Livro: 'Macrowikinomics', de Don Tapscott e Anthony D. Williams. A edição que li é de 2011 da Ed. Campus.
Indicado para quem: Tem interesse na sociedade e no governo. Quer que as coisas funcionem. Gosta de novidades. Acredita em colaboração e inovação etc. Particularmente indicado para quem trabalha no setor público (por mim, acho que o livro deveria ser obrigatório em todos os concursos públicos).
Abaixo a minha seleção pessoal dos trechos mais interessantes; e eventuais comentários entre parênteses.
Os trechos isolados, por mais importantes que sejam, não suprem uma leitura completa. O livro vale.
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Compartilhar recursos e atividades.
“”Você
pega os seus recursos e processos essenciais e os guarda só para você”,
indaga, “ou você os expõe a todas as empresas de software do planeta e
as atrai para colaborar, ajudando a desenvolver esses recursos?””
(Troque
empresas de software por instituições representantes de interesses
públicos, afinal, se empresas privadas podem cooperar para atingir o bem
comum privado, com certeza o poder público deve cooperar para atingir o
bens comum de todos).
“...uma cultura organizacional altamente legalista e avessa a
riscos, não raro em detrimento de oportunidades de codesenvolver
ferramentas tecnológicas de primeiro estágio, de padronizar dados, de
compartilhar informações sobre doenças-alvo”
(Está se referindo à indústria farmacêutica! e não ao poder público brasileiro...)
“...Peer-to-Patent: Community Patent Review,... O programa
permite que analistas de patentes do United States Patent anda Trademark
Office (USPTO) recorram à expertise de especialistas externos, por meio
de ferramentas de colaboração on-line, para aumentar a velocidade e a
qualidade do processo decisório interno. … usando uma combinação de
wikis, de tecnologias de reputação social, de filtragem colaborativa e
de ferramentas de visualização de informações...”
“1. Crie uma cultura de abertura. … Também predomina nas organizações
uma tendência infeliz de adotar visão introspectiva na busca de novas
ideias e abordagens, ignorando, assim, um manancial muito mais fecundo
na sociedade em geral, que poderia ser explorado para realizar os
objetivos de política pública. … Quando a EPA dos Estados Unidos
resolveu desenvolver um plano de ação para o sistema estuarino do
Estreito de Puget... desenvolveu um wiki e lançou um Desafio de
Informação, convidando a comunidade circundante a montar fontes de dados
relevantes e a articular soluções.”
“1) Em vez de criar algo e guardá-lo a sete chaves, como a maioria
das organizações, converta a inovação (seja em bens ou em serviços) numa
plataforma em que outros possam auto-organizar-se e adicionar valor. Em
outras palavras, não seja apenas criador, mas também curador... 2) …
Para propiciar a colaboração, será necessário compartilhar parte de sua
propriedade intelectual... 3) ...Para controlar:... afrouxe as rédeas,
estimule as pessoas a organizarem-se para ajudá-lo a resolver os
problemas e a imaginar novas ideias. … 5) Ampliar e aprofundar a cultura
de colaboração... meritocracia dinâmica”
“...redefinimos o cerne de
nosso negócio como um lugar onde uma comunidade pode conversar... Da
mesma maneira, a adoção de plataformas abertas pelos governos pode
ampliar as contribuições para as políticas públicas ou envolver com mais
intensidade os cidadãos na colaboração com órgãos públicos para o
projeto e prestação de melhores serviços. … a maneira mais eficaz de
atuar como curador é criar condições para que os clientes e os
stakeholders o ajudem a inventar um novo produto ou serviço a partir do
nada.”
“Assim, para promover a wikinomics em sua
organização, será preciso transferir, seletivamente, parte da
propriedade intelectual e de outros recursos para o pool de bens comuns,
criando condições, dessa maneira, para que grupos mais amplos de
colaboradores interajam sem restrições com maiores quantidades de
informações, em busca de novos projeto e oportunidades de
colaboração”.
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Problemas grandes demais.
““As pessoas estão interessadas na questão da mudança climática”, afirma Karas “mas o problema é grande demais para que o compreendam em toda a sua extensão e se disponham a fazer alguma coisa” e “Algumas dessas informações (relativas ou com impacto sobre o clima) já são coletadas por cientistas e órgãos públicos há anos, mas a maioria está enterrada em covas profundas, nas bases de dados de universidades e governos”.
(Tal situação certamente tem aplicação geral aos direitos coletivos, à segurança pública, à saúde pública, educação etc.)
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2 bilhões de horas vagas por dia.
“...autor de
The Wealth of Networks, estima que o manancial de um bilhão de pessoas
que vivem em países ricos dispõem no total, de dois bilhões a seis
bilhões de horas vagas por dia!... Para Linus Tovalds, o Linux é como
uma concessionária de serviços públicos. Ele fornece a infraestrutura
básica que constitui a base sobre a qual desenvolvedores de software
constroem aplicativos e negócios”.
(O Ministério
Público, pela sua independência, conhecimento, experiência e
imparcialidade pode desempenhar tal papel para a sociedade brasileira no
que tange ao desenvolvimento de iniciativas sociais de promoção dos
direitos coletivos.)
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Orquestrando e conectando organizações para um produto final comum.
“Diferentes
produtos como o Iphone, da Apple, o Airbus A380 e um chip da intel, já
combinam componentes e serviços de numerosas empresas – não raro
centenas delas. Para as empresas responsáveis por compor essas amplas
teias de criação de valor, a inovação tem menos a ver com a invenção e
construção de bens físicos que com a orquestração e coordenação de boas
ideias.”
“Temos um setor financeiro perfeitamente interconectado e uma
comunidade regulatória muito menos interligada” diz Peter Gruetter, ex.
Secretário-geral do Departamento Federal de Finanças da Suíça.
“Atualmente,
a colaboração entre os vários reguladores envolve muitas reuniões
físicas. O que precisamos é usar melhores tecnologias de comunicação de
rede para facilitar o processo de colaboração”.
(Aqui
acrescentamos que o que vale para a comunidade regulatória e para os
reguladores, vale para a comunidade de controle e seus integrantes tais
como ministérios públicos e tribunais de contas.)
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A biblioteca digital universal.
“Da mesma maneira como os gregos alexandrinos se empenharam em reunir todos os livros, todas as histórias, todas as grandes obras literárias, todas as peças de teatro, todos os tratados matemáticos e científicos de sua época, armazenando-os em um único edifício, precisamos congregar todos os conhecimentos...” “...com mentalidades semelhantes (e às vezes, concorrentes) criam pools comuns de conhecimentos e processos setoriais sobre os quais desenvolvem inovações e setores sustentáveis.”
