Será que a opinião pública está tão interessada assim na visão que Narcisa
Tamborindeguy ou Adriane Galisteu têm da vida? A julgar pelo espaço que a
mídia dedica a esse tipo de formador (?????) de opinião, o Brasil virou um
imenso Castelo de Caras. Adriane Galisteu, após o seu casamento relâmpago,
falou às páginas amarelas de "Veja" e deu aula magna de insensibilidade,
egoísmo e... sinceridade! Estranha mistura, mas a moça tem razão quando se
diz sincera. Ela não engana, revela‑se de corpo (e que corpo!) inteiro, e o
retrato que aparece é assustador! Adriane teve uma infância atribulada,
perdeu o pai aos 15 anos, ainda pobre, e um irmão com AIDS quando já não era
tão pobre. "Eu não tinha um tostão, não tinha dinheiro para comprar um
pastel. Meu irmão estava doente. Minha mãe ganhava 190 reais do INSS, meu
pai já tinha morrido. Eu sustentava todo mundo e não tinha poupança
alguma". Peço licença a Adriane, mas vou falar de outra infância triste
de mulher,a de Rosa Célia Barbosa. Seu perfil ‑ admirável ‑ surgiu em
recente reportagem da "Vejinha" sobre os melhores médicos do Rio de Janeiro.
Alagoana, pequena, 1m50cm, começou a sua odisséia aos sete anos. Largada
num orfanato em Botafogo, Rosa Célia chorou durante meses. Toda a mulher de
saia eu achava que era a minha mãe que vinha me buscar. Depois de um
tempo, desisti.". Voltemos a Adriane Galisteu. Ela é rica, bem sucedida, e
"nem na metade da escada ainda". A escada, não deixa de ser uma boa imagem
para alguém que ‑ como uma verdadeira Scarlet O´Hara de tempos neoliberais
(muito mais neo que liberais) ‑ resolveu que nunca mais vai passar fome. Até
aí, tudo bem; mas é desconcertante ver como o sofrimento pode levar à total
insensibilidade. Pergunta da repórter a Adriane se ela faria algo para o bem
do outro: "Para o bem do outro? Não, só faço pelo meu bem. Essa coisa de dar
sem cobrar, dar sem pedir, não existe. Depois, você acaba jogando isso
na cara do outro." "Você nunca cede, então?" "Cedo, claro que cedo. Já cedi
em coisas que não afetam a minha vida. Ele gosta de dormir em lençol
de linho
>>>> e eu gosto de dormir em lençol de seda. Aí dá para ceder..." Rosa Célia
fez vestibular de medicina quando morava de favor num
quartinho e trabalhava para manter‑se. Formou‑se e resolveu dedicar‑se à
cardiologia neonatal e infantil, quando trabalhava no Hospital da Lagoa. Sem
saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar no
National Heart Hospital, em Londres, com Jane Sommerville, a maior
especialista mundial no assunto. Estudou inglês e conseguiu uma bolsa e uma
carta da Dra. Sommerville. Em Londres, era gozada pelos colegas ingleses por
causa de seu inglês jeca. Ganhou o respeito geral quando acertou um
diagnóstico difícil numa paciente escocesa, após examiná‑la por oito horas
seguidas. "Ela falava um inglês ainda pior do que o eu", lembra Rosa Célia
divertida.
Adriane Galisteu está rica, mas não confia em ninguém, salvo na mãe Nem nos
amigos. Vejam: "Eu não posso sair confiando nas pessoas". Não tenho
motorista, nem segurança, por isso mesmo. É mais gente para te trair. Eu
confio mais nos bichos do que nas pessoas. Ainda existem pessoas que acham
que eu tenho amnésia. Muitas das que convivem comigo hoje já me viraram a
cara quando estava por baixo. Mas você pensa que eu as trato mal? Trato com
a maior naturalidade. Porque elas podem até me usar, mas eu
vou usá‑las também. "É uma troca." De Londres, Rosa Célia iria direto para
Houston, nos Estados Unidos. Fora escolhida e convidada para a Meca da
cardiologia mundial. Futuro brilhante a aguardava. Uma gravidez inesperada
atrapalhou o sonho. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, voltando
ao Rio de Janeiro. Reassumiu seu cargo no Hospital da Lagoa e abriu
consultório. Mas todo ano
viaja para estudar. Passa no mínimo um mês no Children´s Hospital, em
Boston, trabalhando 12 horas por dia. "Você gosta de dinheiro, (Adriane)?"
