainda tem um teste que você tem que passar:
teste!
Baseado no filme 'A marca' (Twisted - 2004):
controle da raiva. socar, desfigurar, somos todos capazes.
às vezes eu caminho pela noite, chamando um algoz para uma nova experiência.
acho que ele dormia com qualquer uma que aparecesse. carnes nobres.
sangue: examinando, dá para saber se as pessoas são boas?
essa beleza despretensiosa, esguia e perigosa.
ô seu filho da puta. quem te deu esta liberdade?
às vezes a gente se excede! Me escute: somos levados.
a luz vermelha - aura de sangue - esconde a sombra que me persegue em meus sonhos.
quem fere mais? o ferro ou a beleza?
vai brigar comigo? o que que eu fiz?
parceiros falam a verdade um para o outro.
e às vezes propõem um brinde que o outro não pediu.
algumas mulheres são a personificação da desonra. Parece que todos a conhecem.
confiar... todo mundo tem mais inimigos do que pensa.
a gente esquece e acaba fazendo coisas que sabe que não deveria fazer.
e procura num copo aquilo que a carne não consegue encontrar. azar no amor.
mas, sabe, a beleza não é a mesma, quando desfalecida no chão.
foi íntimo? foi.
foi íntimo? eu não sei.
você cometeu um crime que requer uma forma de justiça muito especial.
e tudo acaba num quarto vazio.
vamos começar de novo?
tem um tipo de passado que é o pior deles. te visita de quando em quando, sem te avisar, implacável. te leva quando e como quer.
quando falamos de nossos pais, estamos falando de nossa origem. seus pais tinham esse mesmo ódio.
teste!
Baseado no filme 'A marca' (Twisted - 2004):
domingo, 5 de dezembro de 2010
Alguém ter muito, muito dinheiro, é injusto com os pobres?
Leia esta e outras respostas nos 'sete pecados capitais' segundo Mahatma Gandhi:
1. política sem princípios;
2. riqueza sem trabalho;
3. prazer sem consciência;
4. conhecimento sem caráter;
5. comércio sem moralidade;
6. ciência sem humanidade;
7. devoção sem sacrifício
1. política sem princípios;
2. riqueza sem trabalho;
3. prazer sem consciência;
4. conhecimento sem caráter;
5. comércio sem moralidade;
6. ciência sem humanidade;
7. devoção sem sacrifício
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(Sobre o silêncio): shhh!
Havia numa pequena aldeia esquecida entre as montanhas um confeiteiro mestre. Passou a vida fazendo bolos e doces. Com o tempo não via mais graça em fazer sempre os mesmos e começou a inventar. Os primeiros foram os bombons de chocolate com ar comprimido que – buff – acabavam explodindo no ar, deixando nele um delicioso cheiro de chocolate e alguma erva especial que lhe era misturada. E daí seguiram-se muitos outros.
Também havia nesta aldeia um padre muito zeloso de seu ofício. Estudava muito a bíblia e se empenhava de corpo e alma na pregação de cada sermão que fazia. Tinha porém o terrível hábito de fazer questão de saber se os fiéis realmente tinham sido arrebatados pela palavra divina vinda através de sua boca. Usava um bom critério: o tempo que as pessoas demoravam para voltar a conversar animada e frivolamente após o sermão e o fim do culto. Depois comparava com a impressão que outras atividades causavam.
Excluiu logo de início o sexo, não porque o achasse sem importância, mas porque não via como pesquisá-lo sem sujar-se daqueles que o praticam como que religiosamente.
Quadros bem pintados por exemplo, costumavam gerar o mesmo tempo de enlevo calado que um sermão mediano. O que não fazia sentido era que os melhores sermões perdessem sempre para os doces do confeiteiro.
Sabendo o padre que aquele os preparava no mais absoluto silêncio, chegou a pensar se era obra demoníaca que se ocultava ou se simplesmente aquele silêncio prazeroso que se seguia ao comer não era causado na alma, mas por algum ingrediente qualquer que lhe imitava os efeitos muito perfeitamente.