(Parafraseio: … todos os conhecimentos públicos que são necessários e úteis à tutela coletiva e social...)
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A universidade do futuro (breve).
“A maioria dos programas de pós-graduação das universidades americanas produz um produto para o qual não há mercado (candidatos a posições de magistério que não existem) e desenvolvem habilidades pelas quais a demanda é decrescente (pesquisa em subcampos de subcampos e publicação de trabalhos em periódicos que não são lidos por ninguém, a não ser por colegas, com mentalidade semelhante), tudo a um custo em crescimento acelerado...”
““Em lugar do velho modelo de publicação de livros-textos, ao mesmo tempo lento e dispendioso para os usuários, sugere-se que as universidades, os professores e outros participantes contribuam para uma plataforma aberta de recursos educacionais de classe mundial, a ser acessada pelos estudantes, onde quer que estejam, durante toda a vida”.
“Ou considere a abordagem adotada pela Wikiversity, projeto da Wikimedia Foundation. Em vez de oferecer um conjunto predeterminado de curso e materiais, os participantes da Wikiversity definem o que querem aprender e a comunidade da Wikiversity colabora no desenvolvimento de atividades e de projetos didáticos para acomodar esses objetivos”
.
“Evidentemente não é possível chegar a um consenso completo, na medida em que muitas seiram as perspectivas, escolas e métodos didáticos. Porém, como na Wikipedia, os professores primeiro trabalhariam em âmbito global na criação de médulos básicos genéricos, não controversos, e, em seguida, se reuniriam em sub-redes de profissionais com mentalidades semelhante para desenvolver elementos complementares específicos.”
“Tudo isso pode ser desenvolvido por meio de técnicas e ferramentas testadas e comprovadas do movimento em favor do software de código aberto. Se milhares de pessoas foram capazes de desenvolver o mais sofisticado sistema operacional de computação do mundo, o Linux, o processo colaborativo decerto também terá condições de criar as ferramentas para um curso de psicologia”.
“A universidade da próxima geração criará um contexto em que estudantes de todo o mundo poderá participar de debates, fóruns e wikis on-line, para descobrir, aprender e produzir conhecimento como uma comunidade de aprendizes que se engaja diretamente no enfrentamento de alguns dos problemas mais prementes do mundo”...
“Com efeito, por que não permitir que empresas e governos também participem dessa rede global de aprendizado superior?”
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Crowdsourcing: A colaboração em massa para transformar um problema grande em pequenas tarefas realizáveis. O mito dos especialistas.
“Com efeito, a promessa de uma ciência cidadã é que, caso se consiga tornar uma tarefa pequena o bastante e simples o suficiente para que alguém a execute como atividade de lazer, é possível agregar muito talento e força de trabalho” (A experiência do Galaxy Zoo é bem interessante)
“Acertar no processo de envolvimento dos cidadãos é apenas o
começo. A colaboração em massa geralmente encontra resistência interna,
por causa de algo que denominamos “o culto do especialista em políticas
públicas”. Os formuladores de políticas e os altos administradores (e
controladores também) tendem a julgar-se um grupo de elite, que desfruta
de condições únicas para tomar decisões imparciais e objetivas de
interesse público. Como especialistas, presumem que têm acesso às
melhores informações – ou, pelo menos, a melhores informações que as de
acesso público”
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Saúde pública, assimetria de informações e custo para equilibrar o sistema.
“Essas assimetrias de informação e de poder, diz Hodgkin, estão entre as principais razões por que os sistemas de assistência médica em todo o mundo têm sido lentos em mudar, apesar das evidências crescentes e da concordância quase unânime de que as abordagens convencionais estão falidas.
“O sistema está paralisado”, diz, “porque os custos de eliminar os desequilíbrios fundamentais de informação, de poder e de vulnerabilidade se revelaram altos demais, opondo resistência insuperável à mudança”
(Tal análise serve aos sistemas jurídicos, de auditoria e de controle do poder público).
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Ter princípios, moderar comentários e ter uma boa experiência de participação virtual.
“Os abusos verbais e as ofensas pessoais tão comuns nas páginas de comentários da maioria dos jornais não são tolerados aqui. “Não nos retraímos na hora de atuar como moderadores”, diz Landman” (do The New York Times).
“
”O desafio, de acordo com Landman, é criar um contexto em que a pessoa certa participe com contribuições de alta qualidade. “A Wikipédia fez o trabalho miraculoso de preservar padrões de maneira colaborativa”, afirma. “Para mim, a grande realização da Wikipédia não foi conseguir que tanta gente participe do processo. Na verdade, isso é relativamente fácil. Seu maior feito foi garantir a observância de um conjunto claro de padrões e conseguir que a comunidade aceitasse esses padrões.””
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Para um tsunami de suspeitas de corrupção, um batalhão de cidadãos voluntários e atentos.
“Veja o que um jornal britânico, The Guardian, fez durante o recente escândalo das despesas dos políticos do país.
O arquirrival do The Guardian, o Telegraph, estava publicando, diariamente, na primeira página, revelações de cair o queixo, a respeito das autoridades eleitas, pedindo reembolso de despesas notoriamente injustificáveis. O Telegraph tinha uma equipe de repórteres que trabalhou durante um mês com documentos vazados.
Em resposta ao clamor público, o governo anunciou que liberaria, on-line, mais de um milhão de documentos e recibos escaneados, um tsunami digital que sobrepujaria os recursos de qualquer organização jornalística.
Ainda ressabiado por ter sido superado durante dias seguidos pelos furos do Telegraph, The Guardian pediu aos leitores que os ajudassem a peneirar a enxurrada de documentos e descobrissem malfeitoraisas ainda não reveladas.
Software de código aberto no site do jornal permitiu que os leitores vasculhassem os documentos, um a um, e classificassem os recibos em quatro categorias: “interessante”, “não interessante”, “interessante mas conhecido” e “investigue isso”. Mais de 20 mil leitores participaram da iniciativa analisando 170 mil documentos nas primeiras oito horas...”.
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80% das informações públicas podem e devem ser compartilhadas.
“Kundra (Chief Information Officer do governo federal dos EUA) estimula os órgãos federais a usar serviços gratuitos da Google e wikis de código aberto para tudo...”
“Entre outras inovações, ele criou um data warehouse (armazém de dados) abrangendo toda a cidade, que permite a todos os servidores públicos e aos stakeholders ver e analisar o que está acontecendo em toda a comunidade.
“Queria que as pessoas exigissem prestação de contas”, disse, “não importa se fossem estudantes ou especialistas. Divulgar dados é fundamental para analisar nossas operações e identificar onde podemos melhorar, onde já melhoramos e onde falhamos. Oitenta por cento das informações do governo podem ser compartilhadas e serão compartilhadas.”