"Adoro dinheiro e detesto hipocrisia". Gasto, gosto de gastar, gosto de não
fazer conta, de viajar de primeira classe. Tem gente que fala: esse dinheiro
que ganhei eu vou doar... O meu eu não dôo não. O meu eu dôo é para a minha
conta. Eu adoro fazer o bem, mas também tenho minhas prioridades: minha
casa, minha família. Primeiro vou ajudar quem está mais próximo. "Mas
faço minhas campanhas beneficentes." Rosa Célia atualmente chefia um
sofisticadíssimo centro cardiológico, o Pró‑Cardíaco. Lá são tratados casos
limite, histórias tristes. O hospital é privado e caríssimo, mas ela achou
um jeito de operar ali crianças sem posses. Criou uma ONG, passa o chapéu,
fala com amigos e com empresários. O seu Projeto Pró‑Criança já atendeu mais
de 500, e 120
foram operadas. Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher,
baixinha, alagoana. Eu fiz." Voltemos a Adriane Galisteu e esbarraremos,
brutalmente, na frustração. Já tive vontade de viajar e não podia. Queria
ter um carro e não tinha. Queria ter feito uma faculdade e não tive
dinheiro. Não que eu sinta falta de livros, porque livro a gente compra na
esquina, e conhecimento a gente adquire na vida. Eu sinto falta é de contar
para os amigos essas histórias que todo mundo tem, do tempo da
faculdade. Duas vidas, dois perfis fora da normalidade, matéria‑prima para
os órgãos de imprensa. Mas qual é a mais valorizada pela mídia hoje em dia?
É fácil constatar e chegar à conclusão de que há algo muito errado com a
nossa sociedade. Pode ser até que o leitor tenha interesse mórbido
em saber o que as louras e morenas burras ou muito espertas andam fazendo,
mas a mídia não deve limitar‑se a refletir e a conformar‑se com a
mediocridade, o vazio, o oportunismo e a falta de ética. Os órgãos de
imprensa devem ter um papel transformador na sociedade e, nesse sentido,
estaríamos melhor servidos se houvesse mais Rosas Célias nos jornais, nas
revistas e TVs que nos cercam. Voltando ao Castelo de Caras, as belas
Adrianes, Narcisas, Lucianas,Suzanas ou Carlas, certamente encontrarão lá um
espelho mágico... Se for mesmo mágico dirá que Rosa Célia é mais bela do que
todas vocês.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Alguém ter muito, muito dinheiro, é injusto com os pobres?
Leia esta e outras respostas nos 'sete pecados capitais' segundo Mahatma Gandhi:
1. política sem princípios;
2. riqueza sem trabalho;
3. prazer sem consciência;
4. conhecimento sem caráter;
5. comércio sem moralidade;
6. ciência sem humanidade;
7. devoção sem sacrifício
1. política sem princípios;
2. riqueza sem trabalho;
3. prazer sem consciência;
4. conhecimento sem caráter;
5. comércio sem moralidade;
6. ciência sem humanidade;
7. devoção sem sacrifício
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Fala a um antigo amigo
Meu Amigo Pedro (letra do mestre Raul), ouça em http://www.youtube.com/watch?v=oU2aGLfmZvg
Muitas vezes Pedro você fala
Sempre a se queixar da solidão
quem te fez com ferro fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não
Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro, as coisas não são bem assim
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria e a guerra é dura
Mas, se não puder cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura
Lembro Pedro aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta
E você me chama de vagabundo
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas, tudo acaba onde co..me..çou
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou a
perdição
Há tantos caminhos, tantas portas
Mas, somente um tem coração
E eu não tenho nada a te dizer
Mas, não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
É que tudo acaba onde co..me..çou
Muitas vezes Pedro você fala
Sempre a se queixar da solidão
quem te fez com ferro fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não
Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro, as coisas não são bem assim
Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria e a guerra é dura
Mas, se não puder cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura
Lembro Pedro aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta
E você me chama de vagabundo
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas, tudo acaba onde co..me..çou
Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou a
perdição
Há tantos caminhos, tantas portas
Mas, somente um tem coração
E eu não tenho nada a te dizer
Mas, não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Pedro onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde co..me..çou
É que tudo acaba onde co..me..çou
Antigamente "a Lei funcionava" mas doía demais...
SENTENÇA JUDICIAL DATADA DE 1833 - PROVÍNCIA DE SERGIPE
O adjunto de promotor público, representa contra o cabra Manoel Duda, porque
no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento
ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava em uma moita
de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria
para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito
cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della
de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou
e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam
o cujo
em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer
naufrágio do sucesso faz prova.