Um dia chega à aldeia um viajante e escreve a resposta aos questionamentos do padre; e esse, ao ler, se liberta.
Agora, escreve abaixo o que pensas que escreveu o estrangeiro, sim, tu mesmo leitor, escreve!
Também havia nesta aldeia um padre muito zeloso de seu ofício. Estudava muito a bíblia e se empenhava de corpo e alma na pregação de cada sermão que fazia. Tinha porém o terrível hábito de fazer questão de saber se os fiéis realmente tinham sido arrebatados pela palavra divina vinda através de sua boca. Usava um bom critério: o tempo que as pessoas demoravam para voltar a conversar animada e frivolamente após o sermão e o fim do culto. Depois comparava com a impressão que outras atividades causavam.
Excluiu logo de início o sexo, não porque o achasse sem importância, mas porque não via como pesquisá-lo sem sujar-se daqueles que o praticam como que religiosamente.
Quadros bem pintados por exemplo, costumavam gerar o mesmo tempo de enlevo calado que um sermão mediano. O que não fazia sentido era que os melhores sermões perdessem sempre para os doces do confeiteiro.
Sabendo o padre que aquele os preparava no mais absoluto silêncio, chegou a pensar se era obra demoníaca que se ocultava ou se simplesmente aquele silêncio prazeroso que se seguia ao comer não era causado na alma, mas por algum ingrediente qualquer que lhe imitava os efeitos muito perfeitamente.
Um dia chega à aldeia um viajante e escreve a resposta aos questionamentos do padre; e esse, ao ler, se liberta.
Agora, escreve abaixo o que pensas que escreveu o estrangeiro, sim, tu mesmo leitor, escreve!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Mosca dormindo, águia acordada
Voava como uma águia, e a todo momento se pegava arremetendo com fúria sobre as presas-alimento, a ponto de esquecer que era somente uma mosca ousada e pretensiosa.
Mas tinha sonhos maiores para si e sabia em seu íntimo que era uma águia. Talvez, imaginava, pela trama do destino, tivesse vindo parar em família errada, como certa vez ocorreu a um patinho feio que na verdade era um cisne.
toda vez que encontrava uma guloseima especial e se esbaldava de comer a ponto de adormecer perigosamente sobre o doce, tinha pesadelos de que não era uma águia, mas uma horrenda, nojenta e frágil mosca, isso fritava-lhe os nervos e acordava numa revoada. prometia-se então: "nunca mais vou comer nesse tanto, isso não me faz bem"; mas as tentações eram maiores e não conseguia, tudo acabava se repetindo sempre.
um dia, no meio do pesadelo de mosca, veio-lhe atrás o cozinheiro com o mata-moscas, ela, a águia que dormia, esquivou-se tenazmente, mas atingida, caiu ao chão e começou a agonizar. acordou assim de seu pesadelo de mosca e se propôs pela última vez que, se escapasse desta vez, "nunca mais iria comer muito, dormir mal e sonhar ser mosca"...
Mas tinha sonhos maiores para si e sabia em seu íntimo que era uma águia. Talvez, imaginava, pela trama do destino, tivesse vindo parar em família errada, como certa vez ocorreu a um patinho feio que na verdade era um cisne.
toda vez que encontrava uma guloseima especial e se esbaldava de comer a ponto de adormecer perigosamente sobre o doce, tinha pesadelos de que não era uma águia, mas uma horrenda, nojenta e frágil mosca, isso fritava-lhe os nervos e acordava numa revoada. prometia-se então: "nunca mais vou comer nesse tanto, isso não me faz bem"; mas as tentações eram maiores e não conseguia, tudo acabava se repetindo sempre.
um dia, no meio do pesadelo de mosca, veio-lhe atrás o cozinheiro com o mata-moscas, ela, a águia que dormia, esquivou-se tenazmente, mas atingida, caiu ao chão e começou a agonizar. acordou assim de seu pesadelo de mosca e se propôs pela última vez que, se escapasse desta vez, "nunca mais iria comer muito, dormir mal e sonhar ser mosca"...
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