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Governo 1.0
“Se hoje é difícil promover inovações excepcionais nos serviços
públicos, é porque, em grande parte, os governos foram constituídos para
a estabilidade, não para a mudança. Jessica McDonald, ex-chefe de
serviços públicos de British Columbia, observa que a natureza cíclica da
mudança política condiciona os serviços públicos a se concentrarem na
capacidade de prestar serviços de maneira previsível.”
“A
popularidade e a influência crescentes de redes como GovLoop são uma
resposta direta a algumas das deficiências notórias do governo:
políticas de RH rígidas, treinamento insuficiente, processo decisório
esclerosado, estruturas gerenciais hierárquicas e falta de colaboração
entre as diversas agências”
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Governo 2.0 - Uma plataforma de inovação social.
“...Governo 2.0... Em vez de criar mais departamentos e mais níveis administrativos, os governos devem desenvolver plataformas para realizações sociais”.
“Em outras palavras, o governo se converte em plataforma de inovação social, fornecendo recursos, estabelecendo normas e mediando disputas, mas permitindo que cidadãos, que entidades sem fins lucrativos e que o setor privado compartilhem o levantamento de pesos pesados (os próprios governos)”
“...não se pode apenas copiar e colar fenômenos da Web 2.0
na administração pública. É preciso introduzir regras básicas, trabalhar
com intermediários de confiança, explorar comunidades esclarecidas e
embutir processos referentes a questões de representação e de prestação
de contas.”
“Tom Steinberg, membro da força-tarefa e fundador da
mySociety.org, vê tudo isso como o começo de um mar de mudanças na
maneira como os governos criam valor para os cidadãos. “Quando grupos
bastante grandes forem capazes de coletar, reutilizar e distribuir
informações do setor público, as pessoas se organizarão em torno dessas
novas vias de acesso, criando novos empreendimentos e novas
comunidades””
“2. Construa plataformas para participação.... os governos devem abrir
seus dados ao escrutínio mais amplo pelas mesmas razões que induzem
organizações como CorpWatch e WorldResources Institute a adotar essa
abordagem: municiar as partes interessadas com informações, para que
possam responsabilizar as empresas e os reguladores por melhores
resultados.”
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Economizando quase 40 milhões de dólares com a colaboração da base. Centralização e a suspeita do centro sobre a 'periferia'.
“Walker e Johnson... Eles construíram o Virtual Alabama por apenas U$$150 mil, em cima do Google Earth, em comparação com a estimativa de U$$40 milhões, se o governo tivesse tentado desenvolver sua própria plataforma a partir do zero. E, em vez de tentar controlar tudo, Walker e Johnson outorgaram poderes aos empregados da linha de frente para que também usassem e contribuíssem com dados, achatando, no processo, a hierarquia tradicional, em forma de pirâmide. “As pessoas nos governos estaduais e federal tendem a subestimar a engenhosidade, o patriotismo e o 'anseio por fazer certo as coisas' dos trabalhadores dos governos locais e dos primeiros socorristas”, diz Walker...”
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Atender à sociedade não é praticar atividades, é entregar resultados sociais.
“Flumian argumenta que a verdadeira centralidade no cidadão exige que se redefina o significado da própria prestação de serviços (por exemplo, expedir um cheque de benefícios) e que se desloque o foco dos processos (por exemplo, as regras referentes à distribuição dos benefícios públicos) para os resultados (por exemplo, reduzir a pobreza).”
(Substitua 'cheque de benefícios' por ação judicial, por exemplo)
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Vigiar os poluidores do meio ambiente, do seu sofá.
“No MapEcos.org, é possível investigar até 20 mil instalações industriais americanas e plotar os dados sobre suas emissões no Google Maps, com marcadores de cores que facilitam a identificação dos piores agressores. Clique em determinada localidade e o site lhe mostrará o nome do lugar, quais são as suas emissões e como ele se compara com outras empresas no município, no estado e no país. É possível pesquisar o site por poluente, setor e nível de riscos. Ou digitar um código de endereçamento postal e puxar uma lista de poluidores da área”.
“A CorpWatch.org, entidade sem fins lucrativos, com sede em San
Francisco, foi ainda mais longe. Seu aparato sofisticado de ferramentas
de pesquisa possibilita que investigadores de empresas, na condição de
amadores, operem no conforto de suas casas. A Crocodyl.org – wiki que
acompanha malfeitorias de empresas, cobre 15 temas, em 35 indústrias, e
dispõe de perfis detalhados de centenas de empresas.
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Transparência pública, liberdade de expressão e avaliação, e diálogos públicos.
“No livro The right to know, por exemplo, Ann Florini, acadêmica da Brookings Institucion, argumenta que cidadãos de todas as partes do mundo se mostram relutantes em apoiar processos decisórios secretos.”
“3. Fomente o diálogo e a melhoria contínua. ...as experiências contribuem para a formação de expectativas realistas. …. A Cocoa Initiative... As conversas resultaram em parceria regulatória única entre ONGs, sindicatos trabalhistas, processadores de cacau e grandes marcas de chocolate. O produto final está sendo o desenvolvimento de um processo de certificação transparente para os fornecedores de cacau que não recorrem a trabalho escravo.”
“James
Madison, escrevendo há mais de 200 anos, insistia:” O direito de livre
avaliação das autoridades e das iniciativas públicas, de livre
comunicação entre as pessoas (…) sempre foi considerado com justiça o
único guardião eficaz de todos os outros direitos.””
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Equilíbrio de direitos e deveres para todos os agentes.
“4. Proteja o interesse público. … equilibrar os inputs e proteger o interesse público mais amplo..., por vezes é difícil discernir entre ideias conflitantes de bem público. … O exemplo da GAP demonstra que as ONGs e as coalizações de cidadãos que reivindicam o monitoramento das empresas também devem assumir responsabilidade e prestar contas. … ONGs antolhadas em geral se concentram obsessivamente nas próprias agendas e nem sempre estão interessadas em equilibrar diferentes visões de interesse público nem em reconhecer o papel central exercido pelo setor privado na criação de riqueza e no fomento à inovação nas sociedades modernas”
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Colaboração é melhor que punição.
“As ameaças tendem a levar indivíduos e organizações a redefinir seus interesses no sentido oposto ao das ameaças. A coerção pode garantir a observância no curto prazo, mas em geral, às expensas de solapar o comprometimento a longo prazo”
“É como dizem os acadêmicos John Braithwaite e Peter Drahos, especialistas em regulação de empresas: “Não é possível falar em garantia de observância enquanto não houver regras; nem em regras, enquanto o consenso geral não gerar normas, nem em normas, enquanto não houver interesse””
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A cultura da colaboração.