CONSIDERO:
QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com
ella e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar,porque
casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana; QUE o cabra Manoel
Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas
vizinhas, tanto que quis também fazer conxambranas com a Quitéria
e Clarinha, moças donzellas; QUE Manoel Duda é um sujetio perigoso e que
se não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo
medo até nos homens.
CONDENO:
O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser
CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE.A execução desta peça deverá
ser feita na cadeia desta Villa.Nomeio carrasco o carcereiro. Cumpra-se
e apreguem-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos.
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe,
15 de Outubro de 1833
O adjunto de promotor público, representa contra o cabra Manoel Duda, porque
no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento
ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava em uma moita
de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria
para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito
cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della
de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou
e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam
o cujo
em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer
naufrágio do sucesso faz prova.
CONSIDERO:
QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com
ella e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar,porque
casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana; QUE o cabra Manoel
Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas
vizinhas, tanto que quis também fazer conxambranas com a Quitéria
e Clarinha, moças donzellas; QUE Manoel Duda é um sujetio perigoso e que
se não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo
medo até nos homens.
CONDENO:
O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser
CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE.A execução desta peça deverá
ser feita na cadeia desta Villa.Nomeio carrasco o carcereiro. Cumpra-se
e apreguem-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos.
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe,
15 de Outubro de 1833
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(Sobre o silêncio): shhh!
Havia numa pequena aldeia esquecida entre as montanhas um confeiteiro mestre. Passou a vida fazendo bolos e doces. Com o tempo não via mais graça em fazer sempre os mesmos e começou a inventar. Os primeiros foram os bombons de chocolate com ar comprimido que – buff – acabavam explodindo no ar, deixando nele um delicioso cheiro de chocolate e alguma erva especial que lhe era misturada. E daí seguiram-se muitos outros.
Também havia nesta aldeia um padre muito zeloso de seu ofício. Estudava muito a bíblia e se empenhava de corpo e alma na pregação de cada sermão que fazia. Tinha porém o terrível hábito de fazer questão de saber se os fiéis realmente tinham sido arrebatados pela palavra divina vinda através de sua boca. Usava um bom critério: o tempo que as pessoas demoravam para voltar a conversar animada e frivolamente após o sermão e o fim do culto. Depois comparava com a impressão que outras atividades causavam.
Excluiu logo de início o sexo, não porque o achasse sem importância, mas porque não via como pesquisá-lo sem sujar-se daqueles que o praticam como que religiosamente.
Quadros bem pintados por exemplo, costumavam gerar o mesmo tempo de enlevo calado que um sermão mediano. O que não fazia sentido era que os melhores sermões perdessem sempre para os doces do confeiteiro.
Sabendo o padre que aquele os preparava no mais absoluto silêncio, chegou a pensar se era obra demoníaca que se ocultava ou se simplesmente aquele silêncio prazeroso que se seguia ao comer não era causado na alma, mas por algum ingrediente qualquer que lhe imitava os efeitos muito perfeitamente.
Um dia chega à aldeia um viajante e escreve a resposta aos questionamentos do padre; e esse, ao ler, se liberta.
Agora, escreve abaixo o que pensas que escreveu o estrangeiro, sim, tu mesmo leitor, escreve!
Também havia nesta aldeia um padre muito zeloso de seu ofício. Estudava muito a bíblia e se empenhava de corpo e alma na pregação de cada sermão que fazia. Tinha porém o terrível hábito de fazer questão de saber se os fiéis realmente tinham sido arrebatados pela palavra divina vinda através de sua boca. Usava um bom critério: o tempo que as pessoas demoravam para voltar a conversar animada e frivolamente após o sermão e o fim do culto. Depois comparava com a impressão que outras atividades causavam.
Excluiu logo de início o sexo, não porque o achasse sem importância, mas porque não via como pesquisá-lo sem sujar-se daqueles que o praticam como que religiosamente.
Quadros bem pintados por exemplo, costumavam gerar o mesmo tempo de enlevo calado que um sermão mediano. O que não fazia sentido era que os melhores sermões perdessem sempre para os doces do confeiteiro.
Sabendo o padre que aquele os preparava no mais absoluto silêncio, chegou a pensar se era obra demoníaca que se ocultava ou se simplesmente aquele silêncio prazeroso que se seguia ao comer não era causado na alma, mas por algum ingrediente qualquer que lhe imitava os efeitos muito perfeitamente.