“O desafio mais árduo para qualquer pessoa que queira transformar sua
instituição, compatibilizando com a era das redes, é aprofundar e
ampliar dentro delas a cultura de colaboração. Para realizar esse
trabalho, você, como organização e como indivíduo, deve cultivar a
disposição para a colaboração. Isso significa assumir atitudes genuínas
de abertura e flexibilidade em relação a novas ideias, qualquer que seja
sua origem, em vez de fazer o possível para solapá-las. Significa
combater conscientemente o instinto de defender feudos e de manter o
controle – criando uma meritocracia dinâmica em que as ideias e as
informações tenham condições de fluir livremente por toda a
organização.”
“Deixe que se exapandam lentamente, passo a passo. Trate a colaboração
como trabalho real, não como distração ou dispersão. E compreenda que a
liderança no grupo pode ser a própria recompensa.”
“Outra hipótese é recorrer à mentorização reversa, desenvolvendo
programas em que os mais jovens ensinem os mais velhos a usar as novas
ferramentas que facilitam a colaboração eficaz. Os incentivos certos
também podem ser importantes. Estímulos ao desempenho grupal em vez de
ao desempenho individual, por exemplo, podem motivar as pessoas a
trabalhar juntas, de maneira mais produtiva.”
“...Quem quiser fomentar a criatividade e a excelência deve adotar
algumas fronteiras, afirma. “As equipes precisam de um mínimo de
privacidade em relação a outras para desenvolver abordagens únicas em
qualquer tipo de competição.”
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A experiência da IBM
“...Lembrem-se, há todo um espectro entre fechado e aberto. “O modelo interessante”, diz Dan McGrath, da IBM, “é o que se situa no ponto intermediário, aquele em que construímos colaborativamente algo que será propriedade privada de nosso consórcio ou cujas fatias de propriedade sejam distribuídas proporcionalmente à contribuição de cada um”. Poderíamos imaginar uma “cooperativa da era digital”, com sistemas de avaliação por pares, que distribua dinamicamente as quotas entre os colaboradores, com base na avaliação comunitária do valor agregado por cada um”.
“O paradoxo da nossa era é o seguinte: para ser forte, para manter o controle, para garantir a própria segurança, como organização ou sociedade, é preciso afrouxar as rédeas”.
“...
”É fácil formar uma comunidade em torno de si mesmo”, prosseguiu. “muito mais difícil e muito mais valioso é participar de uma comunidade que você não controla – demoramos um pouco para aprender essa realidade.””
“A IBM levou cerca de cinco anos para compreender que a participação em comunidades colaborativas significa ceder algum controle, dividir a responsabilidade , abraçar a transparência, gerenciar conflitos e aceitar que projetos bem-sucedidos não se desenvolvem e se executam de uma hora para a outra”
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A experiência do Linux.
“Todas as comunidades de fonte aberta bem-sucedidas, por exemplo, mobilizam processos estruturados, sob direção hierárquica, para gerenciar o trabalho tedioso e cansativo de reunir todas as partes e contribuições fragmentadas, o que permite a essas comunidades explorar o pool de talentos incrivelmente diversificado, ao mesmo tempo em que promove a integração coesa, indispensável para fazer algo tão sofisticado quanto um sistema operacional.”
“A direção compete à Vanguarda. Embora o Linux dependa da contribuição de milhares de programadores, um núcleo duro liderado por Linus Torvalds Formula julgamentos rigorosos sobre que contribuições de código entram no cerne do sistema operacional. “Eu sem dúvida defendo o direito de qualquer pessoa de modificar e de divulgar sua própria versão do Linux”, diz Torvalds, “mas, ao mesmo tempo, todos os meus esforços se concentram na efetiva junção dos resultados, e isso é o que boa parte do que você denomina 'desenvolvedores centrais' acaba fazendo: controle da orientação e da qualidade em vários níveis”
“...Na comunidade Linux, Torvalds tem o cuidado de responder de maneira construtiva às criticas de outros desenvolvedores.”...
“...é crucial que a Vanguarda oriente a cultura da comunidade desde o começo.”...
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Outras experiências.
“...Quando a P&G (Proctor and Gamble) lança um desafio na rede InnoCentive, todos podem conseguir recompensas financeiras. O pessoal da P&G ajuda a definir o problema.
“
"...De maneira semelhante, a IDEO, com sede nos Estados Unidos, está formando parceria com o Acumen Fund e com a Gates Foundation, para reformular o abastecimento de água e o saneamento básico na Índia e na África. Denominado processo de projeto “centrado em humanos”, a ideia consiste em envolver o público no trabalho de conceber soluções.”
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segunda-feira, 22 de julho de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
Manifestações. Análise 2. O povo continua sendo subestimado.
Derrota da PEC 37: O povo continua sendo subestimado.
As atuais manifestações e protestos surpreenderam a muitos, nas redes sociais e nas ruas. Surge naturalmente uma vontade de tentar explicá-las e já temos várias análises. Esta, visa debater com a análise feita pelo texto “Derrota da PEC 37: a apropriação corporativa das manifestações de rua no Brasil”. A ideia geral é apresentada de plano: “O movimento das ruas se deixou apropriar por um dos lados do conflito corporativo. Deixou-se de cobrar o que realmente importa na investigação criminal: segurança jurídica, respeito aos direitos do investigado e o fim da violência policial e de disputas corporativistas”. Para a melhor compreensão deste texto, vale a leitura daquele primeiro, que você pode encontrar aqui http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/ derrota-da-pec-37-a-apropriacao-corporativa-da s-manifestacoes-de-rua-no-brasil/
Interlúdio: Se você quiser ler um bom texto de verdade sobre as motivações dos protestos, leia http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/119566-quotanota-ai-eu-sou-ninguemquot.shtml.
A pergunta é: A sociedade foi enganada ou manipulada em sua livre vontade de protestar ao pedir a rejeição da PEC 37?
Umas das coisas que as análises têm abordado é que falta orientação e direção claros nos protestos. Isso levou comentaristas a dizer que a multidão não tinha foco. Ao que foram respondidos que o que existem são muitos e muitos focos e não ausência de objetivos.
Bom, o argumento do texto é de que essa falta de foco, a impulsividade e os erros das informações nas redes sociais induziram as manifestações a erro. Tendo levado a população a tomar partido numa disputa entre as corporações do Ministério Público e da Polícia e levando-a a esquecer-se de cobrar outras medidas mais efetivas de melhoria da segurança pública.
Qualquer profissional ou pessoa que resolver estudar problemas públicos com atenção e persistência, encontrará milhares deles e centenas de propostas de solução, que em princípio podem funcionar. Sem dúvida, existiam e existem muitas outras coisas importantes que deveriam causar protestos. Por que a sociedade escolheu uma duzia destas em prejuízo do restante? Essas foram as escolhas certas? Essa é uma reflexão importante, mas é prematuro afirmar que a percepção ou modo de escolha estão errados.
O que quero abordar é principalmente a análise feita sobre o Ministério Público e também tratar um pouco de sua relação com a Polícia. Ao fazê-la, não tenho como me afastar muito da minha experiência de fazer parte do Ministério Público Federal há quase 10 anos. Mas também não a posso tomar como a realidade de todo o Ministério Público Federal ou dos demais Ministérios Públicos. A vida é muito maior que nossas pequenas experiências e visões pessoais e conclusões genéricas acabam sempre sujeitas a revisões.
O texto que estamos analisando tem vários diagnósticos interessantes. Mas quero analisar alguns dos quais eu discordei mais.
O primeiro trecho é “...Mas promove por vezes seleção do caso persecutório, dando preferência ao que lhe ofereça maior exposição midiática e ao que traduza maior risco para atores da política e da economia...”.
Isso é algo que eu tenho ouvido eventualmente por ali ou por aqui, mas não corresponde a minha experiência como promotor de justiça no âmbito federal. A expressão “por vezes” é muito vaga para se ter uma noção firme. Quantas vezes, em quais casos e quantos casos esses representam do total de investigações? Esse é um número que um comentarista externo teria dificuldade de obter, mas comentários de um Corregedor-geral do Ministério Público sempre podem vir acompanhados de estudos, números e documentos técnicos que se sobreponham em qualidade a informações como as que teriam em tese induzido a erro a sociedade em seus protestos.
Agora, quem escolhe o que e o como é publicado na mídia? O Promotor de Justiça, mais ou menos como outros funcionários públicos que prestem informações a mídia, apresenta sua versão, mas é a mídia que decide se publica ou não, o que e como, e não o contrário. Muitos casos relevantes que não traduzem risco aos políticos por não serem atuações repressivas, não recebem a mesma atenção e isso pode alterar a percepção de um leigo e fazê-lo acreditar que aquela é a conduta cotidiana do Ministério Público.
Outro trecho relevante para a crítica: … “O fenômeno do concurseirismo: os novos procuradores e promotores são, em geral, jovens com excelente formação jurídica, mas que são muito exigentes quanto ao que esperam da carreira e reagem com acentuada agressividade quando são frustrados em suas demandas. Estas dizem respeito à remuneração, às vantagens, ao prestígio e ao poder que dele decorre.”
Neste trecho aflora um importante conflito intergeracionais. Não são apenas nos concursos para promotores que passam muitos “jovens”. Milhares de cargos em comissão de livre nomeação, em Brasília e muitos outros lugares, são ocupados por pessoas igualmente ou até mais jovens. Também foram principalmente os jovens, de corpo ou de alma, que saíram as ruas para protestar. É natural que os jovens sejam exigentes e até agressivos quando frustrados, embora essa reação tenha mais haver com maturidade e não com idade. Mas jovens participativos, opiniativos, exigentes vão formar “adultos” melhores. É o que todos esperamos.
Outro trecho importante: “A disputa pelo poder investigatório, presente na campanha da PEC 37, em última análise é parte dessa competição e não traduz nenhuma preocupação com a eficiência do Estado. Investigar ou não investigar é poder ou não poder expor a governança e a sociedade a riscos e, portanto, é cacifar-se ou não se cacifar para demandas corporativas.” (grifei)
Embora a disputa pelo poder de investigação, para que seja apenas das polícias ou também do ministério público seja sim uma questão corporativa, ela é maior do que isso. Ela tem haver com mais possibilidade de investigação dos inúmeros crimes e da corrupção que prejudica o país. Mas a investigação é o poder de proteger e não de expor a sociedade e a governança desta mesma sociedade a riscos. A investigação descobrirá os fatos e os responsáveis pelas condutas antisociais e criminosas que prejudiquem a sociedade. De fato, os recursos aplicados, a colaboração e os resultados das investigações devem ser constantemente melhorados e disso não tratou a PEC 37, que apenas impedia o Ministério Público de investigar. Essa é uma das bandeiras muito relevantes. Assim, como a da “...organização do sistema de ganhos na administração pública para lhe conferir maior eficiência.” também levantada pelo autor do texto.
As atuais manifestações e protestos surpreenderam a muitos, nas redes sociais e nas ruas. Surge naturalmente uma vontade de tentar explicá-las e já temos várias análises. Esta, visa debater com a análise feita pelo texto “Derrota da PEC 37: a apropriação corporativa das manifestações de rua no Brasil”. A ideia geral é apresentada de plano: “O movimento das ruas se deixou apropriar por um dos lados do conflito corporativo. Deixou-se de cobrar o que realmente importa na investigação criminal: segurança jurídica, respeito aos direitos do investigado e o fim da violência policial e de disputas corporativistas”. Para a melhor compreensão deste texto, vale a leitura daquele primeiro, que você pode encontrar aqui http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/
Interlúdio: Se você quiser ler um bom texto de verdade sobre as motivações dos protestos, leia http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/119566-quotanota-ai-eu-sou-ninguemquot.shtml.
A pergunta é: A sociedade foi enganada ou manipulada em sua livre vontade de protestar ao pedir a rejeição da PEC 37?
Umas das coisas que as análises têm abordado é que falta orientação e direção claros nos protestos. Isso levou comentaristas a dizer que a multidão não tinha foco. Ao que foram respondidos que o que existem são muitos e muitos focos e não ausência de objetivos.
Bom, o argumento do texto é de que essa falta de foco, a impulsividade e os erros das informações nas redes sociais induziram as manifestações a erro. Tendo levado a população a tomar partido numa disputa entre as corporações do Ministério Público e da Polícia e levando-a a esquecer-se de cobrar outras medidas mais efetivas de melhoria da segurança pública.
Qualquer profissional ou pessoa que resolver estudar problemas públicos com atenção e persistência, encontrará milhares deles e centenas de propostas de solução, que em princípio podem funcionar. Sem dúvida, existiam e existem muitas outras coisas importantes que deveriam causar protestos. Por que a sociedade escolheu uma duzia destas em prejuízo do restante? Essas foram as escolhas certas? Essa é uma reflexão importante, mas é prematuro afirmar que a percepção ou modo de escolha estão errados.