Um dia chega à aldeia um viajante e escreve a resposta aos questionamentos do padre; e esse, ao ler, se liberta.
Agora, escreve abaixo o que pensas que escreveu o estrangeiro, sim, tu mesmo leitor, escreve!
VIAJANDO PELO MUNDO RICO.
Vivemos num mundo muito rico. A Terra é rica, e não estou falando de dinheiro, mas de momentos e encontros. Mas 'muito rico' aqui não quer dizer maravilhoso, porque há muita dor, muitas injustiças e muita merda também (a gente não gosta nem de ouvir esse “nome” sujo, e quanto à merda em si, queremos dizer que o seu cheiro é culpa do ralo, mas como já perguntaram: “e quem é que usa o banheiro e alimenta o ralo”?).
Há pelo menos tantas porcarias, dos mais diferentes odores e feiuras, quanto beleza, bondade, amor e amizade. Mas, somando tudo,comunicado em todas as línguas, vivido em todos os lugares, praticado em todos os tempos, vivemos, definitivamente, no planeta mais rico do Universo, isso dentre os milhões (serão milhões?) de planetas existentes.
Somos ricos enfim, embora a riqueza não se traduza apenas por felicidade e haja uma recorrente tristeza imposta por um mundo que faz sombra inafastável (como ninguém consegue se afastar da sombra, isso é redundante?) aos nossos sonhos e desejos.
Falando da parte desta riqueza que corresponde à felicidade - porque sendo a tristeza inescapável como é, não precisamos buscar encontrá-la - se cada pessoa pudesse e se dispusesse a, durante toda a sua vida a, apenas aprender e aperfeiçoar o receber e o dar das mais variadas belezas e coisas, ainda assim, não poderia realmente usufruir senão uma pequena parte dessas coisas.
Quem sabe o que a música causa em nós, sabe que senão todas as pessoas, pelo menos a maioria deveria ter pelo menos algum dom musical desenvolvido. Quem já viajou para um país de língua estrangeira (Romênia, por exemplo), gostaria de saber falar pelo menos uma língua, mais universal, que lhe permitisse entrar em contato com as outras culturas.
Mas que língua seria essa? Nem mesmo o inglês chega perto de ser tão universal quanto a música ou outra arte popular que, não importa onde tu estejas, fala aos outros e te permite que os outros, através de suas reações, te falem também.
E o que dizer da riqueza do álcool? Não apenas da infinidade de variações de um mesmo tipo ou de variações de tipos de bebida; mas da riqueza de situações humanas de que o álcool participa. Como dissemos, a riqueza não é apenas boa e há acidentes, brigas, mortes, doenças e outros sofrimentos associados ao consumo do álcool, mas também há a permissão para que a parte natural do animal-homem respire, com um resfôlego, um pouco acima do peso da cultura, da moral e do cotidiano que o soterra.
É um mundo rico porque se viajas, podes encontrar idiotas tão grandes quanto existem em teu próprio país, aliás, podes encontrar idiotas ainda mais idiotas (porque não vais viver no mesmo mundo pequeno que vives em sua pátria, e este será o teu referencial comparativo).
Vais também encontrar pessoas que parecem idiotas mas não são. Pelo seu drama pessoal (a riqueza do mundo faz-se a encontrarem pessoas-momentos felizes e tristes) ou cultura, não conseguem ou não querem lembrar, conhecer ou compartilhar, na riqueza da vida, o momento do outro.
Mas também existem as pessoas especiais, que vais conhecer, às vezes por um pequeno momento, em um simples gesto de educação, solidariedade, amizade ou, enfim, simplesmente, humanidade, que sabes que será apenas por aquele momento e que possivelmente nunca mais a verás. É um mundo tão rico que uma situação tão significativa pode acontecer milhares de vezes, desde que tu tenhas a presença de espírito e corpo para o vivenciar.
É um mundo para aprender, para sorrir, para ansiar, sofrer, desejar, conversar, conhecer, experimentar, surpreender-se.
Mas há algo a fazer quando descobres a beleza e a riqueza do mundo: O que o mundo pede à riqueza, é que ela circule, pois não se cria e não se mantém riqueza sem que ela seja compartilhada, pois a riqueza não é um objeto, é um estado, um modo, ou uma condição, das coisas e das pessoas, que se partilham com as outras coisas e pessoas. Isso é o reconhecimento de um lugar para a 'economia da felicidade', ao lado das atualíssimas 'economia da informação' e 'economia comportamental' (financista).