O que quero abordar é principalmente a análise feita sobre o Ministério Público e também tratar um pouco de sua relação com a Polícia. Ao fazê-la, não tenho como me afastar muito da minha experiência de fazer parte do Ministério Público Federal há quase 10 anos. Mas também não a posso tomar como a realidade de todo o Ministério Público Federal ou dos demais Ministérios Públicos. A vida é muito maior que nossas pequenas experiências e visões pessoais e conclusões genéricas acabam sempre sujeitas a revisões.
O texto que estamos analisando tem vários diagnósticos interessantes. Mas quero analisar alguns dos quais eu discordei mais.
O primeiro trecho é “...Mas promove por vezes seleção do caso persecutório, dando preferência ao que lhe ofereça maior exposição midiática e ao que traduza maior risco para atores da política e da economia...”.
Isso é algo que eu tenho ouvido eventualmente por ali ou por aqui, mas não corresponde a minha experiência como promotor de justiça no âmbito federal. A expressão “por vezes” é muito vaga para se ter uma noção firme. Quantas vezes, em quais casos e quantos casos esses representam do total de investigações? Esse é um número que um comentarista externo teria dificuldade de obter, mas comentários de um Corregedor-geral do Ministério Público sempre podem vir acompanhados de estudos, números e documentos técnicos que se sobreponham em qualidade a informações como as que teriam em tese induzido a erro a sociedade em seus protestos.
Agora, quem escolhe o que e o como é publicado na mídia? O Promotor de Justiça, mais ou menos como outros funcionários públicos que prestem informações a mídia, apresenta sua versão, mas é a mídia que decide se publica ou não, o que e como, e não o contrário. Muitos casos relevantes que não traduzem risco aos políticos por não serem atuações repressivas, não recebem a mesma atenção e isso pode alterar a percepção de um leigo e fazê-lo acreditar que aquela é a conduta cotidiana do Ministério Público.
Outro trecho relevante para a crítica: … “O fenômeno do concurseirismo: os novos procuradores e promotores são, em geral, jovens com excelente formação jurídica, mas que são muito exigentes quanto ao que esperam da carreira e reagem com acentuada agressividade quando são frustrados em suas demandas. Estas dizem respeito à remuneração, às vantagens, ao prestígio e ao poder que dele decorre.”
Neste trecho aflora um importante conflito intergeracionais. Não são apenas nos concursos para promotores que passam muitos “jovens”. Milhares de cargos em comissão de livre nomeação, em Brasília e muitos outros lugares, são ocupados por pessoas igualmente ou até mais jovens. Também foram principalmente os jovens, de corpo ou de alma, que saíram as ruas para protestar. É natural que os jovens sejam exigentes e até agressivos quando frustrados, embora essa reação tenha mais haver com maturidade e não com idade. Mas jovens participativos, opiniativos, exigentes vão formar “adultos” melhores. É o que todos esperamos.
Outro trecho importante: “A disputa pelo poder investigatório, presente na campanha da PEC 37, em última análise é parte dessa competição e não traduz nenhuma preocupação com a eficiência do Estado. Investigar ou não investigar é poder ou não poder expor a governança e a sociedade a riscos e, portanto, é cacifar-se ou não se cacifar para demandas corporativas.” (grifei)
Embora a disputa pelo poder de investigação, para que seja apenas das polícias ou também do ministério público seja sim uma questão corporativa, ela é maior do que isso. Ela tem haver com mais possibilidade de investigação dos inúmeros crimes e da corrupção que prejudica o país. Mas a investigação é o poder de proteger e não de expor a sociedade e a governança desta mesma sociedade a riscos. A investigação descobrirá os fatos e os responsáveis pelas condutas antisociais e criminosas que prejudiquem a sociedade. De fato, os recursos aplicados, a colaboração e os resultados das investigações devem ser constantemente melhorados e disso não tratou a PEC 37, que apenas impedia o Ministério Público de investigar. Essa é uma das bandeiras muito relevantes. Assim, como a da “...organização do sistema de ganhos na administração pública para lhe conferir maior eficiência.” também levantada pelo autor do texto.
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domingo, 20 de janeiro de 2013
Deflorando mentes.
Eu sei quem você é.
Nós mal nos conhecemos.
Eu sou boa em adivinhação, intuição e em juntar peças desconexas quaisquer sobre a vida dos homens em geral. Mais alguns minutos de conversa e perguntas e eu poderei traçar um perfil completo de você.
Interessante... mas eu prefiro deflorar-te!
O que você está falando, seu canalha vulgar? Eu vou embora!
Fique aqui (ele a segura pelo braço), eu só posso e só vou deflorar a tua mente.
(silêncio e suspense angustiantes)
Eu não suporto o silêncio.
Ele é necessário. E agora que se acaba, vejo que em teu caso ele será quebrado de modo particularmente doloroso.
Estou ouvindo... (olhar desafiador)
Deflorar é tirar a flor. As pessoas comuns acham que trata-se de tirar a virgindade, romper o hímen. Mas como sabes, esta flor não te posso tirar novamente. Eu falo em deflorar a parte mais bela e intocada de tua mente: como julgas o mundo, e por reflexo, o que pensas de ti mesma.
(tristeza)
Aqui na rua? As pessoas estão olhando. Não faça isso, por favor.
É uma violência necessária a tua vida, pois estás a desperdiçando vergonhosamente, não preciso de tua autorização. Além disso, não te preocupes, eu já tive a minha vez, e por isso posso fazer isso por ti.
Levanta a saia dos teus preconceitos.
(ela, relutante, levanta)
Desabotoa a blusa de teus auto-enganos.
(seus dedos tocam os botões e hesitam; ele a ajuda)
Tira o sutiã de tuas ideologias.
Não (,) pára, eu não suporto mais isso. Tem que ser assim?
Tem que ser assim.
Baixa a calcinha de teus moralismos.
Eu não quero mais ouvir isso!
(se debate)
Estou quase acabando...
(Ela chora, enquanto as suas decisões anteriores, tão parecidas umas com as outras, alinham-se para uma última fotografia de despedida que faz sua mente latejar)
O que você fez comigo?
Perceba.
(ela primeiro desvia o olhar, mas quando olha, mal se reconhece.)
Que é essa doce e intensa presença?
Acabamos. Veja como você está linda. Melhor, veja como VOCÊ É LINDA, PERFEITA!
(ela respira profunda)
Como te sentes sem a castidade mental com a qual impedias a ti própria o gozo dos teus infinitos, especiais e únicos potenciais?
Estranha, como se estivesse nua, mas não é ruim como eu imaginava. Estou bem...
Estás livre. Segue agora para uma vida intensa, porque os teus anos têm andado apressados. Já sabes o principal, que a beleza de tua mente não está em sua virgindade.
Posso ir contigo?
Dessa vez não.
Obrigada assim mesmo.
Esse texto foi desenvolvido a partir do texto original 'Deflorando mentes' de 2008 do mesmo autor.
Nós mal nos conhecemos.
Eu sou boa em adivinhação, intuição e em juntar peças desconexas quaisquer sobre a vida dos homens em geral. Mais alguns minutos de conversa e perguntas e eu poderei traçar um perfil completo de você.
Interessante... mas eu prefiro deflorar-te!
O que você está falando, seu canalha vulgar? Eu vou embora!
Fique aqui (ele a segura pelo braço), eu só posso e só vou deflorar a tua mente.
(silêncio e suspense angustiantes)
Eu não suporto o silêncio.
Ele é necessário. E agora que se acaba, vejo que em teu caso ele será quebrado de modo particularmente doloroso.
Estou ouvindo... (olhar desafiador)
Deflorar é tirar a flor. As pessoas comuns acham que trata-se de tirar a virgindade, romper o hímen. Mas como sabes, esta flor não te posso tirar novamente. Eu falo em deflorar a parte mais bela e intocada de tua mente: como julgas o mundo, e por reflexo, o que pensas de ti mesma.
(tristeza)
Aqui na rua? As pessoas estão olhando. Não faça isso, por favor.
É uma violência necessária a tua vida, pois estás a desperdiçando vergonhosamente, não preciso de tua autorização. Além disso, não te preocupes, eu já tive a minha vez, e por isso posso fazer isso por ti.
Levanta a saia dos teus preconceitos.
(ela, relutante, levanta)
Desabotoa a blusa de teus auto-enganos.
(seus dedos tocam os botões e hesitam; ele a ajuda)
Tira o sutiã de tuas ideologias.
Não (,) pára, eu não suporto mais isso. Tem que ser assim?
Tem que ser assim.
Baixa a calcinha de teus moralismos.
Eu não quero mais ouvir isso!
(se debate)
Estou quase acabando...
(Ela chora, enquanto as suas decisões anteriores, tão parecidas umas com as outras, alinham-se para uma última fotografia de despedida que faz sua mente latejar)
O que você fez comigo?
Perceba.
(ela primeiro desvia o olhar, mas quando olha, mal se reconhece.)
Que é essa doce e intensa presença?
Acabamos. Veja como você está linda. Melhor, veja como VOCÊ É LINDA, PERFEITA!
(ela respira profunda)
Como te sentes sem a castidade mental com a qual impedias a ti própria o gozo dos teus infinitos, especiais e únicos potenciais?
Estranha, como se estivesse nua, mas não é ruim como eu imaginava. Estou bem...
Estás livre. Segue agora para uma vida intensa, porque os teus anos têm andado apressados. Já sabes o principal, que a beleza de tua mente não está em sua virgindade.
Posso ir contigo?
Dessa vez não.
Obrigada assim mesmo.
Esse texto foi desenvolvido a partir do texto original 'Deflorando mentes' de 2008 do mesmo autor.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
O que Todos sabem e o que Ninguém sabe...
Todos sabem o quanto minha mãe me ama,
Ninguém sabe os momentos em que ela duvida,
Todos sabem como eu era um menino bonitinho,
Ninguém acreditaria no que eu queria fazer com o mundo quando estava com raiva,
Todos sabem sobre o bairro que eu morei,
Ninguém viu a viela da qual eu tinha medo,
Todos sabem que terminei o colégio,
Ninguém conhece meus fantasmas dos amores não vividos*,
Todos lembram dos meus sonhos e fantasias juvenis,
Ninguém imagina que eu ainda acredite neles,
Todos admiraram meus sucessos,
Ninguém somou os custos para ver se valia a pena,
Todos conheceram meus fracassos,
Ninguém que participou tem pena do meu sangue,
Todos sabem que tive amores,
Ninguém sabe como cada um doeu a sua maneira,
Todos sabem o que penso,
Ninguém ousaria afogar-se nesse sumidouro de realidade,
Ninguém sabe o que não sabe,
Muitas dessas coisas, todos os outros sabem,
Ninguém ama serenamente o que não possui,
Todos cobiçam as miragens,
Ninguém pensa,
Todos falam,
Ninguém fala,
Todos pensam,
Ninguém ama a um Outro,
Todos buscam a si,
'Ninguém' não existe. Nesse mundo só é real o 'Alguém'.
'Todos' é fruto da minha imaginação, 'Muitos' é o que existe na realidade.
(*Não sou o autor dessa expressão, ele permanece anônimo.)
Ninguém sabe os momentos em que ela duvida,
Todos sabem como eu era um menino bonitinho,
Ninguém acreditaria no que eu queria fazer com o mundo quando estava com raiva,
Todos sabem sobre o bairro que eu morei,
Ninguém viu a viela da qual eu tinha medo,
Todos sabem que terminei o colégio,
Ninguém conhece meus fantasmas dos amores não vividos*,
Todos lembram dos meus sonhos e fantasias juvenis,
Ninguém imagina que eu ainda acredite neles,
Todos admiraram meus sucessos,
Ninguém somou os custos para ver se valia a pena,
Todos conheceram meus fracassos,
Ninguém que participou tem pena do meu sangue,
Todos sabem que tive amores,
Ninguém sabe como cada um doeu a sua maneira,
Todos sabem o que penso,
Ninguém ousaria afogar-se nesse sumidouro de realidade,
Ninguém sabe o que não sabe,
Muitas dessas coisas, todos os outros sabem,
Ninguém ama serenamente o que não possui,
Todos cobiçam as miragens,
Ninguém pensa,
Todos falam,
Ninguém fala,
Todos pensam,
Ninguém ama a um Outro,
Todos buscam a si,
'Ninguém' não existe. Nesse mundo só é real o 'Alguém'.
'Todos' é fruto da minha imaginação, 'Muitos' é o que existe na realidade.
(*Não sou o autor dessa expressão, ele permanece anônimo.)
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domingo, 25 de novembro de 2012
Que Educação precisamos para Amanhã?
Para quem acha que educação é principalmente aprender o que já existe - concepção tradicional - vale ouvir Sir Ken Robison em sua fala na TED (http://www.ted.com) - com legendas em português:
E a parte 2:
E a parte 2:
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sábado, 10 de novembro de 2012
Perdeu a cadela?
- Oi. Você viu passar por aqui uma cadelinha branca
arrastando uma coleira de couro?
- Não. Você a perdeu?
- Você acredita que ela fugiu atrás de um dálmata?! Já procurei por tudo, mas não consigo encontrá-la.
- Éhh; as vezes eles fazem isso. O meu cachorro, faz seis
meses, sob meus gritos por ele, foi sem olhar para trás e nunca mais voltou.