Dando ou recebendo, não importa a sua ênfase, até porque “é dando que se recebe” e “cada uno dá, lo que recibe, luego recibe lo que dá”, circule a riqueza do mundo que se encontra a sua disposição, ao seu encargo, responsabilidade e usufruto.
A ti, leitor, por fim, desejo Verdade, Realidade e Beleza, enfim, o que já tens.
Há pelo menos tantas porcarias, dos mais diferentes odores e feiuras, quanto beleza, bondade, amor e amizade. Mas, somando tudo,comunicado em todas as línguas, vivido em todos os lugares, praticado em todos os tempos, vivemos, definitivamente, no planeta mais rico do Universo, isso dentre os milhões (serão milhões?) de planetas existentes.
Somos ricos enfim, embora a riqueza não se traduza apenas por felicidade e haja uma recorrente tristeza imposta por um mundo que faz sombra inafastável (como ninguém consegue se afastar da sombra, isso é redundante?) aos nossos sonhos e desejos.
Falando da parte desta riqueza que corresponde à felicidade - porque sendo a tristeza inescapável como é, não precisamos buscar encontrá-la - se cada pessoa pudesse e se dispusesse a, durante toda a sua vida a, apenas aprender e aperfeiçoar o receber e o dar das mais variadas belezas e coisas, ainda assim, não poderia realmente usufruir senão uma pequena parte dessas coisas.
Quem sabe o que a música causa em nós, sabe que senão todas as pessoas, pelo menos a maioria deveria ter pelo menos algum dom musical desenvolvido. Quem já viajou para um país de língua estrangeira (Romênia, por exemplo), gostaria de saber falar pelo menos uma língua, mais universal, que lhe permitisse entrar em contato com as outras culturas.
Mas que língua seria essa? Nem mesmo o inglês chega perto de ser tão universal quanto a música ou outra arte popular que, não importa onde tu estejas, fala aos outros e te permite que os outros, através de suas reações, te falem também.
E o que dizer da riqueza do álcool? Não apenas da infinidade de variações de um mesmo tipo ou de variações de tipos de bebida; mas da riqueza de situações humanas de que o álcool participa. Como dissemos, a riqueza não é apenas boa e há acidentes, brigas, mortes, doenças e outros sofrimentos associados ao consumo do álcool, mas também há a permissão para que a parte natural do animal-homem respire, com um resfôlego, um pouco acima do peso da cultura, da moral e do cotidiano que o soterra.
É um mundo rico porque se viajas, podes encontrar idiotas tão grandes quanto existem em teu próprio país, aliás, podes encontrar idiotas ainda mais idiotas (porque não vais viver no mesmo mundo pequeno que vives em sua pátria, e este será o teu referencial comparativo).
Vais também encontrar pessoas que parecem idiotas mas não são. Pelo seu drama pessoal (a riqueza do mundo faz-se a encontrarem pessoas-momentos felizes e tristes) ou cultura, não conseguem ou não querem lembrar, conhecer ou compartilhar, na riqueza da vida, o momento do outro.
Mas também existem as pessoas especiais, que vais conhecer, às vezes por um pequeno momento, em um simples gesto de educação, solidariedade, amizade ou, enfim, simplesmente, humanidade, que sabes que será apenas por aquele momento e que possivelmente nunca mais a verás. É um mundo tão rico que uma situação tão significativa pode acontecer milhares de vezes, desde que tu tenhas a presença de espírito e corpo para o vivenciar.
É um mundo para aprender, para sorrir, para ansiar, sofrer, desejar, conversar, conhecer, experimentar, surpreender-se.
Mas há algo a fazer quando descobres a beleza e a riqueza do mundo: O que o mundo pede à riqueza, é que ela circule, pois não se cria e não se mantém riqueza sem que ela seja compartilhada, pois a riqueza não é um objeto, é um estado, um modo, ou uma condição, das coisas e das pessoas, que se partilham com as outras coisas e pessoas. Isso é o reconhecimento de um lugar para a 'economia da felicidade', ao lado das atualíssimas 'economia da informação' e 'economia comportamental' (financista).
Dando ou recebendo, não importa a sua ênfase, até porque “é dando que se recebe” e “cada uno dá, lo que recibe, luego recibe lo que dá”, circule a riqueza do mundo que se encontra a sua disposição, ao seu encargo, responsabilidade e usufruto.
A ti, leitor, por fim, desejo Verdade, Realidade e Beleza, enfim, o que já tens.
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equilíbrio,
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ouça,
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