- Não consigo aceitar essa situação. É tão antinatural o cão abandonar
seu dono.
- Bem, ele é um animal, com suas necessidades para atender...
- O meu tinha tudo o que precisava em casa. Comida, carinho, proteção e brinquedos. O que eu não quis foi dar uma cadelinha para ele namorar. Acho indecente isso.
- Olha, eu tenho cachorro há muito tempo. Já tive vários. A partir do finado labrador, percebi que para ele era importante ter uma cadelinha em casa. - E por um tempo vivemos bastante felizes desse jeito. Embora isso não seja o suficiente.
- Nem isso? O que mais eles querem então?
- Olha, eu tenho uma ideia meio maluca sobre isso. No fundo, no fundo, acho que eles queriam ser os donos da casa e que nós fôssemos os animaizinhos de estimação deles, para mandar e cuidar de nós. Tão importante quanto o sexo é a alternância dos papéis na relação. Você aceitaria essa inversão por amor?
- COMO ASSIM? Quero um cachorrinho para que EU tenha companhia; e não o contrário!
- Sim, entendo. Mas faça um exercício de empatia e tente se colocar no lugar dele. Eu faço. Imagino que eu sou uma cadelinha e que dependo do meu amo para tudo. Quanto tempo você acha que poderia viver assim?
- Não sei, não dá para prever, só consigo me ver na posição de dono. Nesta, eu faria o meu melhor e empregaria com minha cadela todos os cuidados...
- Não sei se é o suficiente para ficar...
- Não dá para saber sem tentar.
- Não sei mesmo o que fazer. As coisas ficaram confusas agora. Acho que a gente deveria combinar de sair para comer alguma coisa amanhã. Talvez você me convença, pelo menos por um tempo.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Não é a proximidade do Outro que me incomoda,
E sim a estranheza que sinto ao encontrar meu eu nele exilado
E sim a estranheza que sinto ao encontrar meu eu nele exilado
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domingo, 17 de julho de 2011
debates
O que me agrada em ouvir os meus amigos discutindo é que aprendo mais que eles e com menos esforço e desgaste que eles enfrentam ao, interminavelmente, discutirem e argumentarem em busca da defesa de si proprios.
domingo, 6 de março de 2011
Porque a realidade objetiva decorre do subjetivo, e não o contrário (relaxa, é apenas um contraponto cíclico!)
1. O que vejo em mim, vejo lá fora (projeção).
2. A partir deste jeito que percebo o mundo, é que defino como me comporto com ele.
3. As pessoas então, se comportam, em uma certa medida, reagindo a minhas ações, agindo comigo este conjunto de pessoas - o mundo - como eu agi com ele (é aqui que dizemos que nosso comportamento é baseado na realidade objetiva externa...)
4. Enfim, o que fiz baseado no que vi no mundo, é o que fiz baseado no que vejo em mim.
5. Solução: nosce te ipsum.
2. A partir deste jeito que percebo o mundo, é que defino como me comporto com ele.
3. As pessoas então, se comportam, em uma certa medida, reagindo a minhas ações, agindo comigo este conjunto de pessoas - o mundo - como eu agi com ele (é aqui que dizemos que nosso comportamento é baseado na realidade objetiva externa...)
4. Enfim, o que fiz baseado no que vi no mundo, é o que fiz baseado no que vejo em mim.
5. Solução: nosce te ipsum.
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Sabedoria popular
A coisa tá uma bagunça? dá um freio de arrumação.
Isto é quando o motora, tá com o caminhão carregado e tá tudo uma bagunça e ele mete o pé no freio e a pressão ajeita tudo; este é o tal do freio de arrumação.
------------
Se alguém chegar para ti, querendo resolver um problema, cheio de argumentos, lhe pergunte: meu caro, escolha, nesta questão, tu quer ter razão ou quer ser feliz?
-----------
Para alguém muito perturbado, exorcise assim: Saiam demônios, deste corpo, mas saiam de dez em dez que é prá não causar tumulto.
(as frases são coletadas, sou só o escriba)
Isto é quando o motora, tá com o caminhão carregado e tá tudo uma bagunça e ele mete o pé no freio e a pressão ajeita tudo; este é o tal do freio de arrumação.
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Se alguém chegar para ti, querendo resolver um problema, cheio de argumentos, lhe pergunte: meu caro, escolha, nesta questão, tu quer ter razão ou quer ser feliz?
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Para alguém muito perturbado, exorcise assim: Saiam demônios, deste corpo, mas saiam de dez em dez que é prá não causar tumulto.
(as frases são coletadas, sou só o escriba)
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domingo, 5 de dezembro de 2010
Fala a um antigo amigo
Meu Amigo Pedro (letra do mestre Raul), ouça em http://www.youtube.com/watch?v=oU2aGLfmZvg
Muitas vezes Pedro você fala
Sempre a se queixar da solidão
quem te fez com ferro fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não
Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro, as coisas não são bem assim
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria e a guerra é dura
Mas, se não puder cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura
Lembro Pedro aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta
E você me chama de vagabundo
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas, tudo acaba onde co..me..çou
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou a
perdição
Há tantos caminhos, tantas portas
Mas, somente um tem coração
E eu não tenho nada a te dizer
Mas, não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
É que tudo acaba onde co..me..çou
Muitas vezes Pedro você fala
Sempre a se queixar da solidão
quem te fez com ferro fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não
Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro, as coisas não são bem assim
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria e a guerra é dura
Mas, se não puder cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura
Lembro Pedro aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta
E você me chama de vagabundo
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas, tudo acaba onde co..me..çou
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou a
perdição
Há tantos caminhos, tantas portas
Mas, somente um tem coração
E eu não tenho nada a te dizer
Mas, não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
É que tudo acaba onde co..me..çou
sábado, 9 de outubro de 2010
silêncio ou diálogo?
1. - Você veio pelo anúncio?
Ela acena afirmativa e timidamente com a cabeça.
O anúncio procurando por uma namorada muda, certo?
Novo aceno...
2. - Você veio pelo anúncio no qual eu peço a namorada muda?
Não.
Então, ouça-me com atenção, porque essa é a nossa única chance: nossos monólogos devem, juntos, parecer uma conversa... (D. Filgueiras)
Ela acena afirmativa e timidamente com a cabeça.
O anúncio procurando por uma namorada muda, certo?
Novo aceno...
2. - Você veio pelo anúncio no qual eu peço a namorada muda?
Não.
Então, ouça-me com atenção, porque essa é a nossa única chance: nossos monólogos devem, juntos, parecer uma conversa... (D. Filgueiras)
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